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sexta-feira, 12 de abril de 2019

Poesia Acústica


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Me desculpa por tudo que eu te falei, pelas palavras erradas que eu usei, pelas conclusões precipitadas que tirei. Me perdoe por não ter entendido seu momento de confusão, por saber da sua dor e ficar perdida por não saber como lidar com ela. Eu só queria que você se permitisse ser amado, deixasse eu cuidar de você, mas eu também estava com medo e não soube o que fazer. Eu não queria perder você e estraguei tudo.

Nós nos sabotamos. E eu sei, você precisava de tempo, você queria se sentir como nunca tinha sentido. E talvez não adiante eu insistir agora, porque como você disse, nos encontramos no momento errado. Mas você também disse que queria ter me encontrado há dois anos atrás, e não daqui há dois anos. Então porque não agora? É preciso mesmo escolher sofrer?

Eu queria não ter ido até lá aquele dia. Ainda dói em você como dói em mim? Você ainda se lembra daqueles dias, daquelas noites como eu? Você ainda pensa no meu sorriso e sorri também, e logo depois fica triste porque não vai falar comigo ao telefone só para ouvir minha voz e se sentir melhor?

Eu me arrependo por não ter ido ver o stand up contigo naquele domingo. De ter sido intensa demais, e definido um mês, numa noite. Não sei se poderia ter sido diferente, mas queria poder voltar só pra ter certeza.

Dança descalço comigo? Vamos ao cinema? Estou com saudades das nossas zoeiras. E das suas mãos na minha cintura também. Eu não tenho mais a minha nossa foto favorita, e nem aquela que você sabe qual é, mas que me fazia rir todas as vezes que eu olhava pra ela. Não as tenho no celular, mas eu lembro exatamente delas e ainda sorrio sozinha como antes.

Podia ter sido só uma discussão.

quinta-feira, 11 de abril de 2019

Coração não gasta


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Não importa quantas vezes negarem, quantas vezes não entenderem ou não estiverem prontos para aceitar, eu continuarei dando amor, sendo amor. Pois cada um dá aquilo que tem dentro de si, e eu escolho amar. Eu escolho acolher, escolho sonhar, escolho fazer planos, escolho querer perto, escolho me conectar. Pois amor é atrair, deixar que tudo que há de bom aconteça, sem medo.

O medo é o oposto do amor. O medo afasta, o medo impede, paralisa, bloqueia. Faz com que as pessoas se esqueçam de que estar perto é muito melhor que estar longe, e que se doer, é muito melhor que seja junto, é muito melhor errar quando tem alguém pra dar a mão, muito melhor chorar quando tem alguém para dar colo, muito melhor dançar quando tem alguém pra te segurar nos braços.

As pessoas estão se descartando por medo. O amor as aproxima e conecta e o medo as afasta, porque estão tentando não machucar umas as outras, sem perceber que o que machuca é não amar.

E as pessoas não são más por isso. Não. Elas são seres naturalmente amáveis. que em alguns momentos, em meio a traumas e transtornos, acabam escolhendo a dor, porque estão perdidas, porque não querem passar por tudo de novo e decidem se fechar num casulo como se isso fosse evitar o sofrimento.

Mas coração não gasta. Não é como se o amor fosse finito e se você tiver uma desilusão ali ou uma mágoa aqui, esse amor fosse se esvaindo e você precisasse segurar esse amor todo dentro de você como um líquido precioso que ninguém pode tocar pra não estragar. Coração foi feito pra ficar aquecidinho e aquecer outras pessoas, e quanto mais você aproveita o amor que tem dentro dele, mais amor ele produz.

E você também não precisa esperar estar totalmente curado (afinal, quando a gente está?) ou que a pessoa certa chegue, pois quem cura é o amor, a pessoa certa é a que a vida colocou no seu caminho agora. Talvez, na semana que vem  ou daqui alguns anos ela não seja mais, ou pode ser que vocês encontrem uma forma de serem sempre certos um para o outro. Nos dois casos está tudo bem, mas não deixe que o medo afaste essa pessoa sem ao menos você tentar.

Se alguém te faz bem, te faz sorrir, te dá arrepios, comemora suas vitórias e se preocupa se você chegou bem em casa, olhe pra ela com amor, não com medo. Seja amor e veja o quanto seu coração é capaz de amar, mesmo depois de tudo que aconteceu. E se no fim, essa pessoa não entender e, talvez for embora, ou se vocês simplesmente se desconectarem, você continuará sendo amor. Pois já dizia o poeta “ninguém erra por dar amor, erra quem não sabe receber”.

quinta-feira, 21 de março de 2019

Nós vamos embora


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Nosso maior erro e, eu diria, crueldade é se comparar com as outras pessoas. Acredito que até mesmo usar os termos “melhor” e “pior” para dizer que sempre haverá alguém diferente de nós, é inadequado. Pois cada experiência é única, tem seu tempo e seu valor.

Nossa geração foi criada para que sejamos gigantes, reconhecidos e recompensados por grandes feitos, ou que, no mínimo, já tenhamos casa, carro, faculdade, família e vida financeira estável antes dos 30. E tudo bem nós termos nossos modelos, nossas inspirações, mas se colocar numa escala de zero a dez de quão bem sucedido você é pelo sucesso que outra pessoa tinha na sua idade, não tem cabimento nenhum.

A vida não tem que ser e não é um padrão a ser seguido. Você inspira, incentiva, ajuda, ensina e aprende com pessoas todos os dias. Você superou traumas, decepções, desilusões e conseguiu sorrir e dançar de novo. Só você sabe quanto doeu os calos e cicatrizes que você tem, e que os emocionais são os piores. Você é especial para alguém e há pessoas que nem sabem que você existe. Ninguém trilha seu caminho por você para poder te dizer qual é o rumo certo.

E então você pode dizer “mas eu estou tentando fazer o que eu acho que é certo”. E eu te pergunto, tem certeza que é o que você quer, ou é só o que você acredita que tem que querer? Tem um montão de gente querendo ver você brilhar. E isso não significa que você tenha que estar num outdoor da Times Square, isso significa que essas pessoas só querem te ver sendo quem você é, feliz com quem você é.

Pois você não existe à toa, você não está entre as pessoas que está à toa. Você é único e especial. E ser assim, dói um tanto mesmo. Mas pode doer menos, se você lembrar que todas as situações passam, as dores cicatrizam, e quem está do seu lado tem uma experiência diferente da sua para que vocês possam trocar aprendizados, e não ficar se comparando e se sentindo mal por isso.

E, no final, todos nós vamos embora, não há dúvidas nisso, todos nós iremos abandonar esse corpo, essa vida, essas angústias, o carro, a casa, o emprego. Então quando for se comparar, lembre que além de totalmente diferentes, nós estamos todos na mesma, nada do que tenhamos irá conosco. Então faça a única coisa que vale à pena, viva seus dias, agradeça por estar vivo, e só se compare com você mesmo, com o quanto você já é melhor do que ontem.

domingo, 25 de novembro de 2018

Ainda


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Eu queria muito estar errada, queria muito estar chorando à toa. Mas meu coração não estaria doendo tanto se eu não soubesse, lá no fundo, que o quebrei de novo. Dizem que, quando a gente precisa pesar muito é porque, na realidade, a gente sabe a resposta e só não quer aceitar.

É, eu ainda não aceitei.

Eu ainda estou querendo acreditar nas minhas lembranças como se elas pudessem ser mais do que isso. Ainda estou buscando motivos para me convencer de que tudo que você me disse foi mais do que da boca pra fora. Que aquele sorriso lindo e toda aquela disponibilidade, reciprocidade, não acabaram e que você está, somente, passando por um momento difícil e não quer me envolver nisso, porque não sabe como fazer isso.

Ainda estou tentando me dizer que vale à pena tentar, que é preciso ter paciência, e que essa fase vai passar e eu não precisarei esquecer seu cheiro e o toque dos seus lábios. Porque eu realmente ainda quero aqueles olhos me olhando e todo aquele senso de humor me fazendo rir.

Sua foto ainda me dá frio na barriga e, por isso eu ainda quero pensar que nem todas as pessoas são iguais e que as frases prontas dos textos que li não se encaixam em você. Que é só o seu jeito (e o seu mapa astral).

E eu ainda espero, que esse ainda fique no passado como uma amostra do que acontece quando a ansiedade toma conta e não mais uma prova de que minha intuição estava certa, outra vez.

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Creme de avelã e amor

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Eu queria dizer que te amo, mesmo que não seja O amor, aquele, que a gente espera ter certeza, porque é grandioso e lindo demais pra ser dito, assim, logo no começo. E não pense que eu acho que amor seja banal, e que “eu te amo” seja “bom dia”. Eu sei o quanto essa frase é impactante, por mais que não compactue com esse estranhamento todo.

Eu só acredito que amor deveria sim ser rotina. Pois eu amo a vida e amo as pequenas e grandes paixões que sinto todos os dias. Amo as pessoas e como elas são surpreendentes em todas as idades e situações.

Também não acredito na frase “se acabou, não era amor”. O amor pode se disfarçar e se transformar em tanta coisa. Não pode? Paixão não é amor? Pra mim é. Admiração é amor, carinho é amor, amizades duradouras ou passageiras são amor, lembranças também podem ser amor. Porque o amor não é estado, é ser. E eu me sinto um enorme coração canceriano pronto pra amar de muitas formas.

Eu sei que amar também machuca, às vezes. Mas eu já estou craque nisso. Depois das primeiras desilusões, eu aprendi que prefiro viver o momento a me fechar por medo de sofrer. Porque, às vezes dói. Mas passa. Como tudo.

E é por isso que eu quero passar o Natal na sua casa e o Ano Novo te abraçando ou mandando um áudio quase chorando porque estou longe. Quero dizer que estou apaixonada, te dar um pote de creme de avelã escrito “quer namorar comigo” na tampa, mesmo que você diga que é melhor não e todos os planos acima não aconteçam.
Pois, mais uma coisa que as experiências me ensinaram, foi que pessoas podem passar pela minha vida em uma semana e provocar mais rebuliço nas minhas emoções do que algumas que ficaram por anos.

E é por isso que eu quero, que eu te quero e que eu espero. Que eu estou guardando tudo isso aqui dentro para o momento certo. Qual é esse momento certo? Ainda não sei. Será que um mês tá bom? Porque é que tem que ter tempo certo até pra falar o que se sente, sendo que o sentimento não espera pra sentir?

Tudo bem. Porque o amor, aquele amor lá, o maior, o grandioso, sólido, quer durar, e sabe que assustando não dá. Ele sabe esperar, aquietar, segurar os outros amores para que eles não façam besteira. Ele sabe que o momento certo são todos os momentos, basta a gente não querer usar biquíni numa festa de gala, que tudo fica perfeito do jeito que tem que ser.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Viver extravia

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Hoje uma amiga me pediu desculpas porque perdeu o livro que a presenteei de aniversário, em um passeio no parque. Então eu pensei, que bom, pois tenho tantos livros na estante que não tirei de lá pra ler, muito menos para levar num passeio ao parque.

Aprendamos um pouco mais com a leveza da felicidade das crianças. As julgamos por quebrarem seus brinquedos. Mas elas não estão fazendo nada de mais, elas só estão sendo felizes, elas só estão vivendo. Os brinquedos que elas não gostam, geralmente, ficam num canto,  muitas vezes intactos.

Assim como nós. Por que nós estragamos ou extraviamos justo aquelas coisas que nós mais gostamos?

Porque roupas muito bem guardadas não mancham, rasgam ou desbotam. Acessórios não quebram por enroscarem em algo ou caem no meio de uma pista de dança para nunca mais serem encontrados, se ficarem seguros dentro de um porta-jóias. Não molhamos, rasgamos ou perdemos livros que ficam enfeitando a estante de casa. Tênis não furam e saltos não quebram, dentro da sapateira. A caneca não suja se ninguém colocar café dentro dela, o sofá não rasga numa vitrine de loja e a panela não encarde, se não for tirada da caixa. Maquiagens, cremes e perfumes nunca vão terminar, se nunca forem usados.

Um objeto guardado é só mais um objeto. Uma coisa é só uma coisa. Não cria vida sozinha. Um objeto só vira lembrança, quando estão vivendo com a gente.

E viver mancha, quebra, desbota, molha, rasga, perde.

Por isso, não se entristeça quando algo não tão bom assim acontecer com algo que é seu, fique feliz por você ter usado um objeto, que podia ser só mais um objeto, para fazer parte da sua felicidade.

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Amor sem ardor

Hoje, eu prefiro a paz de um romance tranquilo à uma paixão avassaladora. Sabe aquela relação sem medos, sem cobranças, sem expectativas irreais? Não? Você não sabe o que está perdendo. 

Melhor do que ter alguém a qual você não vive sem, é ter uma pessoa que você viveria sem ela, mas você escolheu para ficar ao seu lado. Não porque seu mundo acabaria se ela partisse e sim porque melhora seus dias por estar ali com você.

Quando você passa por mais de uma paixão daquelas que te faz perder as noites, que te faz quebrar a cabeça, chorar, e pensar que relacionamentos são assim mesmo, turbulentos, cheio de brigas e desafios, e que não existe pessoa perfeita e é por isso que vocês, feitos um pro outro, precisam superar todos esses problemas juntos; é difícil até de perceber que amor não precisa de tantas indas e vindas, de tantos tropeços e quedas para mostrar que é forte.

Pessoa perfeita, realmente, não vai surgir. No entanto, acredite: há amor, onde existe paz. 

Você não precisa perder horas de sono, você não precisa provar que seu amor é forte e supera tudo, você não precisa chorar litros e mais litros e se desculpar o tempo todo por não ser forte o suficiente, por pensar em desistir.

Só quando você se permitir desfrutar de um romance tranquilo você entenderá. Isso é possível, esse amor existe. E você verá que não fazia sentido todas as salivas perdidas em discussões, nem mesmo tanta lágrima derramada tentando entender o que você faz de errado. O que você fez? 

Você descobrirá que medo de perder não significa se importar e que se importar não vem do medo de perder. Você poderá trocar todas aquelas borboletas no estômago e pulgas atrás da orelha, por sorrisos que vem quando você menos espera, sozinha, aqui e ali, e te aquecem a alma por te fazer perceber que algo está mudando dentro de você.

Paixão não precisa ser furacão. Pode ser chuva mansa ou abonança quando o tormento se vai. Paixão pode ser aquele gostinho doce, sem pimenta, aquele compromisso despreocupado, que não cobra, só aparece quando quer, mas que sempre quer estar ali, e está, somente por isso.

domingo, 3 de julho de 2016

Acampamento



Minha vida tem sentido. Tem sim. Mas não posso dizer que me sinto caminhando.

Não.

Não sinto que eu esteja no caminho. Nem certo, nem errado. Apenas não estou nele ainda.

Estou acampada. Animada, ansiosa, esperançosa. Estou preparando a mala, juntando os suprimentos, ainda com a barraca armada, em meio à floresta, pronta para desarmá-la e colocá-la nas costas em rumo ao topo da montanha que já posso enxergar.

O norte está traçado e sinto que chegarei lá.

Sinto. Sentir é o que mais tenho feito enquanto espero os dias passarem. Acendo fogueiras e chuvas caem, dentro de mim, até que o dia de pegar a estrada, chegue.

Não estou perdida, estou em espera. Sei onde estou, e sei onde posso chegar. Observo carinhosamente, todos os dias, a montanha que quero e vou escalar.

Nada está parado. Nem mesmo eu.

As nuvens passam, o rio corre, a natureza age. E eu só espero. Calculo, projeto.

Já peguei o mapa e tracei o rumo. É um mapa em duas dimensões, que não mostra todos os relevos que me esperam. E não sei se precisarei desviar de alguma rota pré-estabelecida por pequenos desafios que não pude prever nesta representação gráfica ainda precária.

Sei que em algum lugar chegarei, pois este acampamento não durará para sempre.

De observadora e estrategista passarei à exploradora e andarilha, caminhando por estradas ora esburacadas, ora floridas. Não importa. Estarei andando no sentido que minha vida tem, me lembrando do acampamento que deixarei pra trás, com sombras de fogueiras e pegadas que ficarão para me lembrar que acabou a hora de esperar.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Nem sempre nós ficamos com os amores das nossas vidas

Eu acredito em grandes amores.

Mas falo e namoro como se não acreditasse.

Eu não tenho expectativas fúteis para o romance. Eu não estou à espera de sentir aquela sensação estranha de estar a flutuar. Eu sou um daqueles indivíduos raros, talvez um pouco cansados, que realmente gosta deste ambiente atual de conexão entre as pessoas e é feliz por viver numa época em que a monogamia não é necessariamente a norma.

Mas eu acredito em grandes amores, porque já tive um.

Eu tive esse amor que tudo consome. O amor do tipo “eu não posso acreditar que isto existe no mundo físico”.

O tipo de amor que irrompe como um incêndio incontrolável e então se torna brasa que queima em silêncio, confortavelmente, durante amor. O tipo de amor que escreve romances e sinfonias. O tipo de amor que ensina mais do que tu pensaste que poderias aprender, e dá de volta infinitamente mais do que recebe.

É amor do tipo “amor da tua vida”.

E eu acredito que funciona assim:

Se tu tiveres sorte, conhecerás o amor da tua vida. Tu estarás com ele, darás tudo de ti a ele e permitirás que sua influência te mude em medidas insondáveis. É uma experiência como nenhuma outra.


Mas aqui está o que os contos de fadas não te vão dizer - às vezes, encontramos os amores das nossas vidas, mas não conseguimos mantê-los.


Nós não chegamos a casar-nos com eles, nem passamos anos ao lado deles, nem seguraremos as suas mãos nos seus leitos de morte depois de uma vida bem vivida juntos.

Nós nem sempre conseguimos ficar com os amores da nossa vida, porque no mundo real, o amor não conquista tudo. Ele não resolve as diferenças irreparáveis, não triunfa sobre a doença, ele não preenche fendas religiosas e nem nos salva de nós mesmos quando estamos perdidos.

Nós nem sempre chegamos a ficar com os amores das nossas vidas, porque às vezes o amor não é tudo o que existe. Às vezes tu queres uma casa num pequeno país com três filhos e ele quer uma carreira movimentada na cidade. Às vezes tu tens um mundo inteiro para explorar e ele tem medo de se aventurar fora do seu quintal. Às vezes tu tens sonhos maiores do que os do outro.

Às vezes, a maior atitude de amor que tu podes ter é simplesmente deixar o outro ir.

Outras vezes, tu não tens escolha.

Mas aqui está outra coisa que não vão contar sobre encontrar o amor da tua vida: não viveres toda a tua vida ao lado dele não desqualifica o seu significado.

Algumas pessoas podem amar-te mais em um ano do que outras poderiam te amar em cinquenta anos. Algumas pessoas podem ensinar-te mais em um único dia do que outras durante toda a sua vida.

Algumas pessoas entram nas nossas vidas apenas por um determinado período de tempo, mas causam um impacto que mais ninguém pode igualar ou substituir.

E quem somos nós para chamas essas pessoas de algo que não seja “amores das nossas vidas”?

Quem somos nós para minimizar a sua importância, para reescrever as suas memórias, para alterar as formas em que nos mudaram para melhor, simplesmente porque os nossos caminhos divergiram? Quem somos nós para decidir que precisamos desesperadamente substituí-los – encontrar um amor maior, melhor, mais forte, mais apaixonado que pode durar por toda a vida?

Talvez nós devêssemos simplesmente ser gratos por termos encontrado essas pessoas.

Por termos chegado a amá-las. Por termos aprendido com elas. Pelas nossas vidas se terem expandido e florescido como resultado de tê-las conhecido.

Encontrar e deixar o amor da tua vida não tem que ser a tragédia da tua vida.

Deixá-lo pode ser tua maior bênção.


Afinal, algumas pessoas nunca chegam sequer a encontrá-lo.

Heidi Priebe (tradução)

~ Retirado de http://jafoste.net/nem-sempre-nos-ficamos-com-os-amores-das-nossas-vidas/

terça-feira, 17 de maio de 2016

Voltei a escrever

A gente podia ter dado certo. Quem vai saber? Pesquisas mostraram que a maioria das pessoas, no momento de sua morte, não se arrependem daquilo que fizeram, mas do que não fizeram. Mas se a vida é feita de escolhas é impossível viver tudo. Algo sempre ficará por ser feito. Sendo assim, esse tal arrependimento é inerente à vida humana. 

No entanto, esse texto não é sobre arrependimento, é sobre aprendizado, e por isso quero te confessar algumas coisas, algumas coisas que você não sabe sobre mim, que, talvez, nem eu mesma sabia.

Com você encontrei algumas respostas que estavam desorganizadas dentro de mim. 

Espero saber aplicar este novo conhecimento, espero não esquecer dele nas horas cruciais. Pois, eu já sabia que fazia mal ficar levando uma situação banal adiante por não saber lidar direito com ela, por ficar brigando comigo mesma, por ter medo de colocar um ponto final; porém eu ainda ignorava o poder da conversa e o quando ela pode trazer paz.

Eu também acabei ignorando o fato de que o momento que eu mais gostei de viver dia-a-dia, foi quando eu estive "fora de casa". Eu gosto da minha vida independente, eu gosto de cozinhar para dois, eu gosto de ter a minha casa, meu lar é lá fora. E eu ainda quero isso, eu ainda preciso disso e eu busco isso. Contudo, depois de um grande tropeço eu fui ficando mais cautelosa, eu queria aquela vida, mas sem aqueles problemas que me puxavam para trás. Bem, mas isso seria perfeito! E a perfeição não existe.

E você jamais seria o cara perfeito, pois você é de verdade. Você é o cara que manda um parágrafo de resposta ao invés de um emoji, você gosta de discutir sobre diversos assuntos por horas. Por outro lado, você me irrita, às vezes, muitas vezes. Mas talvez, eu aprendesse a lidar com isso. Talvez eu até aprendesse a cozinhar pratos que agradem seu paladar selecionado (sentiu o tom de ironia, né?).

Porém, como eu disse, este não é um texto de arrependimento, é um texto sobre o que eu aprendi com você. E eu aprendi que da próxima vez eu vou prestar mais atenção ao que me agrada e menos ao que me faria pular fora, da próxima vez, eu vou falar quando tiver vontade e vou deixar mais claro que eu me importo com quem se importa comigo, vou dizer que sinto saudades, mandar mensagem de bom dia, mesmo que tenha sido eu quem tenha mandado o boa noite, e mesmo que a resposta demore duas horas pra chegar e eu fique puta da cara com isso.

E tudo bem se não sair como o esperado. No fim, pelo menos algum texto eu acabo escrevendo. 

Deixarei o arrependimento para o fim da vida, durante ela eu vou mesmo é aprendendo.