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segunda-feira, 30 de abril de 2012

Só se aprende a levantar, caindo.

Uns dias atrás estava conversando com um amigo sobre a forma que os pais estão educando seus filhos, os superprotegendo de tudo, com medo que eles caiam, se machuquem, fiquem com algumas cicatrizes no joelho ou um arranhão no rosto. Nesta conversa surgiu uma frase mais ou menos assim: "Criança que não cai, não aprende a levantar. Aí com quinze anos ao levar um empurrão, vai ficar no chão chorando para que sua mãe venha e o levante". Naquele momento foi só uma conversa de indignação, por saber o quanto os pais estão acabando com a vida de seus próprios filhos tomando atitudes superprotetoras, mas hoje essa frase ecoou na minha cabeça de uma forma diferente.

Quando somos crianças nossos tombos, machucados e doenças são físicos, nos quais a dor é muito mais fácil de se entender e passa mais rápido também. Não são menos importantes, pois precisamos nos tornar resistentes fisicamente para poder enfrentar problemas um pouco mais complicados: os espirituais e emocionais. Estes que não sabemos porque doem, porque perturbam tanto, quanto tempo vão demorar para passar, se vão cicatrizar... Estresse, raiva, tristeza, aflição, ansiedade, saudade, entre outros...

Nestas horas, quando a cabeça ou o coração doem muito e parece que o sofrimento não vai ter fim, costumamos questionar o porquê das coisas acontecerem e por que deus deixa que coisas ruins aconteçam com pessoas que parecem não merecer. O fato é que deus é um bom pai, boa mãe, bom educador; ele sabe que nós precisamos cair, precisamos nos machucar, precisamos de cicatrizes, de arranhões... e mais, ele sabe qual é o nosso limite, o quanto podemos suportar, apesar de nós duvidarmos e querermos desistir no meio do caminho. 

Lembre-se de quando você era criança, caiu e raspou o joelho na calçada (sabe quando queima, arde, sai sangue? bem assim), então você assoprou, assoprou e que por mais que você assoprasse, a dor insistia, parecia que nunca iria passar. Mas veja que milagre, não é que minutos depois a dor passou? Ela incomodou mais alguns dias, quando você vestia uma calça, mas isso também passou. E hoje se você cair e raspar o joelho, não vai chorar desesperado achando que não vai passar nunca. 

Com os outros tombos da vida funciona mais ou menos da mesma maneira, com propósitos diferentes, mas sempre para algum aprendizado, alguns mais perceptíveis, outros nem tanto. Mas não esqueça: só se aprende a levantar, caindo, e o que importa é não ficar no chão.

Frases... [47]


"Para se roubar um coração, é preciso que seja com muita habilidade, tem que ser vagarosamente, disfarçadamente, não se chega com ímpeto, 
não se alcança o coração de alguém com pressa." [Luís Fernando Veríssimo]

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Quase como matemática




A vida é mais ou menos como matemática, um pouco mais complicada e mais divertida talvez. A medida que os anos passam o nível de dificuldade aumenta e você sempre depende do aprendizado anterior para entender o próximo com clareza. Existem aqueles que a odeiam e só reclamam dela. Há os que são indiferentes, apenas fazem o que tem que ser feito. E há também alguns loucos apaixonados que resolvem os problemas e cálculos, quase que, por prazer e até tentam mostrar para os outros que gostar de fazer isto não é loucura. Quando nos deparamos com um problema completamente novo a primeira impressão é de que será quase impossível resolvê-lo. A segunda reação varia: uns se desesperam, outros fingem que estão entendendo perfeitamente, uns desistem de cara, outros fazem tom de deboche e alguns aceitam o desafio, por curiosidade, dedicação ou seja lá o que for. O problema é que independente da nossa vontade ou animação, não existe outra forma de passar de ano senão resolver estes cálculos. Para nossa sorte aqueles loucos apaixonados existem e nos ajudam a resolvê-los quando, por mais simples que sejam, ainda nos parecem um bicho de sete cabeças. E depois, quando chega a hora de fazermos sozinhos e colocarmos à prova o que aprendemos, descobrimos um outro tipo de loucos, que mesmo estando tão perdidos e odiando tanto quanto nós, arranjam uma forma de nos dar uma forcinha, quase imperceptível, mas que faz uma diferença enorme, pelo simples fato de sabermos que não estamos sozinhos nessa. E depois que aprendemos mesmo a lição e passamos de ano, os problemas parecidos dicam menos complicados, e quando olhamos para trás, ficamos pensando como pudemos achar tão difícil algo que hoje tornou-se banal.

Frases... [46]


"Escrevo porque encontro nisso um prazer que não consigo traduzir. Não sou pretensiosa. Escrevo para mim, para que eu sinta a minha alma falando e cantando, às vezes chorando" [Clarice Lispector]

terça-feira, 24 de abril de 2012

O que move a vida

Mudança é uma das minhas palavras favoritas e, quem sabe, um dos principais motivos que me levam a escrever. Pensar no efeito desta palavra me deixa intrigada.... Mudar está diretamente ligado a movimento. E o que seria da vida sem movimento?

Acostumados com a rotina nem percebemos as pequenas mudanças que acontecem diariamente. São mudanças que sozinhas parecem insignificantes, mas que quando acontecem juntas ou repetidas vezes se transformam em grandes mudanças. Mudanças de pensamentos se tornam mudanças de comportamento, que se transformam em mudança de rotina, mudança de vida. São pequenas mudanças formando outras, grandes e (aparentemente) repentinas, que por sua vez, trazem consigo a necessidade de novas mudanças e a vontade de mudar mais e mais, e de fazer diferente, sair do comum, de ser um novo alguém, que se encaixe nesta nova vida.

Assim, nenhuma mudança é dispensável, nenhuma mudança é por acaso, e nenhuma é, também, ruim. Mudanças podem ser no máximo um pouco difíceis, mas são necessárias, para nos fazer acordar, perceber a realidade, enxergar o que estava na nossa frente, descobrir o que faltava. E são geralmente essas mudanças (as "ruins") as quais nos dão ainda mais vontade de mudar. 

São estes choques bruscos que, depois de passado o susto, despertam em nós um tipo de energia especial que não descobriríamos que estava dentro de nós sem eles. Perder alguém querido, passar por uma doença, ser demitido, terminar um relacionamento, sofrer um acidente, mudar-se de cidade a força, dentre tantos outros acontecimentos de perdas (grandes ou pequenas) de uma lista imensa que "magicamente" se transformam em ganhos, dentre os quais o principal é a evolução para uma nova pessoa, mais forte e mais madura, mas segura de si, com mais confiança e mais motivos para seguir em frente.

E este movimento é contagioso. A vontade de ser melhor e fazer o novo é o que move o mundo, das mais agitadas vidas às mais pacatas. E é por isso que as mudanças acontecem e é por isso também que eu as considero tão maravilhosas.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Inconformada

Por favor, alguém pode me dizer onde fica o botão reset deste mundo? 
Não sei vocês, mas eu já estou cansada de ver tanta coisa fora do lugar....
São informações maquiadas, pessoas verdadeiras mentindo para não serem engolidas, sorrisos falsos, atitudes planejadas... A falsidade já está tão bem instalada que se confunde com a verdade. Mal educado é aquele que não mente, que fala o que pensa, que não finge gostar de alguém só para agradar. Idiota é o honesto, o que acredita nas pessoas, o que joga limpo, que tenta ajudar. Sofre quem é transparente, que faz a sua parte e ainda colabora com o outro. E nesse ritmo, o errado se tornou comum. E por causa disso os pais aconselham seus filhos a fingir, a desconfiar, a serem mais "espertos". Isto não está certo!E no fim quem não se conforma ganha papel de revoltado e quem quer fazer diferente é condenado por inverter valores. 
Se inverter valores é falar o que pensa, é ser você mesmo, é não ter vergonha do que sente, do que faz, é protestar contra o que não está bom, é querer derrubar tabus, é acreditar que uma família está muito além do esteriótipo pai-mãe-filhos, é falar na cara ao invés de fingir que está tudo bem, é amar e odiar intensamente, é não ter medo de errar e se arrepender, é fazer uma vida diferente, é tentar tirar o mundo dessa inércia ridícula... se inverter valores for isso, eu também quero inverter todos os valores. Prefiro ser chamada de louca, ingênua e sonhadora do que aceitar este lixo que estão tentando empurrar "guela abaixo" mascarado de vida!
E caso alguém saiba onde fica aquele tão querido botãozinho, me avise ;)

Dona do jogo


Posso não controlar minhas emoções, meus sentimentos,
Mas sou dona do meu coração, e ele bate ao meu ritmo.
Posso não controlar meus pensamentos, minhas vontades,
Mas sou dona da minha razão e das minhas escolhas,
Posso não controlar a vida, os acontecimentos,
Mas sou dona de mim e dor meus atos
E vou fazer meu caminho a minha maneira,
Não importa o quão demorado ou trabalhoso seja.