segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Simpatia para ser feliz no próximo ano

Percebendo que estamos na última semana do mês de Novembro e que, quando menos percebermos, Janeiro já estará aí, trazendo um ano novinho em folha pela frente, decidi compartilhar uma simpatia para atrair felicidade que tem dado certo comigo, durante alguns ano. 

É uma simpatia de apenas três passos e que não exigem nenhum gasto financeiro, nenhuma cor de roupa e nenhuma erva difícil de encontrar. Aí vão eles:

 1. Foque-se em você mesmo. Em primeiro lugar, ame-se. Se eu fosse resumir essa simpatia em apenas um tópico, com certeza seria: tenha amor-próprio. Antes de tomar qualquer decisão pense em você, no que vai te deixar melhor, se tiver que decidir por um sacrifício, que seja momentâneo, e que o faça sentir-se satisfeito depois de concluí-lo. E, segundo, encontre em você a solução para seus problemas. Antes de apontar o dedo para os atos alheios que o prejudicam, aponte os seus próprios erros. Mas não se culpe. Faça isso para saber onde você precisa melhorar... Seja no relacionamento com a família e amigos, seja no ramo profissional, seja na vida afetiva, foque-se em você, se conheça, trace metas, e as alcance corrigindo-se a si próprio.

2. Encontre prazer no que você faz. O seu trabalho pode não ser o melhor do mundo, porém também não é o pior. Encontre o que é bom nele, se é a conversa com algum colega de trabalho, se é estar na profissão que gostaria ou se seu trabalho atual está te levando mais perto da profissão que sonha; se são os clientes/pacientes que atende, os alunos que ensina, o cafezinho que a tia da limpeza faz... Não importa quão pequeno seja, algum ponto positivo seu trabalho vai ter. E não só ele. Encontre prazer em cada ação do dia que você conseguir. Se o trânsito congestionar aproveite para ouvir uma música que gosta. Lavar a louça e limpar a casa não são as atividades favoritas da maioria das pessoas, contudo, quem não gosta de ter uma casa limpinha e cheirosa? Cozinhe o que você gosta ou o que o te faça sentir-se um chefe de cozinha, mesmo que seja um sanduíche com uma vitamina que você inventou com tudo que tinha na geladeira. Aproveite para sentir satisfação nas pequenas tarefas: se vestir, olhar no espelho e pensar em como você está elegante ou estiloso, hoje; tomar um banho e se desconectar do mundo, trocar um sms com um amigo ou com um amor que o faça sorrir. Dê valor à sua vida!

3. Não cuide da vida dos outros. Essa é pra fechar com chave de ouro a minha simpatia, já que nem mesmo seria possível realizar os outros dois passos cuidando da vida alheia. De nada adianta ficar cuidando de uma vida que não é a sua, isso não passa de um enorme desperdício de tempo. Assim como de nada adianta se comparar com os outros ou invejá-los. Mais desperdício de tempo. A única vida que pode tornar seus dias melhores é a sua. 

Por isso concentre-se nos dois primeiros passos, sem esquecer do terceiro e seja feliz, no próximo ano, hoje e sempre.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

O mundo está preso

O mundo está perdido. Esta é uma frase que qualquer pessoa já deve ter se pego falando ou, ao menos, pensando, pelo menos uma vez, nestes últimos anos. E por que o mundo está perdido? Ou seria em que? Este, certamente, é o ponto em que está a divergência - os motivos - e é nesta divergência que o mundo está perdido. O mundo está perdido no meio das pessoas que buscam felicidade e das que buscam poder.

As que buscam felicidade são as que querem um mundo, realmente, melhor para todos os que vivem nele, repleto de liberdade, em que cada um possa ser quem quiser; as que almejam evolução nos mais variados sentidos e não pensam em retroceder aos tempos que já se passaram. O segundo grupo, por sua vez, concorda que, nos tempos antigos, tudo era diferente e que seria melhor, se voltasse a ser daquela forma, mas, por outro lado, não quer do passado os aspectos que não lhe trazem benefício algum.

Para este último grupo, antigamente, não existiam tantos homossexuais, ou pelo menos, não tinha tanta "sem-vergonhice" à mostra. Crê-se, assim, que estas pessoas nunca estudaram história, muito menos tenham realizado pesquisas sobre o tema; entende-se, também, que os seres humanos adoram sofrer preconceito, ter medo de apanhar ao caminhar, nas ruas, e ser rejeitado pela família; por isso há tantos gays. 

Além disso, para este grupo, o mundo está perdido por causa dos inúmeros casos de gravidez na adolescência. Contudo, com quantos anos nossas avós engravidaram? E nossas mães, tias, madrinhas? Ah, mas naquele tempo era diferente, elas casavam. Sim, naquele tempo, elas não tinham a opção de escolher o que era melhor para si e para seus filhos, elas deviam ficar para sempre presas ao seu marido, mesmo que ele fosse violento, ou não as fizessem bem. E quando a escolha se trata de se fazer um filho para os avós cuidarem? Isso seria uma contrapartida interessante deste grupo, porém, se antes isso não acontecia, como há tantas pessoas que foram criadas por seus avós?

Outro ponto importante para o mundo estar perdido, segundo este grupo, é a falta de religião. Ou seja, quando o sistema governamental era dirigido pelo clero, não havia problemas, tudo estava dentro da perfeita ordem, todos estavam felizes, todos podiam crescer e buscar melhoria de condições. Ademais, os países com liberdade religiosa, inclusive, com grande população ateia, e governo laico, como Suécia e Reino Unido, são, de longe, Estados mais violentos e com mais problemas sociais, que países como o Brasil e a Palestina, não?

Em contrapartida, pergunte a pessoas deste grupo se elas querem largar seus Ipads, Ipods, Iphones, máquinas de lavar roupa e louça, televisões a cores, etc. Para que largar se o mundo evoluiu? Mas, antigamente, o mundo não era melhor? E  por isso que este é o grupo dos que buscam o poder, o grupo dos antigos reis soberanos, dos déspotas esclarecidos, dos governantes corruptos, o grupo dos que só pensam em se auto-favorecer, que não querem um mundo em crescimento, pois isso seria dividir poder com muita gente. Claro que neste grupo há também os servos, que não sabem pra quê ou por quem estão lutando e todavia continuam na comodidade de não saber, defendendo ideais furados, com ênfase.

E assim, o mundo continua perdido, ou preso, por melhor dizer. Preso no preconceito, infeliz e inacreditavelmente, passado de geração a geração, segurando o mundo que quer buscar a felicidade, dia após dia, que se preocupa com o bem estar e a segurança pública, com o respeito às tradições, à religiosidade, à liberdade de expressão, que não quer combater a oposição, por combater; mas que quer discutir para um bem geral, lutar contra a desigualdade, e que sabe que o mundo não está lá como deveria estar, mas que quer andar para frente para resolver o que é preciso, buscando fazer com que o mundo se encontre, ao invés de continuar se perdendo ainda mais.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Baile com a vida


Seja mais humilde e gentil consigo mesmo e se permita ver o quanto a vida é bela. Mas bela mesmo, bela de verdade, que caminha com tanta graciosidade que mal se pode acreditar. Aceite o que você tem em mãos, seja um problema difícil para solucionar ou uma pilha de trabalhos para fazer. Não se descabele, os dias vão passar, a vida vai correr. Faça uma coisa de cada vez, vida um minuto de cada vez. Não guarde tudo na cabeça, pegue uma agenda, uma folha de papel, um pedaço de guardanapo, seja o que for, e anote o que você vai fazer, hoje. Lembre-se de que você precisa comer, tomar banho, descansar um pouco (sim, descansar um pouco), e então escreva ali o que você pode cumprir, e o faça. Então no próximo dia, faça, novamente. Perceba que aquele problema enorme, virou vários pedacinhos de problema que você pode resolver em um dia, e que a pilha de trabalhos virou um trabalho de cada vez. E assim, os dias passarão, e a vida fará sua tarefa de ser natural e leve. Todavia, não deixe que a vida só passe. Olhe para ela, a aprecie, a abrace também e até dê um cheiro, se for possível. Tenha também um dia gostoso, todos os dias. Se um dia sair errado, tudo bem, aproveite o próximo. Contudo não queira que tudo passe rápido e termine logo, pois a vida faz isso, naturalmente, e uma hora ou outra, tudo vai acabar para todos. E de que adianta que os tempos ruins terminem logo, se terminarem com eles todos os momentos bons que estavam escondidos no meio? Não se deixe cegar. Deixe-se enxergar. Faça a sua parte, um dia de cada vez, sem ambição de mais, nem de menos, e vá caminhando, graciosamente, junto com a vida, e perceba mais uma vez o quanto ela é bela, e como abre caminhos com a força e a leveza de uma bailarina. Baile com ela, e se permita, mais uma vez, ser gentil com você mesmo, como uma xícara de chocolate quente, que é doce e aquece, num frio de doer que faz congelar todos os dedos do pé.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

A imortalidade dos mortais

A morte, como tudo que se desconhece, parcial ou completamente, é um tabu, no entanto, estive sempre ciente de que não há porque temê-la, de que ela é natural, e vai acontecer para todo mundo. Sempre ouvi minha mãe me dizer que a morte é covarde e sempre joga a culpa em algo, seja uma doença, acidente, crime ou idade, e, por mais que ela não seja uma estudiosa da área, sei que esta certa, pois a morte chega para todo mundo, é uma verdade inquestionável.

Nós, achamos que conhecemos a "Lei natural da vida", na qual os mais velhos morrem antes, os filhos enterram os pais. Mas é isto mesmo? Para a morte não há idade, morrem bebês, crianças, adolescentes, jovens, adultos, idosos, todo o tempo. A lei natural da vida é que todos encontrem o fim do seu ciclo. E ninguém sabe o tamanho do seu ciclo, sendo assim, não tem como saber quando chegará ao final.

John Green escreveu em "A culpa é das estrelas", "Alguns infinitos são maiores que outros", e a vida está realmente repleta de infinitos, feitos de pequenos momentos, mas que são imortais em nossas memórias. Alguns infinitos são tristezas que parecem que não vão terminar nunca, outros são alegrias tão intensas que parecem que nunca terão fim, há infinitos escondidos no sabor de uma comida que será sentido, talvez, apenas uma vez, numa roupa que te fez perceber a beleza que há em você e no sol que renasce todos os dias, mesmo por trás das nuvens. Há infinitos guardados na rotina e na quebra dela. Ninguém provou se há infinito além desta vida. O que todos sabem é que neste planeta, qualquer coisas que nasce, morre. Sejam as plantas, os animais terrestres, aquáticos, sejamos nós, os meros mortais.

Ao mesmo tempo, há a famosa frase "Nada se cria, tudo se transforma". Uma semente que morre, deixa lugar para uma flor, que por sua vez, murcha e vira adubo para aquele solo que lhe acolheu, para que se acolha outra vida no local, que também cumprirá seu ciclo. E assim, com todos os elementos do globo: um dá lugar ao outro, se transforma em outro, morre, mas morre com a importância de dar continuidade ao ciclo da vida.

A nossa sorte, é que não precisamos morrer para uma flor crescer no coração de alguém, ou padecer para adubar o conhecimento. E também, certamente, quando o nosso fim chegar, não será em vão, certamente, não seremos exceções, nossa morte também será parte importante neste ciclo. Nos transformaremos, seja numa lembrança boa, numa imortal saudade, numa motivação sem igual ou um exemplo que tratá o sucesso para alguém.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Com "M" de Mulher e não "C" de Corpo

Definitivamente não é qualquer um que consegue enxergar a beleza de uma Mulher. Digo isso porque é muito fácil encontrar, pela rua, caras que são atraídos pelas bundas e peitos à mostra e cabelões compridos. Mas é difícil quem enxergue além disso.

Isso não é um julgamento, pelo menos não uma categorização de quem está certo ou errado, ou separando belezas em patamares diferentes. Pelo contrário, sou a favor de todas as belezas. Também não acredito que os caras que enxergam "de verdade" uma Mulher, não fiquem atraído pelas curvas do seu corpo. Só acho que é bobagem uma mulher querer ganhar a atenção ,justamente, dos caras que SÓ pensam com a cabeça de baixo, dos que quando olham um ser do sexo feminino enxergam um corpo e não uma Mulher. 

Até poderia dizer que não tenho nada contra as mulheres que se sentem bem assim, sendo alvo das cantadas alheias, mas estaria mentindo, pois sou contra a superficialidade. Particularmente, não me sinto só um corpo, me vejo como uma pessoa, e vejo da mesma forma os outros seres humanos. Gente. Com tanta beleza que é um desperdício deixar de apreciar cada detalhe.

Gosto de elogios. Na verdade, sou uma pessoa que se alimenta deles. Gosto muito de ouvir palavras de motivação, reconhecimento, etc. Sou vaidosa. E sou exigente. Meu ego precisa de muito mais que um assovio de pedreiro (desculpa o clichê, nada contra a classe) para me sentir elogiada. Ao mesmo tempo, que pra saber que sou linda, só preciso me olhar no espelho. E não é narcisismo. Eu acredito que qualquer pessoa deveria se achar linda ao ver sua própria imagem, não há motivo para que se pense diferente disso. É um dever e uma necessidade se amar, pelo que se é. E eu me amo pelas minhas atitudes. Minha beleza é feita delas. Uma roupa sozinha é só uma roupa, um corte de cabelo é só um corte de cabelo. A maneira com que cada um carrega isso é que os torna belos.

E é por isso que eu gosto de ser apreciada pelo que eu mesma não enxergo, por mais do que eu mesma posso ver. Pelo jeito que me visto, que me maquio, me arrumo, como demonstro quem eu sou. Me sinto nas nuvens quando alguém aprecia meu trabalho e fico, completamente apaixonada por mim e pela vida, quando alguém percebe em mim uma virtude que ninguém mais tinha percebido antes. Pois isto é enxergar o tão peculiar que há no belo.

Portanto, eu creio, que mesmo no primeiro olhar, é possível enxergar mais que a beleza superficial. É possível encontrar beleza nos jeitos, jeito de olhar, andar, falar, sorrir, se portar, balançar o cabelo, etc. Sendo utopia ou sendo poucos os que tenham essa capacidade, sendo sonho ou não, é desse tipo de pessoa que eu quero chamar atenção quando sair na rua, pois é assim que me sinto respeitada, e respeito é um direito de todos.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Sua vida pode ser melhor ainda

Estamos tão acostumados a colocar a culpa na vida pelo nosso cansaço, tristeza e estresse, que não paramos para pensar, sequer um minuto que a culpa pode ser de nós mesmos. Nos chateamos com pessoas que não nos dão o devido valor, enquanto podíamos estar voltando nossas atenções para aquelas pessoas que nos valorizam, nos procuram, nos gostam. Reclamamos de uma carga excessiva de trabalho, por exemplo, culpando nosso chefe (é claro!), quando quem deixou que a situação chegasse a esse ponto fomos nós, que aceitamos tarefas a mais que as pré estabelecidas, sem ao menos pedir um aumento por elas. Nos irritamos com determinadas rotinas, cujas quais nem somos obrigados a cumprir, e ainda assim, não fazemos nada para mudar, vamos "empurrando com a barriga", como se diz. Sendo assim, quando se sentir aflito, irritado, acoado, pare para pensar no que está te causando estes sentimentos. E seja verdadeiro consigo mesmo. Ninguém vai saber desta sua reflexão, se você não quiser. Portanto, você não precisa arranjar desculpas ou explicações lógicas para seus motivos, você só precisa refletir e ser sincero com seus próprios pensamentos, para encontrar a causa do que está te tirando a paz. E a partir disto, repense. Veja como você próprio está contribuindo para este cansaço emocional e se você, realmente, precisa agir desta forma. Mais uma vez, seja verdadeiro em encontrar respostas e mude se for preciso. Ninguém precisa saber disso também. Você pode mudar de vagar e pode começar agora mesmo, só não deixe que mais ninguém coloque motivos para sua vida não ser a melhor possível, muito menos você mesmo.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Porque não estou gritando "GOOL"

Ser contra a copa do mundo no Brasil não é dizer que sou contra a seleção brasileira, que estou torcendo para que ela perca, que não gosto de futebol. Ser contra a copa é ser contra mais um tipo de roubo do meu dinheiro. Cada um tem o seu direito. Quem quer comemorar, tem o direito de o fazer. E eu tenho o direito de não concordar. Eu não faço parte dos que apertaram verdinho para colocar no comando o governo que trouxe a copa até aqui e tenho o direito de reclamar. Querem comemorar, torcer, gritar? Tudo bem. As redes sociais servem para cada um expressar os seus sentimentos, e não sou contra ninguém narrar o jogo, digitar "gooool" e etc. Não sou contra o povo, isso seria inclusive uma contradição do que eu defendo. Eu sou contra uma organização mundial corrupta ser capaz inclusive de anular uma das poucas leis de segurança pública que funciona no país, fico indignada porque já não chega a corrupção dos nossos queridos governantes que desvia grande parte das verbas que deveriam ser destinadas para a melhoria da condição de vida de uma população? Agora milhões e milhões são gastos em estádios, cujos alguns serão usados quatro ou cinco vezes, ao invés de investir em tantos pontos que sabemos que o nosso país precisa. Eu sei que a grande maioria dos que estão nas páginas sociais felizes porque #vaitercopa, não precisam da grande maioria dos nossos serviços públicos, como saúde e educação, por exemplo. Mas um depoimento que li hoje no Facebook, me fez ver ainda mais que o problema é de todos sim e não somente dos mais carentes, ninguém esta livre de precisar de um serviço como esse. O post é de uma moradora de Belo Horizonte e ela escreveu, por volta das 19:40: "Um acidente aconteceu há mais de 1h na esquina no meu prédio e o resgate até agora não veio! Gente q absurdooooo tem um cara lá q não se mexe desde o momento q caiu e ninguém pode fazer nadaaaaaa. PQP! #samu". Eu mesma já vi o SAMU agir de maneira muito eficiente. Mas ontem, em dia de FIFA Fun Fest, onde vocês acham que o SAMU estava? É isso que me entristece, tirar dos que precisam o pouco que têm. Se o Brasil tivesse estrutura para sediar um evento esportivo sem prejuízos para a população, eu também estaria gritando, comemorando. Eu adoro esporte, assisto a jogos de vôlei, acompanho olimpíadas de inverno, gosto de ver uma partida de futebol bem jogada, etc. E não seria diferente com a Copa, se eu não soubesse de tantos ônus que este mundial está trazendo, para mim, para minha família e para todos. E eu sinto muito por tudo isso. Meu sentimento é de tristeza e derrota diante de mais uma decisão mal tomada por quem deveria olhar pelos que os elegem, e é somente por isso que eu não consigo fazer festa. Pra quem consegue, bom mundial e boa torcida!

terça-feira, 10 de junho de 2014

Pobreza é não conhecer sua própria força

Infeliz daquele que se sente inferior, que desconfia de sua capacidade e que culpa as circunstâncias pelos seus fracassos. Nada pior que se apoiar no passado para justificar o não alcance dos objetivos, ou a incapacidade de construir um caminho de sucesso a partir do presente. Invejar a provável facilidade com que alguém conseguiu alguma coisa ou acreditar que este alguém só conseguiu o que tem porque a vida foi melhor pra ele, além de inútil, é rebaixar-se. A resposta para o motivo de que alguns conseguirem alcançar suas metas e outros não, se chama força de vontade. Há quem não tenha um membro, possua uma doença rara, uma síndrome ou déficit e, ainda assim, se destaca por seus talentos, inteligência e destreza. Será que a vida foi melhor pra eles? Da mesma forma, aqueles que nasceram sem nenhuma barreira física ou psicológica, também lutam para alcançar o que querem. Como diz o ditado, nada cai do céu. Estudar em uma escola pública ou particular não determina a formação ou não em um curso superior, de uma universidade estadual ou federal. Nascer em uma família com mais poder econômico, pode permitir que se tenha acesso a mais cursos, mas também não é isso que determina que aquela pessoa saberá aproveitar o dinheiro aplicado. O que faz uma pessoa vencer é ela mesma, sua vontade de chegar aonde quer, sua perseverança, sua confiança em si mesma, é aquele olhar pra si e pra frente, é saber que inveja não serve de degrau, não leva a lugar nenhum, é olhar pro lado para usar exemplos, buscar ajuda, aproveitar o que os outros tem a oferecer, é trocar conhecimento e jamais deixar de persistir.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Imaturidade irritante

Já é muito irritante um adolescente que bate a porta e faz escândalo quando não tem permissão para fazer algo que quer, ou quando ninguém dá bola para o seu cabelo que não ficou na cor que queria, pior, então é um "adulto", fazendo escândalo ou virando a cara para quem não merece, por coisas que acontecem, cotidianamente. É, praticamente, insuportável.

Se qualquer um que viveu um pouco mais que a adolescência (ou até menos que isso), sabe que os homens não são justos e sabe que se viver fosse fácil se chamaria ferver salsichas (e olha, que mesmo assim, há quem as queime), não entendo o porquê de um adulto querer se revoltar contra as pessoas a sua volta por situações que não foi culpa delas terem acontecido.

Uma coisa é ir atrás dos seus direitos, fazer manifestações, procurar mudar o rumo de algo que não está como deveria, procurar os superiores e cobrá-los por suas injustiças. Outra, completamente diferente é xingar a caixa da loja por ter comprado uma roupa que não durou um dia, ou virar as costas para um colega de trabalho sendo que foi o chefe ou o outro colega quem fez coisa errada. Sair gritando, brigando, sem argumentos não faz parte do perfil de uma pessoa madura, assim como julgar os outros, se considerando o dono da razão, montado nos argumentos, quando não se precisa pagar pelo teto que vive, pela comida que come, também não é nada maduro. Aliás, julgar não é nada maduro.

Uma pessoa madura, que aprendeu com o que viveu e com o que viu os outros viver, sabe que, infelizmente dignidade não paga as contas, honra não coloca a comida na mesa, e não é culpa, sempre e/ou somente, de quem tem que concordar com o que não quer, ou fazer uma tarefa que não deseja, quando se tem uma casa para sustentar, um filho pra cuidar, uma doença para pagar o tratamento, etc. Sabe, também, que erros acontecem, que as pessoas sentem medo, fazem coisas sem querer, falam o que não deviam sem perceber.

Maturidade depende de muita empatia, autocontrole e sabedoria, mas não é algo tão difícil de se alcançar quando se está disposto a crescer e a aprender com a vida e as pessoas ao redor.

Sendo assim, virar a cara para a vida e para o mundo, pelo simples fato de "não gostei do que aconteceu" e não procurar entender e aprender com as circunstâncias, são as piores partes da falta de maturidade de uma pessoa, e o julgamento é, certamente a pior delas, pois desconta em quem não merece a sua falta de crescimento pessoal, em quem também tem que enfrentar problemas, em quem também tem vida pra cuidar, e ainda tem que aguentar desaforo alheio, de um adulto com cabeça de um adolescente mimado. 

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Diga sim ao amor

Há mais ou menos uma semana li um texto sobre a "lei da palmada", como era chamada até então, e o assunto ficou girando na minha cabeça e me fez refletir em como, um dia, eu mesma pude acreditar que um tapinha, às vezes, poderia ser necessário na educação de uma criança e chegar à conclusões sobre porque as pessoas usam a violência para fazer com que seus filhos as obedeçam.

Os animais só atacam quando se sentem ameaçados, e os humanos, quando deixam seu racional de lado, agem da mesma forma. Os pais têm medo de que seus filhos não sigam suas regras e se machuquem, risquem a parede, não queiram se alimentar direito, tomar banho, entre outras coisas, e têm medo, principalmente, de falharem na formação destes serzinhos que eles tem o dever de transformar em homens e mulheres "de bem". Quando, os adultos sentem sua autoridade ameaçada, por não conseguirem "ensinar" seus pequenos humanos, acabam usando da força para amedrontá-los e forçá-los a seguirem o que estão querendo que façam. O que estes não percebem, infelizmente, é que esta atitude, não educa e não traz crescimento nenhum, e sim faz com que as crianças obedeçam (isso quando obedecem), por medo e não por aprendizado ou respeito. 

No entanto, a medida que o tempo passa, elas aprendem que podem fazer coisas às escondidas, para não apanhar, ou até mesmo cometem os erros sabendo que vão levar uns tapas, por perderem o medo da dor ou não se importarem com ela, até chegar à idade em que não tenham mais tamanho para apanhar, e então, não se tornam mais controláveis e passam a ter atitudes prejudiciais a si mesmos, por vontade ou por não terem aprendido que determinadas ações trazem consequências que não são boas para quem as comete.

Sendo assim, chegamos a três importantes levantamentos. O primeiro é que os pais ao agirem assim, estão tentando controlar seus pequenos e, como o texto que eu li dizia, os filhos não são propriedades dos pais, os pais devem cuidar e educar suas crianças para se tornarem adultos inteligentes, conscientes e que busquem o melhor caminho para si próprios. O segundo, o qual também era explanado no texto em que me inspirei, é que até agora este tipo de educação não deu certo, as "palmadinhas" só criaram adultos que quando se sentem acoados, sem argumentos, partem para a violência física, chegando ao ponto de matar alguém por não terem conseguido o que queriam.  E o terceiro, o qual eu considero mais importante, é que crianças são esponjas, que absorvem informações de todos os cantos, todavia, principalmente, das ações que os cercam. Como alguém pode esperar que seu filho não seja histérico e agressivo, quando está diante de gritos o tempo todo ou recebendo correções físicas por atos que, apesar de saberem que são errados, não tem conhecimento da real gravidade de a terem cometido?

Não sou mãe, mas observo a educação das crianças que conheço, pois acho importante encontrar pontos positivos e negativos de uma criação, para evoluir meu pensamento antes de colocar um novo ser, no mundo, e no meu último emprego, trabalhando de recepcionista, em uma clínica, me deparei com exemplos muito nítidos de como o exemplo dos pais e a forma que eles usam as palavras refletem nas crianças, assim como o estresse e falta de paciência dos mesmos. 

Por um tempo, acreditei que as crianças eram uns verdadeiros monstrinhos, que não sabiam se comportar, gritavam, choravam, rasgavam revistas e batiam coisas o tempo, por serem criaturas que não conseguiam controlar sua energia e não tinham maturidade para ficarem esperando com educação em uma recepção. Contudo, ao observar melhor, comecei a perceber que a maior parte da culpa era de quem os acompanhava, adultos que falavam alto, gritavam com as crianças, as seguravam e as chacolhavam com força para tentar causar obediência. 

Foi durante essa observação, que eu conheci o maior exemplo de que os filhos são espelhos dos seus educadores, uma menina de aproximadamente três anos, que eu nem percebi que estava na sala, e seu irmão, que com dezoito anos não se parece nada com os outros adolescentes que entram por aquela porta, pois os dois são serenos e educados, realmente, diferente do que eu estou acostumada a lidar. Seus pais são dois professores que, ao meu ver, são exemplos de como os pais deveriam tratar seus filhos, conversando, explicando o porquê cada ação deve ser tomada. Quando a pequena de três anos deixou seu guarda-chuva na cadeira da recepção e um papel no chão, seu pai a pediu que pegasse seu objeto e também que juntasse o papel, explicando o lugar de cada coisa. A menina obedeceu e, certamente aprendeu uma lição. Outra vez, ela chegou cansada e braba, no colo da mãe, porém não estava agressiva, como a maioria dos bebês que eu vejo, se debatendo, querendo dar tapas e gritar, ela só ficou acolhida nos braços da mãe, sem vontade de conversar, mas sem desrespeitar ninguém.

Conhecer esta família, foi um grande passo para minha noção de aprendizado e educação. Me fez perceber, de vez, que nada é mais forte que o exemplo e o discurso. Ter uma rotina das refeições com sua família, tornar a criança acostumada com os alimentos certos e ensinar porque ela não pode comer certas comidas em certos horários, surte mais efeito que obrigá-la a se alimentar com brigas e pressão. Um filho ver os pais lendo, compartilhando de leituras e estudos desde sempre e instigado a ser curioso em aprender coisas novas, não precisará ser obrigado a ler e fazer as tarefas da escola. Da mesma forma, se uma pessoa é criada desde que nasce, em um ambiente em que as pessoas resolvem seus problemas com diálogo, no qual pode contar com conselhos e discussões inteligentes quando está com um problema e no qual ao invés de receber castigos, recebe ajuda para perceber que atos trazem consequências e auxílio para mudar suas atitudes, não vai querer tomar um rumo que lhe traga uma vida ruim e nem precisará usar de meios inadequados para conseguir o que quer, pois tem o que necessita: sabedoria.

Logicamente, criar um filho não é só isso, tem muitos poréns, várias exceções e situações diferentes, reações diversas. Obviamente, nenhum pai ou mãe será perfeito na criação de uma criança, pois no ser humano existem as virtudes, mas também os vícios, o erro é inerente a quem vive e não há quem não os cometerá. Também, em nenhum momento, afirmei que é fácil usar de argumentos, até porque para isso é preciso tê-los, é necessários ter sabedoria para transmiti-la, não há como doar o que não se possui. E não é fácil, educar um filho, não é nada fácil, e nunca vi alguém dizer isso. Educar, no sentido mais verdadeiro da palavra, exige dos pais que os mesmos aprendam, estudem, encontrem seus próprios erros e os corrijam o mais rápido possível, reclama energia, esforço, zelo cuidado, obriga entrega total. 

Portanto, se o que se quer é chegar ao dia em que o mundo será povoado de pessoas íntegras e sábias, o método "mais fácil", não vai resolver. Se o que se quer é um mundo melhor, é preciso sim, o quanto antes, substituir a elevação das mão e da voz na criação dos nossos pequenos seres, pelo aumento de diálogo e conhecimento nestes contidos.