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domingo, 25 de novembro de 2018

Ainda


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Eu queria muito estar errada, queria muito estar chorando à toa. Mas meu coração não estaria doendo tanto se eu não soubesse, lá no fundo, que o quebrei de novo. Dizem que, quando a gente precisa pesar muito é porque, na realidade, a gente sabe a resposta e só não quer aceitar.

É, eu ainda não aceitei.

Eu ainda estou querendo acreditar nas minhas lembranças como se elas pudessem ser mais do que isso. Ainda estou buscando motivos para me convencer de que tudo que você me disse foi mais do que da boca pra fora. Que aquele sorriso lindo e toda aquela disponibilidade, reciprocidade, não acabaram e que você está, somente, passando por um momento difícil e não quer me envolver nisso, porque não sabe como fazer isso.

Ainda estou tentando me dizer que vale à pena tentar, que é preciso ter paciência, e que essa fase vai passar e eu não precisarei esquecer seu cheiro e o toque dos seus lábios. Porque eu realmente ainda quero aqueles olhos me olhando e todo aquele senso de humor me fazendo rir.

Sua foto ainda me dá frio na barriga e, por isso eu ainda quero pensar que nem todas as pessoas são iguais e que as frases prontas dos textos que li não se encaixam em você. Que é só o seu jeito (e o seu mapa astral).

E eu ainda espero, que esse ainda fique no passado como uma amostra do que acontece quando a ansiedade toma conta e não mais uma prova de que minha intuição estava certa, outra vez.

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Creme de avelã e amor

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Eu queria dizer que te amo, mesmo que não seja O amor, aquele, que a gente espera ter certeza, porque é grandioso e lindo demais pra ser dito, assim, logo no começo. E não pense que eu acho que amor seja banal, e que “eu te amo” seja “bom dia”. Eu sei o quanto essa frase é impactante, por mais que não compactue com esse estranhamento todo.

Eu só acredito que amor deveria sim ser rotina. Pois eu amo a vida e amo as pequenas e grandes paixões que sinto todos os dias. Amo as pessoas e como elas são surpreendentes em todas as idades e situações.

Também não acredito na frase “se acabou, não era amor”. O amor pode se disfarçar e se transformar em tanta coisa. Não pode? Paixão não é amor? Pra mim é. Admiração é amor, carinho é amor, amizades duradouras ou passageiras são amor, lembranças também podem ser amor. Porque o amor não é estado, é ser. E eu me sinto um enorme coração canceriano pronto pra amar de muitas formas.

Eu sei que amar também machuca, às vezes. Mas eu já estou craque nisso. Depois das primeiras desilusões, eu aprendi que prefiro viver o momento a me fechar por medo de sofrer. Porque, às vezes dói. Mas passa. Como tudo.

E é por isso que eu quero passar o Natal na sua casa e o Ano Novo te abraçando ou mandando um áudio quase chorando porque estou longe. Quero dizer que estou apaixonada, te dar um pote de creme de avelã escrito “quer namorar comigo” na tampa, mesmo que você diga que é melhor não e todos os planos acima não aconteçam.
Pois, mais uma coisa que as experiências me ensinaram, foi que pessoas podem passar pela minha vida em uma semana e provocar mais rebuliço nas minhas emoções do que algumas que ficaram por anos.

E é por isso que eu quero, que eu te quero e que eu espero. Que eu estou guardando tudo isso aqui dentro para o momento certo. Qual é esse momento certo? Ainda não sei. Será que um mês tá bom? Porque é que tem que ter tempo certo até pra falar o que se sente, sendo que o sentimento não espera pra sentir?

Tudo bem. Porque o amor, aquele amor lá, o maior, o grandioso, sólido, quer durar, e sabe que assustando não dá. Ele sabe esperar, aquietar, segurar os outros amores para que eles não façam besteira. Ele sabe que o momento certo são todos os momentos, basta a gente não querer usar biquíni numa festa de gala, que tudo fica perfeito do jeito que tem que ser.