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quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Viver extravia

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Hoje uma amiga me pediu desculpas porque perdeu o livro que a presenteei de aniversário, em um passeio no parque. Então eu pensei, que bom, pois tenho tantos livros na estante que não tirei de lá pra ler, muito menos para levar num passeio ao parque.

Aprendamos um pouco mais com a leveza da felicidade das crianças. As julgamos por quebrarem seus brinquedos. Mas elas não estão fazendo nada de mais, elas só estão sendo felizes, elas só estão vivendo. Os brinquedos que elas não gostam, geralmente, ficam num canto,  muitas vezes intactos.

Assim como nós. Por que nós estragamos ou extraviamos justo aquelas coisas que nós mais gostamos?

Porque roupas muito bem guardadas não mancham, rasgam ou desbotam. Acessórios não quebram por enroscarem em algo ou caem no meio de uma pista de dança para nunca mais serem encontrados, se ficarem seguros dentro de um porta-jóias. Não molhamos, rasgamos ou perdemos livros que ficam enfeitando a estante de casa. Tênis não furam e saltos não quebram, dentro da sapateira. A caneca não suja se ninguém colocar café dentro dela, o sofá não rasga numa vitrine de loja e a panela não encarde, se não for tirada da caixa. Maquiagens, cremes e perfumes nunca vão terminar, se nunca forem usados.

Um objeto guardado é só mais um objeto. Uma coisa é só uma coisa. Não cria vida sozinha. Um objeto só vira lembrança, quando estão vivendo com a gente.

E viver mancha, quebra, desbota, molha, rasga, perde.

Por isso, não se entristeça quando algo não tão bom assim acontecer com algo que é seu, fique feliz por você ter usado um objeto, que podia ser só mais um objeto, para fazer parte da sua felicidade.

domingo, 3 de julho de 2016

Acampamento



Minha vida tem sentido. Tem sim. Mas não posso dizer que me sinto caminhando.

Não.

Não sinto que eu esteja no caminho. Nem certo, nem errado. Apenas não estou nele ainda.

Estou acampada. Animada, ansiosa, esperançosa. Estou preparando a mala, juntando os suprimentos, ainda com a barraca armada, em meio à floresta, pronta para desarmá-la e colocá-la nas costas em rumo ao topo da montanha que já posso enxergar.

O norte está traçado e sinto que chegarei lá.

Sinto. Sentir é o que mais tenho feito enquanto espero os dias passarem. Acendo fogueiras e chuvas caem, dentro de mim, até que o dia de pegar a estrada, chegue.

Não estou perdida, estou em espera. Sei onde estou, e sei onde posso chegar. Observo carinhosamente, todos os dias, a montanha que quero e vou escalar.

Nada está parado. Nem mesmo eu.

As nuvens passam, o rio corre, a natureza age. E eu só espero. Calculo, projeto.

Já peguei o mapa e tracei o rumo. É um mapa em duas dimensões, que não mostra todos os relevos que me esperam. E não sei se precisarei desviar de alguma rota pré-estabelecida por pequenos desafios que não pude prever nesta representação gráfica ainda precária.

Sei que em algum lugar chegarei, pois este acampamento não durará para sempre.

De observadora e estrategista passarei à exploradora e andarilha, caminhando por estradas ora esburacadas, ora floridas. Não importa. Estarei andando no sentido que minha vida tem, me lembrando do acampamento que deixarei pra trás, com sombras de fogueiras e pegadas que ficarão para me lembrar que acabou a hora de esperar.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Nem sempre nós ficamos com os amores das nossas vidas

Eu acredito em grandes amores.

Mas falo e namoro como se não acreditasse.

Eu não tenho expectativas fúteis para o romance. Eu não estou à espera de sentir aquela sensação estranha de estar a flutuar. Eu sou um daqueles indivíduos raros, talvez um pouco cansados, que realmente gosta deste ambiente atual de conexão entre as pessoas e é feliz por viver numa época em que a monogamia não é necessariamente a norma.

Mas eu acredito em grandes amores, porque já tive um.

Eu tive esse amor que tudo consome. O amor do tipo “eu não posso acreditar que isto existe no mundo físico”.

O tipo de amor que irrompe como um incêndio incontrolável e então se torna brasa que queima em silêncio, confortavelmente, durante amor. O tipo de amor que escreve romances e sinfonias. O tipo de amor que ensina mais do que tu pensaste que poderias aprender, e dá de volta infinitamente mais do que recebe.

É amor do tipo “amor da tua vida”.

E eu acredito que funciona assim:

Se tu tiveres sorte, conhecerás o amor da tua vida. Tu estarás com ele, darás tudo de ti a ele e permitirás que sua influência te mude em medidas insondáveis. É uma experiência como nenhuma outra.


Mas aqui está o que os contos de fadas não te vão dizer - às vezes, encontramos os amores das nossas vidas, mas não conseguimos mantê-los.


Nós não chegamos a casar-nos com eles, nem passamos anos ao lado deles, nem seguraremos as suas mãos nos seus leitos de morte depois de uma vida bem vivida juntos.

Nós nem sempre conseguimos ficar com os amores da nossa vida, porque no mundo real, o amor não conquista tudo. Ele não resolve as diferenças irreparáveis, não triunfa sobre a doença, ele não preenche fendas religiosas e nem nos salva de nós mesmos quando estamos perdidos.

Nós nem sempre chegamos a ficar com os amores das nossas vidas, porque às vezes o amor não é tudo o que existe. Às vezes tu queres uma casa num pequeno país com três filhos e ele quer uma carreira movimentada na cidade. Às vezes tu tens um mundo inteiro para explorar e ele tem medo de se aventurar fora do seu quintal. Às vezes tu tens sonhos maiores do que os do outro.

Às vezes, a maior atitude de amor que tu podes ter é simplesmente deixar o outro ir.

Outras vezes, tu não tens escolha.

Mas aqui está outra coisa que não vão contar sobre encontrar o amor da tua vida: não viveres toda a tua vida ao lado dele não desqualifica o seu significado.

Algumas pessoas podem amar-te mais em um ano do que outras poderiam te amar em cinquenta anos. Algumas pessoas podem ensinar-te mais em um único dia do que outras durante toda a sua vida.

Algumas pessoas entram nas nossas vidas apenas por um determinado período de tempo, mas causam um impacto que mais ninguém pode igualar ou substituir.

E quem somos nós para chamas essas pessoas de algo que não seja “amores das nossas vidas”?

Quem somos nós para minimizar a sua importância, para reescrever as suas memórias, para alterar as formas em que nos mudaram para melhor, simplesmente porque os nossos caminhos divergiram? Quem somos nós para decidir que precisamos desesperadamente substituí-los – encontrar um amor maior, melhor, mais forte, mais apaixonado que pode durar por toda a vida?

Talvez nós devêssemos simplesmente ser gratos por termos encontrado essas pessoas.

Por termos chegado a amá-las. Por termos aprendido com elas. Pelas nossas vidas se terem expandido e florescido como resultado de tê-las conhecido.

Encontrar e deixar o amor da tua vida não tem que ser a tragédia da tua vida.

Deixá-lo pode ser tua maior bênção.


Afinal, algumas pessoas nunca chegam sequer a encontrá-lo.

Heidi Priebe (tradução)

~ Retirado de http://jafoste.net/nem-sempre-nos-ficamos-com-os-amores-das-nossas-vidas/

terça-feira, 17 de maio de 2016

Voltei a escrever

A gente podia ter dado certo. Quem vai saber? Pesquisas mostraram que a maioria das pessoas, no momento de sua morte, não se arrependem daquilo que fizeram, mas do que não fizeram. Mas se a vida é feita de escolhas é impossível viver tudo. Algo sempre ficará por ser feito. Sendo assim, esse tal arrependimento é inerente à vida humana. 

No entanto, esse texto não é sobre arrependimento, é sobre aprendizado, e por isso quero te confessar algumas coisas, algumas coisas que você não sabe sobre mim, que, talvez, nem eu mesma sabia.

Com você encontrei algumas respostas que estavam desorganizadas dentro de mim. 

Espero saber aplicar este novo conhecimento, espero não esquecer dele nas horas cruciais. Pois, eu já sabia que fazia mal ficar levando uma situação banal adiante por não saber lidar direito com ela, por ficar brigando comigo mesma, por ter medo de colocar um ponto final; porém eu ainda ignorava o poder da conversa e o quando ela pode trazer paz.

Eu também acabei ignorando o fato de que o momento que eu mais gostei de viver dia-a-dia, foi quando eu estive "fora de casa". Eu gosto da minha vida independente, eu gosto de cozinhar para dois, eu gosto de ter a minha casa, meu lar é lá fora. E eu ainda quero isso, eu ainda preciso disso e eu busco isso. Contudo, depois de um grande tropeço eu fui ficando mais cautelosa, eu queria aquela vida, mas sem aqueles problemas que me puxavam para trás. Bem, mas isso seria perfeito! E a perfeição não existe.

E você jamais seria o cara perfeito, pois você é de verdade. Você é o cara que manda um parágrafo de resposta ao invés de um emoji, você gosta de discutir sobre diversos assuntos por horas. Por outro lado, você me irrita, às vezes, muitas vezes. Mas talvez, eu aprendesse a lidar com isso. Talvez eu até aprendesse a cozinhar pratos que agradem seu paladar selecionado (sentiu o tom de ironia, né?).

Porém, como eu disse, este não é um texto de arrependimento, é um texto sobre o que eu aprendi com você. E eu aprendi que da próxima vez eu vou prestar mais atenção ao que me agrada e menos ao que me faria pular fora, da próxima vez, eu vou falar quando tiver vontade e vou deixar mais claro que eu me importo com quem se importa comigo, vou dizer que sinto saudades, mandar mensagem de bom dia, mesmo que tenha sido eu quem tenha mandado o boa noite, e mesmo que a resposta demore duas horas pra chegar e eu fique puta da cara com isso.

E tudo bem se não sair como o esperado. No fim, pelo menos algum texto eu acabo escrevendo. 

Deixarei o arrependimento para o fim da vida, durante ela eu vou mesmo é aprendendo.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Simpatia para ser feliz no próximo ano

Percebendo que estamos na última semana do mês de Novembro e que, quando menos percebermos, Janeiro já estará aí, trazendo um ano novinho em folha pela frente, decidi compartilhar uma simpatia para atrair felicidade que tem dado certo comigo, durante alguns ano. 

É uma simpatia de apenas três passos e que não exigem nenhum gasto financeiro, nenhuma cor de roupa e nenhuma erva difícil de encontrar. Aí vão eles:

 1. Foque-se em você mesmo. Em primeiro lugar, ame-se. Se eu fosse resumir essa simpatia em apenas um tópico, com certeza seria: tenha amor-próprio. Antes de tomar qualquer decisão pense em você, no que vai te deixar melhor, se tiver que decidir por um sacrifício, que seja momentâneo, e que o faça sentir-se satisfeito depois de concluí-lo. E, segundo, encontre em você a solução para seus problemas. Antes de apontar o dedo para os atos alheios que o prejudicam, aponte os seus próprios erros. Mas não se culpe. Faça isso para saber onde você precisa melhorar... Seja no relacionamento com a família e amigos, seja no ramo profissional, seja na vida afetiva, foque-se em você, se conheça, trace metas, e as alcance corrigindo-se a si próprio.

2. Encontre prazer no que você faz. O seu trabalho pode não ser o melhor do mundo, porém também não é o pior. Encontre o que é bom nele, se é a conversa com algum colega de trabalho, se é estar na profissão que gostaria ou se seu trabalho atual está te levando mais perto da profissão que sonha; se são os clientes/pacientes que atende, os alunos que ensina, o cafezinho que a tia da limpeza faz... Não importa quão pequeno seja, algum ponto positivo seu trabalho vai ter. E não só ele. Encontre prazer em cada ação do dia que você conseguir. Se o trânsito congestionar aproveite para ouvir uma música que gosta. Lavar a louça e limpar a casa não são as atividades favoritas da maioria das pessoas, contudo, quem não gosta de ter uma casa limpinha e cheirosa? Cozinhe o que você gosta ou o que o te faça sentir-se um chefe de cozinha, mesmo que seja um sanduíche com uma vitamina que você inventou com tudo que tinha na geladeira. Aproveite para sentir satisfação nas pequenas tarefas: se vestir, olhar no espelho e pensar em como você está elegante ou estiloso, hoje; tomar um banho e se desconectar do mundo, trocar um sms com um amigo ou com um amor que o faça sorrir. Dê valor à sua vida!

3. Não cuide da vida dos outros. Essa é pra fechar com chave de ouro a minha simpatia, já que nem mesmo seria possível realizar os outros dois passos cuidando da vida alheia. De nada adianta ficar cuidando de uma vida que não é a sua, isso não passa de um enorme desperdício de tempo. Assim como de nada adianta se comparar com os outros ou invejá-los. Mais desperdício de tempo. A única vida que pode tornar seus dias melhores é a sua. 

Por isso concentre-se nos dois primeiros passos, sem esquecer do terceiro e seja feliz, no próximo ano, hoje e sempre.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Baile com a vida

Seja mais humilde e gentil consigo mesmo e se permita ver o quanto a vida é bela. Mas bela mesmo, bela de verdade, que caminha com tanta graciosidade que mal se pode acreditar. Aceite o que você tem em mãos, seja um problema difícil para solucionar ou uma pilha de trabalhos para fazer. Não se descabele, os dias vão passar, a vida vai correr. Faça uma coisa de cada vez, vida um minuto de cada vez. Não guarde tudo na cabeça, pegue uma agenda, uma folha de papel, um pedaço de guardanapo, seja o que for, e anote o que você vai fazer, hoje. Lembre-se de que você precisa comer, tomar banho, descansar um pouco (sim, descansar um pouco), e então escreva ali o que você pode cumprir, e o faça. Então no próximo dia, faça, novamente. Perceba que aquele problema enorme, virou vários pedacinhos de problema que você pode resolver em um dia, e que a pilha de trabalhos virou um trabalho de cada vez. E assim, os dias passarão, e a vida fará sua tarefa de ser natural e leve. Todavia, não deixe que a vida só passe. Olhe para ela, a aprecie, a abrace também e até dê um cheiro, se for possível. Tenha também um dia gostoso, todos os dias. Se um dia sair errado, tudo bem, aproveite o próximo. Contudo não queira que tudo passe rápido e termine logo, pois a vida faz isso, naturalmente, e uma hora ou outra, tudo vai acabar para todos. E de que adianta que os tempos ruins terminem logo, se terminarem com eles todos os momentos bons que estavam escondidos no meio? Não se deixe cegar. Deixe-se enxergar. Faça a sua parte, um dia de cada vez, sem ambição de mais, nem de menos, e vá caminhando, graciosamente, junto com a vida, e perceba mais uma vez o quanto ela é bela, e como abre caminhos com a força e a leveza de uma bailarina. Baile com ela, e se permita, mais uma vez, ser gentil com você mesmo, como uma xícara de chocolate quente, que é doce e aquece, num frio de doer que faz congelar todos os dedos do pé.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

A imortalidade dos mortais

A morte, como tudo que se desconhece, parcial ou completamente, é um tabu, no entanto, estive sempre ciente de que não há porque temê-la, de que ela é natural, e vai acontecer para todo mundo. Sempre ouvi minha mãe me dizer que a morte é covarde e sempre joga a culpa em algo, seja uma doença, acidente, crime ou idade, e, por mais que ela não seja uma estudiosa da área, sei que esta certa, pois a morte chega para todo mundo, é uma verdade inquestionável.

Nós, achamos que conhecemos a "Lei natural da vida", na qual os mais velhos morrem antes, os filhos enterram os pais. Mas é isto mesmo? Para a morte não há idade, morrem bebês, crianças, adolescentes, jovens, adultos, idosos, todo o tempo. A lei natural da vida é que todos encontrem o fim do seu ciclo. E ninguém sabe o tamanho do seu ciclo, sendo assim, não tem como saber quando chegará ao final.

John Green escreveu em "A culpa é das estrelas", "Alguns infinitos são maiores que outros", e a vida está realmente repleta de infinitos, feitos de pequenos momentos, mas que são imortais em nossas memórias. Alguns infinitos são tristezas que parecem que não vão terminar nunca, outros são alegrias tão intensas que parecem que nunca terão fim, há infinitos escondidos no sabor de uma comida que será sentido, talvez, apenas uma vez, numa roupa que te fez perceber a beleza que há em você e no sol que renasce todos os dias, mesmo por trás das nuvens. Há infinitos guardados na rotina e na quebra dela. Ninguém provou se há infinito além desta vida. O que todos sabem é que neste planeta, qualquer coisas que nasce, morre. Sejam as plantas, os animais terrestres, aquáticos, sejamos nós, os meros mortais.

Ao mesmo tempo, há a famosa frase "Nada se cria, tudo se transforma". Uma semente que morre, deixa lugar para uma flor, que por sua vez, murcha e vira adubo para aquele solo que lhe acolheu, para que se acolha outra vida no local, que também cumprirá seu ciclo. E assim, com todos os elementos do globo: um dá lugar ao outro, se transforma em outro, morre, mas morre com a importância de dar continuidade ao ciclo da vida.

A nossa sorte, é que não precisamos morrer para uma flor crescer no coração de alguém, ou padecer para adubar o conhecimento. E também, certamente, quando o nosso fim chegar, não será em vão, certamente, não seremos exceções, nossa morte também será parte importante neste ciclo. Nos transformaremos, seja numa lembrança boa, numa imortal saudade, numa motivação sem igual ou um exemplo que tratá o sucesso para alguém.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Sua vida pode ser melhor ainda

Estamos tão acostumados a colocar a culpa na vida pelo nosso cansaço, tristeza e estresse, que não paramos para pensar, sequer um minuto que a culpa pode ser de nós mesmos. Nos chateamos com pessoas que não nos dão o devido valor, enquanto podíamos estar voltando nossas atenções para aquelas pessoas que nos valorizam, nos procuram, nos gostam. Reclamamos de uma carga excessiva de trabalho, por exemplo, culpando nosso chefe (é claro!), quando quem deixou que a situação chegasse a esse ponto fomos nós, que aceitamos tarefas a mais que as pré estabelecidas, sem ao menos pedir um aumento por elas. Nos irritamos com determinadas rotinas, cujas quais nem somos obrigados a cumprir, e ainda assim, não fazemos nada para mudar, vamos "empurrando com a barriga", como se diz. Sendo assim, quando se sentir aflito, irritado, acoado, pare para pensar no que está te causando estes sentimentos. E seja verdadeiro consigo mesmo. Ninguém vai saber desta sua reflexão, se você não quiser. Portanto, você não precisa arranjar desculpas ou explicações lógicas para seus motivos, você só precisa refletir e ser sincero com seus próprios pensamentos, para encontrar a causa do que está te tirando a paz. E a partir disto, repense. Veja como você próprio está contribuindo para este cansaço emocional e se você, realmente, precisa agir desta forma. Mais uma vez, seja verdadeiro em encontrar respostas e mude se for preciso. Ninguém precisa saber disso também. Você pode mudar de vagar e pode começar agora mesmo, só não deixe que mais ninguém coloque motivos para sua vida não ser a melhor possível, muito menos você mesmo.

terça-feira, 10 de junho de 2014

Pobreza é não conhecer sua própria força

Infeliz daquele que se sente inferior, que desconfia de sua capacidade e que culpa as circunstâncias pelos seus fracassos. Nada pior que se apoiar no passado para justificar o não alcance dos objetivos, ou a incapacidade de construir um caminho de sucesso a partir do presente. Invejar a provável facilidade com que alguém conseguiu alguma coisa ou acreditar que este alguém só conseguiu o que tem porque a vida foi melhor pra ele, além de inútil, é rebaixar-se. A resposta para o motivo de que alguns conseguirem alcançar suas metas e outros não, se chama força de vontade. Há quem não tenha um membro, possua uma doença rara, uma síndrome ou déficit e, ainda assim, se destaca por seus talentos, inteligência e destreza. Será que a vida foi melhor pra eles? Da mesma forma, aqueles que nasceram sem nenhuma barreira física ou psicológica, também lutam para alcançar o que querem. Como diz o ditado, nada cai do céu. Estudar em uma escola pública ou particular não determina a formação ou não em um curso superior, de uma universidade estadual ou federal. Nascer em uma família com mais poder econômico, pode permitir que se tenha acesso a mais cursos, mas também não é isso que determina que aquela pessoa saberá aproveitar o dinheiro aplicado. O que faz uma pessoa vencer é ela mesma, sua vontade de chegar aonde quer, sua perseverança, sua confiança em si mesma, é aquele olhar pra si e pra frente, é saber que inveja não serve de degrau, não leva a lugar nenhum, é olhar pro lado para usar exemplos, buscar ajuda, aproveitar o que os outros tem a oferecer, é trocar conhecimento e jamais deixar de persistir.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Imaturidade irritante

Já é muito irritante um adolescente que bate a porta e faz escândalo quando não tem permissão para fazer algo que quer, ou quando ninguém dá bola para o seu cabelo que não ficou na cor que queria, pior, então é um "adulto", fazendo escândalo ou virando a cara para quem não merece, por coisas que acontecem, cotidianamente. É, praticamente, insuportável.

Se qualquer um que viveu um pouco mais que a adolescência (ou até menos que isso), sabe que os homens não são justos e sabe que se viver fosse fácil se chamaria ferver salsichas (e olha, que mesmo assim, há quem as queime), não entendo o porquê de um adulto querer se revoltar contra as pessoas a sua volta por situações que não foi culpa delas terem acontecido.

Uma coisa é ir atrás dos seus direitos, fazer manifestações, procurar mudar o rumo de algo que não está como deveria, procurar os superiores e cobrá-los por suas injustiças. Outra, completamente diferente é xingar a caixa da loja por ter comprado uma roupa que não durou um dia, ou virar as costas para um colega de trabalho sendo que foi o chefe ou o outro colega quem fez coisa errada. Sair gritando, brigando, sem argumentos não faz parte do perfil de uma pessoa madura, assim como julgar os outros, se considerando o dono da razão, montado nos argumentos, quando não se precisa pagar pelo teto que vive, pela comida que come, também não é nada maduro. Aliás, julgar não é nada maduro.

Uma pessoa madura, que aprendeu com o que viveu e com o que viu os outros viver, sabe que, infelizmente dignidade não paga as contas, honra não coloca a comida na mesa, e não é culpa, sempre e/ou somente, de quem tem que concordar com o que não quer, ou fazer uma tarefa que não deseja, quando se tem uma casa para sustentar, um filho pra cuidar, uma doença para pagar o tratamento, etc. Sabe, também, que erros acontecem, que as pessoas sentem medo, fazem coisas sem querer, falam o que não deviam sem perceber.

Maturidade depende de muita empatia, autocontrole e sabedoria, mas não é algo tão difícil de se alcançar quando se está disposto a crescer e a aprender com a vida e as pessoas ao redor.

Sendo assim, virar a cara para a vida e para o mundo, pelo simples fato de "não gostei do que aconteceu" e não procurar entender e aprender com as circunstâncias, são as piores partes da falta de maturidade de uma pessoa, e o julgamento é, certamente a pior delas, pois desconta em quem não merece a sua falta de crescimento pessoal, em quem também tem que enfrentar problemas, em quem também tem vida pra cuidar, e ainda tem que aguentar desaforo alheio, de um adulto com cabeça de um adolescente mimado. 

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Gravidez adotiva

Realmente não é a mesma coisa ter um filho biológico e um adotivo. Um filho biológico, dificilmente, vai ter sexo ou uma doença, transtorno ou coisa assim, escolhidos. Um filho adotivo não tem como vir sem querer, não tem como abortar e nunca é fruto de um descuido. Não se toma pílula do dia seguinte para impedir uma gravidez adotiva. Em quase todos os casos, os filhos são doados ou abandonados por mães biológicas, e são as mães adotivas que doam a atenção, cuidado e amor. Nem sempre uma mãe ama o filho que saiu da sua barriga, no entanto, dificilmente, uma mãe adotiva não vai amar seu filho com todas as suas forças. Numa gravidez adotiva não há dor, contrações, enjoos, não há como não desejá-la, ou ficar se perguntando o porquê dela ter acontecido naquele momento. Também não se tem a sensação de carregar uma vida no ventre, contudo a de dar uma nova vida à um serzinho que agora é carregado no coração. E apesar de opiniões contrárias, existem coisas em comum. Como um filho biológico, um filho adotivo não nasce amando sua mãe, ele tem um vínculo de necessidade. O amor é cultural, se aprende. Filhos dão trabalho, ficam doentes, sorriem lindamente, dizem eu te amo, brigam, desobedecem, dizem que odeiam os pais, pedem desculpas, batem a porta do quarto, tiram notas boas, fazem cartinhas nas datas comemorativas, ficam de recuperação, são ingratos, dão orgulho, pedem irmãos, dizem que não queriam ter irmãos, fazem as mães ficarem com vontade de mordê-los, quando são bebês, por fofura e de raiva, quando adolescentes, sendo eles biológicos ou adotivos. Eu não sou mãe, sou, apenas, filha. E pretendo ter filhos, apenas, filhos; já que biológicos e adotivos são adjetivos que não deviam ser utilizados para caracterizar a única coisa que importa na construção de uma família: o amor.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Sem analogias e enrolações

A vida é uma passagem. Um dia todos vamos morrer. Não há o que discutir. Nela a maioria das coisas são mutáveis, apesar de grande parte não poder se transformar da noite pro dia. Sendo assim, há de se concordar que não aproveitar o hoje é uma grande perda de tempo, independente por qual motivo seja. O que fazemos da nossa vida é responsabilidade nossa, não culpa, responsabilidade. Atos geram consequências, em qualquer momento da vida que seja. Por mais duro que pareça, cada um é obrigado a ficar com seus próprios resultados. Como nem tudo é tão ruim quanto parece, existe o perdão. Ou seja, incrivelmente se pode errar, aceitar as consequências deste, perdoar a si mesmo e continuar em frente. Ou até mesmo, pode-se ter um passado não tão bom, quando olhado do presente, e mesmo assim ter um hoje, amanhã e depois-de-amanhã bem legais. E também pode-se achar que isso tudo é uma grande bobagem e continuar acreditando no que bem entender.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Frases... [213]

"Você precisa conquistar aquilo que o dinheiro não compra. Caso contrário, será um miserável, ainda que seja um milionário." [Augusto Cury]

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Gosto pessoal


Eu gosto de pessoas felizes, que gostam de sorrir, que gostam do que tem, do que são, que sabem aproveitar o melhor da vida. Gosto de pessoas que gostam de pessoas, de momentos, de abraços, de dias quentes, de dias frios, de sol, de chuva, de música. Gosto de pessoas que têm sonhos, vontades, desejos, mas que não são reféns deles, que não são comandados por eles, que querem coisas novas, coisas boas e legais, mas que não são escravas do consumismo. Gosto de pessoas criativas, de pessoas interessadas, com um bom papo na ponta da língua ou um bom olhar no canto do silêncio. Eu gosto de pessoas.

Frases... [212]


“Imagine uma nova história para sua vida e acredite nela.”
[Paulo Coelho]

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Entende?

Você acha que eu não te entendo, porque eu não consigo enxergar o mundo da sua maneira. Ou melhor, porque eu não quero enxergá-lo assim. Eu eu, do outro lado, penso que você é quem, às vezes, não se entende com essa sua maneira de querer as coisas de um jeito e percebê-las de outro.

Sim, eu entendo que você queria que tudo fosse perfeitamente como você quer, que o mundo gire e as coisas aconteçam ao seu favor, que você não precise escolher entre ter mais tempo e mais trabalho, que você não precise escolher entre esperar e fazer já, que você não precise escolher. Que você possa pedir e "puft" as coisas se arrumarem, e que por não ser assim, nada sai como você queria. Ou falta uma coisa ou falta outra. Sim, eu entendo. Eu sei que as coisas são difíceis pra você.

No entanto, pra mim, o mundo é um bom tanto mais simples, basta eu escolher, não importa se eu tenha que abrir mão de alguma coisa, ou se eu tenha que esperar, ou se eu não gosto da professora, ou se alguns dias vou chegar mais tarde, ou se eu só folgue uma vez por semana. Eu me sinto bem com os desafios e me satisfaço com as recompensas.

Então, não é que eu não te entenda, eu só não quero enxergar o mundo do seu jeito, eu não quero acreditar que as coisas sejam tão difíceis. Eu gosto da minha maneira de ver as coisas, eu gosto de sentir que a vida é simples e gostosa e é só por isso que os meus conselhos são para que você também veja as coisas assim, mas eu entendo se pra você for difícil.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Felizmente não existe só o infelizmente

Infelizmente, algumas verdades precisam ser ditas e uma delas é que algumas pessoas nunca vão ter a vida que querem. Não é pessimismo, praga ou coisa assim. Existem pessoas que não sabem o que querem ou não querem nada que a vida lhe dá, nada está bom, nada nunca é o suficiente. 

Para alguns estudantes de psicologia é justamente isto - reclamar - que faz estas pessoas continuarem a levantar todos os dias para viver, e que se alguém tirar isto delas, vão fazer-lhes se sentir perdidas. 

No entanto, ao ver de toda a minha leiguice, passar a vida reclamando dela e questionando-a o tempo todo não parece a melhor maneira de passar os dias, e a impossibilidade de entendimento, por parte dessas pessoas, de que a vida não vai ser a utopia da sua mente, mas que mesmo assim elas podem ter uma vida maravilhosa se conseguirem acolher o que recebem, é extremamente triste. 

Contudo, a vida não vai mudar a favor de que essas pessoas tenham o mundo perfeito que querem, ela vai continuar sendo injusta, cheia de burocracias ilógicas, exigindo que se abra mão de muitas coisas para ter outras, obrigando que cada um se vire sozinho para que valorize uma ajuda, ou seja, sendo a vida, e não o paraíso. 

E aí, chego, novamente, no infelizmente do início, das verdades que existem. 

Por sorte, ainda existe o felizmente, de que as verdades não são absolutas, e torço, para que, essa em especial, mude para todos que se encaixam nela.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Seria isto um poema?

Ô lugarzinho, que suga as energias, lugar sem sol, sonolento, frio, improdutivo. Ô pessoinhas, mesquinhas, egoístas, avarentas, pessoas que não podem ver alguém em paz que já precisam azucrinar. Ô combinaçãozinha, capaz de acabar com a inspiração, a vontade, a criatividade, combinação perfeita para estressar e enlouquecer qualquer um. Ô dinheirinho, necessário, precisado, dinheiro que obriga a enfrentar a combinação de lugar mais pessoas que pode destruir com qualquer resquício de esperança na vida. Ô esperançazinha, que faz acreditar que tudo isso é passageiro, esperança que alimenta a alma, que faz continuar, que faz sonhar. Ô sonhos, que fazem o otimismo persistir e os pesadelos parecerem não tão ruins, sonhos que dão força para enfrentar o lugar, as pessoas, o dinheiro e o que mais preciso for.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Seja feliz e me incomode menos

Não preciso de, e nem quero, provas maiores de que a vida conspira ao meu favor quando eu estou no caminho certo, pois tudo aquilo que eu necessito (e não está ao alcance das minhas ações) acontece no momento e quantidade exatos. Mas só o que está fora do raio das minhas decisões, pois uma vida "legal" não acontece sem sacrifícios, e não aparece como mágica, nem mesmo, somente, com dinheiro.

Quem se acha mais do que os outros, acaba descobrindo das piores maneiras que não é, não por castigo, mas porque só quem está despreparado para as más surpresas da vida, caem com elas. Quem se acha menos, também não vai a lugar nenhum, pois as pessoas não tem pena de quem senta e chora reclamando que nada vai pra frente, mas não tem capacidade de enxugar as lágrimas para enxergar a si próprio e perceber que não é nenhum coitadinho e pode muito bem correr atrás do que quer.

Além de chuva (e alguns aviões e meteoritos) a felicidade não cai do céu; ela brota, para quem quer arar a terra, arrancar as ervas daninhas e deixar a natureza fazer o restante, ao seu tempo.

E feliz é aquele que é sábio o suficiente pra não precisar de provas além das que a vida lhe dá todos os dias. Para quem não é, desejo que seja, pois pessoas felizes estão ocupadas demais saboreando a felicidade para atormentar a vida dos outros (inclusive a minha).

quarta-feira, 10 de julho de 2013

O dia em que foi parar no hospício

Talvez já tenha atingido o estado de loucura ao pensar que estão todos conspirando a favor de testar o que se chama sanidade.

Ou talvez, tenha somente chegado à idade na qual todas as loucas criaturas de tamanho reduzido, que imaginam o mundo como querem, se transformam em gigantes, que conseguem ver o mundo (que acreditam ser) real. 

Neste mundo, de gente crescida, ninguém pode sair de pijamas as ruas, ou fantasiados com roupas de fadas, super-heróis da televisão ou animais bonitinhos, ou fazer qualquer outra coisa destinada aos de estatura baixa, mas podem usar máscaras e se passarem por personagens diferentes, sem trocar de vestimenta. Os doces são trocados por bebidas e outras substâncias amargas, mas o efeito continua sendo o mesmo, deixar as criaturas sorrindo.

E por aí vai, reticências e reticências, até parar num sanatório sem sair do lugar.