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segunda-feira, 16 de junho de 2014

Sua vida pode ser melhor ainda

Estamos tão acostumados a colocar a culpa na vida pelo nosso cansaço, tristeza e estresse, que não paramos para pensar, sequer um minuto que a culpa pode ser de nós mesmos. Nos chateamos com pessoas que não nos dão o devido valor, enquanto podíamos estar voltando nossas atenções para aquelas pessoas que nos valorizam, nos procuram, nos gostam. Reclamamos de uma carga excessiva de trabalho, por exemplo, culpando nosso chefe (é claro!), quando quem deixou que a situação chegasse a esse ponto fomos nós, que aceitamos tarefas a mais que as pré estabelecidas, sem ao menos pedir um aumento por elas. Nos irritamos com determinadas rotinas, cujas quais nem somos obrigados a cumprir, e ainda assim, não fazemos nada para mudar, vamos "empurrando com a barriga", como se diz. Sendo assim, quando se sentir aflito, irritado, acoado, pare para pensar no que está te causando estes sentimentos. E seja verdadeiro consigo mesmo. Ninguém vai saber desta sua reflexão, se você não quiser. Portanto, você não precisa arranjar desculpas ou explicações lógicas para seus motivos, você só precisa refletir e ser sincero com seus próprios pensamentos, para encontrar a causa do que está te tirando a paz. E a partir disto, repense. Veja como você próprio está contribuindo para este cansaço emocional e se você, realmente, precisa agir desta forma. Mais uma vez, seja verdadeiro em encontrar respostas e mude se for preciso. Ninguém precisa saber disso também. Você pode mudar de vagar e pode começar agora mesmo, só não deixe que mais ninguém coloque motivos para sua vida não ser a melhor possível, muito menos você mesmo.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

A garota que derramava coleções

Conheci uma garota que colecionava pedacinhos de infelicidade. Juntava um a um e ia guardando. Pegava a vez em que ligou para uma amiga para contar uma novidade e ela não a deu atenção com o dia em que o cachorro comeu seu sapato favorito, a manhã em que acordou e percebeu que o gato havia feito xixi em seu vestido novo com a receita que deveria impressionar, mas foi um desastre. Grudava tudo isso com a noite perfeita com o namorado que acabou em briga e o passeio que não existiu pois a chuva não deixou, e até quando o professor chamou sua atenção na sala de aula e a deixou constrangida... E todos os outros momentos tristes, decepcionantes ou, somente, um pouco chatos. Todos eles iam se acumulando, se apertando, até que não cabiam mais na coleção. Quando isso acontecia, a menina sentia uma vontade imensa de derramar lágrimas, isto quando não as derramava antes mesmo de perceber que estava prestes a fazê-lo. Lembremos que derramar lágrimas é diferente de chorar, ela choraria se o fizesse quando uma situação a deixou triste, no entanto ela sempre expulsava suas gotas salgadas porque sua infelicidade colecionada não conseguia mais adquirir bobagenzinhas, por mais feliz que sua vida estivesse. E assim, a menina fazia, jogava tudo fora e, se alguém quisesse saber o porquê, ela falaria a primeira coisa que imaginava ter a deixado naquele estado, sem saber que a culpa era toda daquela coleção que ela mesma fazia sem querer.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Felizmente não existe só o infelizmente

Infelizmente, algumas verdades precisam ser ditas e uma delas é que algumas pessoas nunca vão ter a vida que querem. Não é pessimismo, praga ou coisa assim. Existem pessoas que não sabem o que querem ou não querem nada que a vida lhe dá, nada está bom, nada nunca é o suficiente. 

Para alguns estudantes de psicologia é justamente isto - reclamar - que faz estas pessoas continuarem a levantar todos os dias para viver, e que se alguém tirar isto delas, vão fazer-lhes se sentir perdidas. 

No entanto, ao ver de toda a minha leiguice, passar a vida reclamando dela e questionando-a o tempo todo não parece a melhor maneira de passar os dias, e a impossibilidade de entendimento, por parte dessas pessoas, de que a vida não vai ser a utopia da sua mente, mas que mesmo assim elas podem ter uma vida maravilhosa se conseguirem acolher o que recebem, é extremamente triste. 

Contudo, a vida não vai mudar a favor de que essas pessoas tenham o mundo perfeito que querem, ela vai continuar sendo injusta, cheia de burocracias ilógicas, exigindo que se abra mão de muitas coisas para ter outras, obrigando que cada um se vire sozinho para que valorize uma ajuda, ou seja, sendo a vida, e não o paraíso. 

E aí, chego, novamente, no infelizmente do início, das verdades que existem. 

Por sorte, ainda existe o felizmente, de que as verdades não são absolutas, e torço, para que, essa em especial, mude para todos que se encaixam nela.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Você não entenderia

Provavelmente, este texto não fará muito sentido para a maioria das pessoas que o ler. Se eu estiver enganada, que ótimo, seria o melhor dos enganos que eu poderia ter, agora. Se não, tudo bem, já é o esperado.

É, extremamente, depressivo alimentar, todos os dias, a tristeza de tantas pessoas, principalmente das que estão perto de você. Não somente a tristeza, como o estresse, a insatisfação e outros tantos sentimentos causados por este sistema, que colocou na cabeça de todos que a felicidade está nas coisas.

Não, eu não sou contra o capitalismo, nem mesmo a favor do comunismo ou socialismo. Eu sou conta o consumismo excessivo e a favor da lógica e o bom senso. O dinheiro seria uma ótima criação se não fosse cultuado como um deus, que cura todos os problemas, sendo que o único problema que ele, realmente, resolve é a organização econômica. Não poderíamos ficar a vida toda trocando trabalho por sal. Mas é só isso, apenas uma forma de organizar nossas vidas e não trocá-la por um pedaço de papel.

Pessoas são, praticamente, escravizadas para comprar coisas que elas não precisam. Perdemos tempo, energia. Ao invés de aproveitarmos o fruto do que trabalhamos com amigos, família, etc., fazemos compras, que nunca serão o suficiente, já que coisas, ao contrário do que dizem, não fazem, sozinhas, uma pessoa feliz. Tempo que ainda é muito escasso, já que se passam horas demais em um trabalho, feito para enriquecer pessoas que nem se quer conseguirão gastar todo o dinheiro o que tem.

O assunto é complexo demais para apenas um texto e, por isso, certamente, vou ganhar vários pensamentos como "você fala isso, mas coloca senha no wi-fi" ou "escreve assim, mas não vive sem carro", infelizmente. Talvez, a grande maioria seja cega demais para perceber que precisamos é equilíbrio: menos valor para o dinheiro, mais para a vida e as pessoas. Ou talvez, isso seja apenas mais um desabafo de uma louca sensível demais, que acredita que o mundo todo está errado e que a solução é simples demais para alguém perceber.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

A diferença entre pessoas felizes e tristes

As pessoas felizes possuem um ótimo lugar pra morar, mesmo que não seja o melhor, mas que para elas já está de bom tamanho, recebem favores dos outros de vez em quando e ajudam sempre que podem sem comparar o quanto ofereceram e quanto ganharam. Elas também possuem algumas pessoas que lhes gostam muito e fazem o possível para agradá-las.

As pessoas tristes sempre possuem um lugar ruim para morar, não importando se este é até mais do que elas precisam; recebem favores o tempo todo, mas que não são o suficiente, já que ninguém lhes dá dedicação total. Elas ajudam quando podem e ficam chateados quando os outros não lhe dão o mérito que acham que mereciam. Também possuem pessoas que gostam muito delas e fazem de tudo para agradá-las, porém que nunca as agradam como o esperado.

Em geral, pessoas felizes e tristes possuem as mesmas coisas e enfrentam problemas parecidos. No entanto, elas possuem uma diferença: as felizes se contentam com o que tem e buscam melhorar o que não está tão bom e as tristes sempre acham algum defeito no que tem e acreditam que reclamar de tudo o que possuem é a melhor forma de mudar a sua vida.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Às duas da tarde, em um quarto qualquer

Estava deitada analisando os detalhes do teto, quando ouviu um pensamento falar alguma coisa diferente. Não sabia se aquilo era um sentimento ou se sua cabeça só estava se juntando ao seu coração para lhe pregar uma peça. Ela não estava entendendo direito o que estava se passando e nem sabia se queria ouvir o que ele dizia, mas que escolha tinha, se aquelas imagens não paravam de gritar absurdamente alto? Que droga toda era aquela? Esperança. Expectativa. Sonhos. Tudo o que ela tinha feito questão de guardar bem no fundo da gaveta daquele móvel antigo que foi para o sótão, agora estavam de novo ali. Ela não queria saber de nada daquilo. Como elas conseguiram chegar até o andar de baixo? Levantou-se, sacudiu a cabeça na tentativa de mandar os pensamentos embora, o que só serviu para deixar-lhe ainda mais tonta. Era melhor ficar sentada. Apoiou os cotovelos nos joelhos e a cabeça nas mãos. Tentou pensar em qualquer outra coisa. Pode parecer estranho para qualquer um, mas ela não queria se sentir feliz, ela tinha medo da felicidade, a achava traiçoeira demais. Não queria dar mais uma chance a ninguém, para que a fizessem bem e depois a deixassem outra vez. Começou então a buscar em sua memória tudo que fosse doloroso e frio, lembrou de todas as vezes que viu o fim do mundo, de todas as lágrimas que cortaram seu peito, e assim foi afastando aquele pensamento que a tirou da paz. Se sentiu melhor com a dor. Seu normal era a tristeza e ela não sairia mais dali. Deitou novamente, e percebeu uma nova rachadura bem ao lado daquela mancha em formato de nuvem.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Frases... [135]


"Não se preocupe. Não estou triste. Estou apenas passeado dentro de mim." [Desconheço autor]

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Frases... [134]


Faço assim, não dou muita bola quando a tristeza chega. Ela cansa e vai embora.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Frases... [129]


Amizade também é isso, sentir felicidade e tristeza, tudo misturado e ao mesmo tempo.

sábado, 8 de setembro de 2012

Malditos fantasmas

Me sinto presa. Presa àquela porcaria de visão que colocaram na minha cabeça, àqueles malditos tabus que me obrigaram a engolir como verdade, àquele momento horrível que deixou a pior sensação possível sobre o assunto. Me sinto dominada por isso, não tenho controle. Queria muito, mas não tenho. Quero me desfazer disso, mas parece estar grudado, impregnado em mim. Se eles soubessem o estrago que fariam, talvez, mas só talvez, não teriam falado o que falaram e feito o que fizeram. Porém, agora é tarde demais. Disseram, falaram, estragaram uma pessoa, tiraram um dos melhores pedaços da sua vida. Mas é passado, é mentira, não vai acontecer de novo. Eles são os errados! Eu sei disso.... Deveria saber. Preciso acreditar que é só mais uma lembrança ruim que não pode me afetar. Esses fantasmas precisam ir embora, e precisa ser agora. Tenho que superar, de uma vez por todas, esse obstáculo que me impede de sentir sem medo e sorrir sem culpa. Imediatamente.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Por milhões de motivos ou nenhum

Às vezes sorrio relembrando o passado, às vezes fazendo planos para o futuro, outras repassando conversas mentalmente, e algumas só por não ter nada de melhor pra fazer. Sorrio para disfarçar o nervosismo, para fugir da tristeza, para camuflar a raiva. Sorrio para as minhas desgraças, meus problemas e para a ignorância alheia. Também sorrio de alívio por lembrar que ninguém pode ler meus pensamentos e da minha própria curiosidade pelos pensamentos dos outros. Sorrio quando me sinto bem com uma música e também quando percebo que não me sinto mais mal por ouvir canções que antes me fariam chorar. Sorrio para diminuir a carência, para apagar um pouco da melancolia e para espantar a inveja. Sorrio com coisas idiotas, com as ironias da vida e com notícias boas. Sorrio para o sol, para o vento, para a chuva. Sorrio das e com as pessoas. Sorrio para retribuir atenção e bem estar, e também para pagar falsidade e desrespeito.  Sorrio porque tenho milhões de motivos para fazer isso e continuo sorrindo mesmo quando não tenho nenhum. Sorrio porque me faz bem. Sorrio porque é a melhor das escolhas que tenho e porque não faz mal a ninguém. E vou continuar sorrindo, pelo menos enquanto der certo e eu não precisar nada pagar por isso.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Just a different point of view

As pessoas reclamam demais, ligam para coisas pequenas demais, se estressam por pouquíssimo, depositam expectativas demais em outras pessoas. Planejam sonhos em cima de coisas fúteis, riem de menos, se entregam de menos, não encontram beleza no que realmente tem beleza por a estarem procurando no lugar errado. 

Dispensam sorrisos, colecionam promessas, imploram carinho, respiram ciúmes. Planejam demais, vivem de menos. Não conseguem ficar bem com o que tem, sofrem por muito pouco, por coisas que, às vezes, nem existem ou não aconteceram ainda. Querem controlar as outras pessoas, o tempo, os acontecimentos, os sentimentos e, por isso, acabam perdendo o controle da sua própria cabeça. 

Tem medo de sentir, medo de amar, medo de querer, medo de gostar. Renunciam alegrias por medo da tristeza. Se preocupam tanto com o peso do passado e a incerteza do futuro que não enxergam a grandeza do presente. Falta vontade, determinação, segurança. Sobram armaduras e máscaras. Entre imagem e sentimentos, escolhem a primeira. 

Preferem o mundo virtual, porque nele tudo é perfeito. Estão preocupadas demais com o certo e o errado para perceber a delícia das imperfeições. E, por fim, têm pavor da solidão porque não conseguem viver bem consigo mesmas, não suportam seus próprios pensamentos, não gostam da sua própria companhia, não encontram felicidade dentro de si, o que é uma pena, porque é só lá que ela está de verdade.