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segunda-feira, 16 de junho de 2014

Sua vida pode ser melhor ainda

Estamos tão acostumados a colocar a culpa na vida pelo nosso cansaço, tristeza e estresse, que não paramos para pensar, sequer um minuto que a culpa pode ser de nós mesmos. Nos chateamos com pessoas que não nos dão o devido valor, enquanto podíamos estar voltando nossas atenções para aquelas pessoas que nos valorizam, nos procuram, nos gostam. Reclamamos de uma carga excessiva de trabalho, por exemplo, culpando nosso chefe (é claro!), quando quem deixou que a situação chegasse a esse ponto fomos nós, que aceitamos tarefas a mais que as pré estabelecidas, sem ao menos pedir um aumento por elas. Nos irritamos com determinadas rotinas, cujas quais nem somos obrigados a cumprir, e ainda assim, não fazemos nada para mudar, vamos "empurrando com a barriga", como se diz. Sendo assim, quando se sentir aflito, irritado, acoado, pare para pensar no que está te causando estes sentimentos. E seja verdadeiro consigo mesmo. Ninguém vai saber desta sua reflexão, se você não quiser. Portanto, você não precisa arranjar desculpas ou explicações lógicas para seus motivos, você só precisa refletir e ser sincero com seus próprios pensamentos, para encontrar a causa do que está te tirando a paz. E a partir disto, repense. Veja como você próprio está contribuindo para este cansaço emocional e se você, realmente, precisa agir desta forma. Mais uma vez, seja verdadeiro em encontrar respostas e mude se for preciso. Ninguém precisa saber disso também. Você pode mudar de vagar e pode começar agora mesmo, só não deixe que mais ninguém coloque motivos para sua vida não ser a melhor possível, muito menos você mesmo.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Pensamentos na janela

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj6ZHbxhDaS_OyHB5U0K93UjQe73svpIDSpOsAYBLUz6jORMfsbwee8ehm1M2-WIkKroU8w5uz8qJGqTcjjx38Qtqr1aLXK6oH7nZvhBuvBbLCIG1GVXKX7-sGmdEz-T2j9OK7Hd0t-H68k/s1600/13.jpg
Saudade: s.f. lembrança triste e suave de pessoas ou coisas distantes ou extintas, acompanhada do desejo de as tornar a possuir ou ver presentes; pesar pela ausência de alguém que nos é querido; nostalgia. Nem tão triste, nem tão suave, de tantas pessoas que faltam dedos para contar e de coisas que faltam palavras para explicar. Sim, desejo de tê-las presente, as pessoas, e os momentos, se assim pudesse fazer sem trocas. Não tão pesado, mas incômodo o suficiente para se fazer presente o tempo todo, nos cheiros, cores, gostos, sons e no vazio, principalmente no vazio, quando escurece e o mundo se cala. Nostalgia. Falta. Vontade de ter tudo, todos. Querer ter todas as idades, todas as amizades, todos os sorrisos, todas as chuvas, brincadeiras, todas as conquistas, responsabilidades novas, falta de responsabilidade, orgulhos, comemorações. Tudo junto, todo mundo junto, ao mesmo tempo, mais e mais vezes.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

A dois dedos de distância


O pôr-do-sol anunciando que mais um dia se foi e o próximo logo chega, traz consigo uma sensação de futuro se aproximando rápido, e as sacolas amarelas do lado da cama junto com o edredom dobrado cheirando a recém lavado sobre ela dizem que ele está próximo o suficiente para quase ser tocado.

Assim, de repente, os sonhos que estavam há anos de distância, presos aos pensamentos de travesseiro, estão, agora, a dois dedos de distância. 

E o que se sente é parecido com o de quando uma mãe empurra o filho com palavras de incentivo para acariciar um animal ou experimentar alguma coisa nova, quando ele está desconfiado, misturado com o de ver os metros finais de uma pista de corrida se aproximando sem nenhum competidor a frente.

É um quase alívio junto de uma euforia imensa. Um misto que provoca uma reação de vício por mudar mais, amar mais, realizar mais sonhos, chegar próximo de mais futuros, ver novos dias acontecendo, sentir mais ansiedade, novas vontades, novos frios na barriga, e em ver outros pores do sol que tragam novos dias e mais sacolas ao lado e edredons sobre a cama.

domingo, 14 de outubro de 2012

Página em branco

Estou há dias tentando escrever, mas as danadas das palavras não querem colaborar. Sei exatamente o que quero dizer, os textos estão prontos aqui dentro, mas ao contrário do que sempre acontece, eles se recusam a sair. Aqueles pensamentos que viviam sempre em movimento, desesperados por encontrar uma saída para o mundo, agora estão acomodados, apenas observando o que acontece lá fora. Devem estar pensando que os conselhos que deram enfim serviram para o que mais precisavam: encontrar a solução para si próprios. E talvez, seja por isso que não queiram mais falar, não queiram mais dar dica nenhuma. Não precisam mais, e egoístas, como tudo que há nesse planeta, estão satisfeitos com sua própria paz. Não querem nem ao menos dividir a própria felicidade, provavelmente por medo de perdê-la ou apenas por saber que cada um precisa encontrar a sua sozinho, sem fórmula, sem receita.

sábado, 6 de outubro de 2012

The way it's gonna be

As luzes da rua passavam por mim em uma velocidade já conhecida: não tão rápida como de costume. Meus pensamentos corriam a muitos quilômetros por hora, dando voltas em torno de uma mesma pista familiar e acidentada. Eu não entendia direito o que estava acontecendo. A mais ou menos uma hora eu sorria ao ouvir suas palavras, assim como uma criança sorri para quem encena um conto de fadas, e agora aquela sensação ruim que tive, antes de sair de casa, fazia sentido e queria escorrer pelos meus olhos. Só consigo me lembrar do primeiro semáforo e da última música. Não sei onde minha mente foi parar durante o trajeto. Cheguei em casa e, naquela tela retangular brilhante, escrevi coisas que me fizeram sentir-se melhor. Ouvi músicas, nas quais agora eu estava prestando atenção, que me faziam lembrar bons momentos. Mais calma, me concentrei nos sonhos e planos feitos a pouco. Fechei os olhos e adormeci.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Às duas da tarde, em um quarto qualquer

Estava deitada analisando os detalhes do teto, quando ouviu um pensamento falar alguma coisa diferente. Não sabia se aquilo era um sentimento ou se sua cabeça só estava se juntando ao seu coração para lhe pregar uma peça. Ela não estava entendendo direito o que estava se passando e nem sabia se queria ouvir o que ele dizia, mas que escolha tinha, se aquelas imagens não paravam de gritar absurdamente alto? Que droga toda era aquela? Esperança. Expectativa. Sonhos. Tudo o que ela tinha feito questão de guardar bem no fundo da gaveta daquele móvel antigo que foi para o sótão, agora estavam de novo ali. Ela não queria saber de nada daquilo. Como elas conseguiram chegar até o andar de baixo? Levantou-se, sacudiu a cabeça na tentativa de mandar os pensamentos embora, o que só serviu para deixar-lhe ainda mais tonta. Era melhor ficar sentada. Apoiou os cotovelos nos joelhos e a cabeça nas mãos. Tentou pensar em qualquer outra coisa. Pode parecer estranho para qualquer um, mas ela não queria se sentir feliz, ela tinha medo da felicidade, a achava traiçoeira demais. Não queria dar mais uma chance a ninguém, para que a fizessem bem e depois a deixassem outra vez. Começou então a buscar em sua memória tudo que fosse doloroso e frio, lembrou de todas as vezes que viu o fim do mundo, de todas as lágrimas que cortaram seu peito, e assim foi afastando aquele pensamento que a tirou da paz. Se sentiu melhor com a dor. Seu normal era a tristeza e ela não sairia mais dali. Deitou novamente, e percebeu uma nova rachadura bem ao lado daquela mancha em formato de nuvem.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Mal necessário

Chega uma hora em que sua vida se transforma naquela faxina de final de ano. É preciso tirar tudo do lugar para poder limpar os armários, decidir o que vai para o lixo, o que pode ser doado, e ver também o que precisa ser providenciado para as comemorações. É necessário desorganizar, para depois reorganizar. Primeiro é preciso fuçar e analisar as coisas que você tem, para depois selecionar o que vai e o que fica. Além disso, não tem como limpar bem os móveis com todas as tranqueiras dentro. Ou seja, não tem como escapar da bagunça! Ela é indispensável para que se possa fazer um trabalho de arrumação bem feito. Independente se ela ocorre na sua casa, na sua vida ou dentro da sua mente. O caos, assim como as limpezas de fim de ano, é, muitas vezes, um mal necessário, indispensável para que as coisas voltem para seus lugares de uma forma melhor, mais limpa e melhor organizada.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Últimos pensamentos


Não, o mundo não é como você sonhou
Não é nada disso que você imaginou
Você está errada e eles estão errados também
Não, a vida não é assim
Ela não é boa nem pra você e nem pra mim
Este não é o seu lugar, não é o lugar de ninguém
Não, isto não é a realidade
O destino é cruel na verdade
Não, não... não!
Você não é bonita, nunca vai achar alguém
Não adianta insistir, não adianta tentar
Aproveite, que ninguém está olhando e vá embora
Corra, isto mesmo, pule agora
Vamos, é só mais um passo e depois se soltar
Anda, é só imaginar ter asas e voar
Sente o vento? Ele sim é seu amigo
Está vendo? Fim. Você não corre mais perigo.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Frases... [107]


"Não se pode resolver os problemas utilizando o mesmo tipo de pensamento que usamos quando os criamos." [Albert Einstein]


sexta-feira, 22 de junho de 2012

Numa tarde de domingo qualquer

Pensamentos, fones de ouvido e olhos admirando o teto do quarto. Ela poderia ficar assim por horas. Ela se sentia diferente, estranhamente diferente. Tira os fones, se levanta e se olha no espelho. E ali está exatamente o mesmo reflexo de sempre. Mas por que parece diferente, então? Pega algumas fotos antigas e se vira novamente para o espelho. É, quem sabe não seja exatamente o mesmo reflexo. Analisa melhor as fotos e o reflexo, trocando o olhar de um para o outro várias vezes. Cabelo, corpo, rosto, roupa, maquiagem. Um sorriso. Isso é bom. Estar diferente era bom, estranhamente bom. 

De repente, um barulho a tira de seus devaneios. É seu celular avisando que uma nova mensagem acabou de chegar. Ela esquece as fotos e o espelho. Na tela o nome que ela queria ler. Seu coração dispara, mas seus pensamentos não a deixam apertar o botão ok. Ela larga o celular na cama sem ler o que aquele nome queria lhe dizer. Se encosta em algumas almofadas que estavam jogadas ao pé da cama e olha mais uma vez para o seu celular. Joga uma almofada em cima dele. Por que estava fazendo isso? Ela não sabia e também não se importava.

Sentada ali ela podia ver seu reflexo no espelho. Não era o mesmo reflexo que estava ali a alguns minutos atrás admirando sua própria mudança. Mas também não era um reflexo pior.  Era apenas mais pensativo. O que estava acontecendo? Não apenas o rosto e as roupas haviam mudado, mas seus olhos também, não sua cor azul celeste, nem seu brilho, mas o que havia por trás deles. Ela repassa todos seus sonhos em sua cabeça e como eles foram se perdendo, um a um. 

Ela se levanta e vai até perto do espelho. Por mais que parecesse estranho, ela estava feliz, estranhamente feliz. Gostava do que via nos seus olhos. Gostava de ter transformado sonhos perdidos em planos concretos. Gostava de saber que estava no controle da sua vida. No chão as fotos que ela deixou cair quando o celular tocou. Ela junta uma a uma com o mesmo carinho com o que guarda o passado em suas lembranças. 

Volta para a cama, pega seu celular e sorri com a mensagem que a estava esperando para ser lida. Ela não esperava ler aquilo, pois ela já não esperava mais nada. Sorria com qualquer coisa, qualquer coisa surpreendia suas expectativas, pois ela não tinha nenhuma, além de viver um dia de cada vez. Ela coloca seus fones mais uma vez, e mais uma vez deita voltando seus olhos para cima. Agora a música era mais alta que seus pensamentos. Ela poderia ficar assim por horas. Pois ela se sentia diferente.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Just a different point of view

As pessoas reclamam demais, ligam para coisas pequenas demais, se estressam por pouquíssimo, depositam expectativas demais em outras pessoas. Planejam sonhos em cima de coisas fúteis, riem de menos, se entregam de menos, não encontram beleza no que realmente tem beleza por a estarem procurando no lugar errado. 

Dispensam sorrisos, colecionam promessas, imploram carinho, respiram ciúmes. Planejam demais, vivem de menos. Não conseguem ficar bem com o que tem, sofrem por muito pouco, por coisas que, às vezes, nem existem ou não aconteceram ainda. Querem controlar as outras pessoas, o tempo, os acontecimentos, os sentimentos e, por isso, acabam perdendo o controle da sua própria cabeça. 

Tem medo de sentir, medo de amar, medo de querer, medo de gostar. Renunciam alegrias por medo da tristeza. Se preocupam tanto com o peso do passado e a incerteza do futuro que não enxergam a grandeza do presente. Falta vontade, determinação, segurança. Sobram armaduras e máscaras. Entre imagem e sentimentos, escolhem a primeira. 

Preferem o mundo virtual, porque nele tudo é perfeito. Estão preocupadas demais com o certo e o errado para perceber a delícia das imperfeições. E, por fim, têm pavor da solidão porque não conseguem viver bem consigo mesmas, não suportam seus próprios pensamentos, não gostam da sua própria companhia, não encontram felicidade dentro de si, o que é uma pena, porque é só lá que ela está de verdade.

domingo, 3 de junho de 2012

Vai lá, vida, seja feliz

Não sei se foi uma boa ideia apertar o botão automático, para que a vida seguisse sem a minha interferência. Contudo essa era a única opção que eu tinha. Minha vida cresceu e não é mais aquela criança que eu posso controlar, pegar na mão e dizer "vem, é pra esse lado". E, já que, não adianta proibir uma adolescente de sair, pois ela vai pular a janela e ir para festa de qualquer jeito, melhor deixá-la ir de uma vez

Não estou com medo do que vai acontecer, porque sei que a eduquei direitinho para ser esperta e cuidadosa. Meus pensamentos estão calmos, em ordem, nada de muito barulho. Mas eu sei que eles continuam cochichando algo, num tom que eu não consigo escutar o que é, mas suficiente para ver que eles estão inquietos. Meu coração, pelo menos, está tranquilo. Ou quase isso. 

De qualquer forma, preocupada eu não estou, pois este é um sentimento que não ajuda em nada, pelo contrário, só me atrapalharia de enxergar o que está acontecendo com clareza.

Portanto, deixo que a vida siga seu caminho, sem prendê-la, mas sem perder o controle total da situação. Assim, se ela pisar na bola, eu a trago pra casa pelos cabelos e a coloco de castigo por alguns meses pra parar de ser idiota.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Uma visão minha sobre as pessoas

Sabe o que parece? Que quanto mais eu conheço as pessoas, menos sei sobre elas. Mas acredito que isso aconteça porque a convivência com alguém torna a previsão dos seus atos mais fácil, o que cria uma falsa impressão de que você conhece aquela pessoa melhor do que ninguém. Porém com o tempo a gente passa a perceber que não é bem assim que a vida funciona. Descobrimos que nem todos os olhares são tão transparentes quanto parecem, que nem todas as palavras dizem exatamente o que queriam, que as verdades não são estáticas e absolutas, que pensamentos mudam em um passe de mágica, que o inesperado faz parte da vida e está presente, também, na pessoa mais próxima de você, e até em você mesmo. Pois se pararmos para pensar um pouco mais sobre esse assunto, percebemos que o surpreendente não se aplica só ao nosso convívio social, mas também na nossa relação com nós mesmos. Quantas vezes você já mudou de ideia, já se arrependeu de uma atitude ou já se cobrou por pensamentos ou sentimentos que não queria que estivessem ali? Não adianta, pessoas são caixinhas de surpresas, e cada surpresa que sai dali de dentro é única. Jamais vamos saber quais estão lá dentro e muito menos qual será a próxima a sair, e temos que aprender a conviver com isso...

terça-feira, 6 de março de 2012

Cada macaco no seu galho

Todos temos direitos de expressar os nossos pensamentos, nossas ideias, loucuras, sentimentos. Se você não gosta de um determinado assunto, nada te impede de ignorá-lo. Se você não quer ficar calado diante deste assunto, nada te impede, também, de fazer um comentário sobre ele. Liberdade é direito de todos, contudo também é dever de todos respeitar a liberdade dos demais. O que está acontecendo é que as pessoas estão tão preocupadas em cuidar da vida dos outros que esquecem de cuidar da própria vida, e aí acaba nessa bagunça que está. Portanto, vamos parar de tentar ditar regras para regular o que os outros podem ou não fazer, falar, pensar, agir, e começar a se preocupar com as consequências que nossos atos vão gerar. Acho que se cada um fizer o que lhe cabe, que é cuidar da sua vida, tudo fica bem melhor.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Versos... [3]

A paixão é como Deus
Que quando quer
Me toma todo o pensamento
Dirige os meus movimentos
Meu passo é teu
Meu pulso é desse todo poderoso sentimento.
Maria Rita