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terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

I love it

Calor, eu sei que no inverno as pessoas estavam pedindo um pouco de você, estavam querendo uma praia e uma piscina com dia quente e ensolarado e você se empolgou e veio com a corda toda e agora o pessoal todo tá de saco cheio e implorando para o frio voltar. 

Mas calma, que além de ninguém saber o que quer e sempre reclamar do tempo porque, afinal, não deixa de ser um assunto para quando não há nenhum mais polêmico para se comentar nas redes sociais ou no ponto de ônibus, eu estou aqui do seu lado para te apoiar e inclusive não estou preparada para ver você partir. 

Não são boas lembranças o meu nariz gelado vinte e quatro horas por dia e os meus braços doendo de tanta roupa que precisei vestir, as quais, por sua vez, não conseguem secar, pois são pesadas e não temos você para ajudá-las. Aliás, eu gosto muito de sair do trabalho quando ainda está dia, chegar em casa e ter certeza que louça e pia vão estar sequinhas, que eu posso ser desastrada e derrubar coisas no chão, pois a água vai secar logo e que, por falar em água, com você, não fico em uma luta constante comigo mesma para criar coragem para colocar a mão neste precioso líquido. Me deixa muito feliz não precisar tentar me esquivar das ventanias, não sentir que meu pé está envolto num cubo de gelo, sem falar que meu nível de desastres já é, suficientemente, constrangedor com poucas roupas para eu esbarrar nas coisas, não é preciso adicionar mais. 

Além disso prefiro ir ao Jardim Botânico (leia-se meu lugar favorito da cidade) com essa sua temperatura elevada, as árvores já o deixam fresquinho e eu não aprecio grama úmida para se deitar. Também não sou fã de luvas, toucas e nem de desenhar ou digitar com os dedos pouco flexíveis, muito menos passar eras secando o meu cabelo, porque o tempo não consegue fazer isso por mim. 

Entre outras coisas, como o fato do meu poder aquisitivo não permitir que eu fique embaixo das cobertas, de pijama, tomando chá ou chocolate quente o dia todo, eu digo com todo o carinho do mundo: querido verão, fique o tempo que quiser!

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Gosto pessoal


Eu gosto de pessoas felizes, que gostam de sorrir, que gostam do que tem, do que são, que sabem aproveitar o melhor da vida. Gosto de pessoas que gostam de pessoas, de momentos, de abraços, de dias quentes, de dias frios, de sol, de chuva, de música. Gosto de pessoas que têm sonhos, vontades, desejos, mas que não são reféns deles, que não são comandados por eles, que querem coisas novas, coisas boas e legais, mas que não são escravas do consumismo. Gosto de pessoas criativas, de pessoas interessadas, com um bom papo na ponta da língua ou um bom olhar no canto do silêncio. Eu gosto de pessoas.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

terça-feira, 26 de março de 2013

Mude seus hábitos, depois o mundo

Reclamamos do calor, mas não abrimos a janela para olhar o sol. Conotamos como urgente a presença de um feriado, mas desmerecemos o mesmo caso nada de divertido aconteça. Mentimos para nós mesmos para nos escoltar dos nossos próprios julgamentos, mas categorizamos qualquer mentira alheia como deslavada. Designamos uma repulsa por sempre ter a mesma coisa para comer, mas não nos dispomos a levantar e fazer algo diferente.

Citamos como descaso um animal perambulando pela rua, mas não deixamos o nosso gosto capitalista e padronizado de lado para adotar um companheiro às vezes nem tão belo assim. Cuspimos a péssima qualidade da educação pública, mas vamos para os locais de ensino sem vontade de aprender. Pregamos o moralismo nas redes sociais, mas não olhamos na cara do porteiro.

Buscamos volta e meia fugir de alguma blitz, mas reclamamos da falta de policiais nas ruas. Achamos burrice que nossa felicidade dependa da aprovação de terceiros, mas temos medo dos julgamentos alheios. Discorremos amar o sol, mas procuramos a sombra. Gostamos de misturar doces e salgados, mas não respeitamos os gostos alheios. Queremos sempre mais, mas não repensamos se realmente somos merecedores de mais.

Cobramos amizades fidedignas, mas não esperamos elas saírem de vista para tecermos comentários questionáveis. Queremos mais rapidez e acessibilidade da tecnologia, mas afrontamos a falta de brandura das pessoas. Deixamos de ajudar um mendigo por pré-julgamento de uso para alcoolismo, mas reclamamos que o mundo está carente de gentilezas.

Questionamos a programação televisiva, mas não trocamos um capítulo de novela para ler um livro. Dizemos não encontrarmos pessoas interessantes, mas por um momento não largamos a tela do celular para arriscar um simples olá. Observamos os erros alheios de uma ótica próxima, mas não damos três voltas dentro de nós mesmos. Sabemos receber todo amor do mundo, mas não sabemos perdoar os erros por excesso dele.

Acordamos com preguiça de levantar da nossa cama quentinha, mas classificamos pessoas sem condições de esmorecimento. Colocamos atenção em acusações injustas sobre nós, mas não olhamos quem colabora com opiniões regadas de amor e esmero.  Estamos constantemente munidos de críticas, vulgo construtivas, mas não sabemos nos desnudar perante uma.

Não abrimos mão do nosso conforto diário, mas indagamos sobre a poluição mundial. Queremos ligações genuínas com outras pessoas, mas bloqueamos sentimentos por meio de proteção. Gostamos da amplidão dos nossos egos exaltados, mas não aceitamos ser ignorados quando precisamos tanto ser vistos. Procuramos pessoas inteiras, mas só queremos doar metade de nós. Queremos mudar o mundo, mas não mudamos nossos hábitos.
Frederico Elboni

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

A dois dedos de distância


O pôr-do-sol anunciando que mais um dia se foi e o próximo logo chega, traz consigo uma sensação de futuro se aproximando rápido, e as sacolas amarelas do lado da cama junto com o edredom dobrado cheirando a recém lavado sobre ela dizem que ele está próximo o suficiente para quase ser tocado.

Assim, de repente, os sonhos que estavam há anos de distância, presos aos pensamentos de travesseiro, estão, agora, a dois dedos de distância. 

E o que se sente é parecido com o de quando uma mãe empurra o filho com palavras de incentivo para acariciar um animal ou experimentar alguma coisa nova, quando ele está desconfiado, misturado com o de ver os metros finais de uma pista de corrida se aproximando sem nenhum competidor a frente.

É um quase alívio junto de uma euforia imensa. Um misto que provoca uma reação de vício por mudar mais, amar mais, realizar mais sonhos, chegar próximo de mais futuros, ver novos dias acontecendo, sentir mais ansiedade, novas vontades, novos frios na barriga, e em ver outros pores do sol que tragam novos dias e mais sacolas ao lado e edredons sobre a cama.

domingo, 30 de setembro de 2012

Não estrague o seu dia


A sua irritação não solucionará problema algum. As suas contrariedades não alteram a natureza das coisas. Os seus desapontamentos não fazem o trabalho que só o tempo conseguirá realizar. O seu mau humor não modifica a vida. A sua dor não impedirá que o sol brilhe amanhã sobre os bons e os maus. A sua tristeza não iluminará os caminhos. O seu desânimo não edificará ninguém. As suas lágrimas não substituem o suor que você deve verter em benefício da sua própria felicidade. As suas reclamações, ainda mesmo afetivas, jamais acrescentarão nos outros um só grama de simpatia por você. Não estrague o seu dia. Aprenda a sabedoria divina, a desculpar infinitamente, construindo e reconstruindo sempre, para o infinito bem.

Chico Xavier

sábado, 22 de setembro de 2012

Nobody knows

O sol ainda não havia nascido, e você estava ali, decifrando os meus pensamentos com a maior facilidade, enquanto eu fracassava ao tentar desvendar os seus. Esfriou. O mundo provavelmente estava desabando lá fora, mas eu não estava me preocupando com mais nada além das batidas do seu coração perto do meu. Repetimos algumas frases, apenas para garantir que não fossem esquecidas. Talvez a terceira guerra mundial fosse declarada ao amanhecer, mas, tudo bem, resolveria isso algumas horas mais tarde, quando os raios do sol me fizessem abrir os olhos. Tinha acabado de tomar a segunda dose de adrenalina da noite, e dessa vez, em ótima companhia. O que viria depois era problema do futuro, no momento a única coisa que importava é que não eu precisava ir embora tão cedo.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Frases... [50]


"Volta teu rosto sempre na direção do sol, e então, as sombras ficarão para trás." [Desconhecido]

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Primavera


A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega.

Cecília Meireles