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domingo, 21 de julho de 2013

Tênue linha entre opinião e hipocrisia


Todos querem seu espaço e opinião respeitados, mas todo mundo tem, também, uma enorme dificuldade em entender que o outro também tem direito a esse respeito. É óbvio que não há como adivinhar o que o outro quer, o que vai o deixar chateado e o que para ele é respeito, já que seres humanos são bem complexos e diferentes uns dos outros, mas não custa perguntar ou, por via das dúvidas, ficar quieto no seu lugar. Aí entra a tal liberdade de expressão para dizer que cada um pode falar o que bem entender e o problema é do outro, mas o problema não é só do outro não, e a liberdade de expressão também não está errada, o problema é que uma pessoa sabe muito bem como defender o seu direito de expressar o que quiser, mas não tem capacidade de aceitar que o outro também tem a liberdade de responder o que quiser, sendo, ou não, inteligente a altura que se espera. O problema está em ficar irritado quando alguém pega as suas coisas, mas não saber pedir para pegar algo que não é seu por pensar que o outro não se importa, ou querer matar alguém que está escutando uma música que lhe incomoda, mas não pensar duas vezes antes de escutar a sua música favorita em um lugar onde há mais pessoas além de si próprio. E assim por diante. Não é fácil se colocar no lugar do outro, mas se assim não for feito, falar de respeito nunca vai passar de mais uma hipocrisia. Simplificando: pensar nas próprias atitudes, antes de sair despejando opinião, não dói e e é o mínimo a se fazer como ser humano que vive em sociedade e quer seu espaço nela.

terça-feira, 26 de março de 2013

Mude seus hábitos, depois o mundo

Reclamamos do calor, mas não abrimos a janela para olhar o sol. Conotamos como urgente a presença de um feriado, mas desmerecemos o mesmo caso nada de divertido aconteça. Mentimos para nós mesmos para nos escoltar dos nossos próprios julgamentos, mas categorizamos qualquer mentira alheia como deslavada. Designamos uma repulsa por sempre ter a mesma coisa para comer, mas não nos dispomos a levantar e fazer algo diferente.

Citamos como descaso um animal perambulando pela rua, mas não deixamos o nosso gosto capitalista e padronizado de lado para adotar um companheiro às vezes nem tão belo assim. Cuspimos a péssima qualidade da educação pública, mas vamos para os locais de ensino sem vontade de aprender. Pregamos o moralismo nas redes sociais, mas não olhamos na cara do porteiro.

Buscamos volta e meia fugir de alguma blitz, mas reclamamos da falta de policiais nas ruas. Achamos burrice que nossa felicidade dependa da aprovação de terceiros, mas temos medo dos julgamentos alheios. Discorremos amar o sol, mas procuramos a sombra. Gostamos de misturar doces e salgados, mas não respeitamos os gostos alheios. Queremos sempre mais, mas não repensamos se realmente somos merecedores de mais.

Cobramos amizades fidedignas, mas não esperamos elas saírem de vista para tecermos comentários questionáveis. Queremos mais rapidez e acessibilidade da tecnologia, mas afrontamos a falta de brandura das pessoas. Deixamos de ajudar um mendigo por pré-julgamento de uso para alcoolismo, mas reclamamos que o mundo está carente de gentilezas.

Questionamos a programação televisiva, mas não trocamos um capítulo de novela para ler um livro. Dizemos não encontrarmos pessoas interessantes, mas por um momento não largamos a tela do celular para arriscar um simples olá. Observamos os erros alheios de uma ótica próxima, mas não damos três voltas dentro de nós mesmos. Sabemos receber todo amor do mundo, mas não sabemos perdoar os erros por excesso dele.

Acordamos com preguiça de levantar da nossa cama quentinha, mas classificamos pessoas sem condições de esmorecimento. Colocamos atenção em acusações injustas sobre nós, mas não olhamos quem colabora com opiniões regadas de amor e esmero.  Estamos constantemente munidos de críticas, vulgo construtivas, mas não sabemos nos desnudar perante uma.

Não abrimos mão do nosso conforto diário, mas indagamos sobre a poluição mundial. Queremos ligações genuínas com outras pessoas, mas bloqueamos sentimentos por meio de proteção. Gostamos da amplidão dos nossos egos exaltados, mas não aceitamos ser ignorados quando precisamos tanto ser vistos. Procuramos pessoas inteiras, mas só queremos doar metade de nós. Queremos mudar o mundo, mas não mudamos nossos hábitos.
Frederico Elboni

segunda-feira, 25 de março de 2013

Vale pra um, vale pra todos

Não se trata de opinião aceitar o outro como ele é, com as crenças que tem e o perfil de vida que escolheu, se trata, puramente, de respeito. 

Assim como você tem o direito de escolher uma religião, ou outra, ou nenhuma, o outro também o tem. Assim como você tem a possibilidade do perdão, qualquer um possui. Além disso, se você acha que as pessoas não devem ou não podem tomar uma atitude, isso serve para você, sua família e seus amigos, igualmente. 

Em resumo e sem complicação, todos querem ser respeitados e ninguém quer saber de alguém se metendo na sua vida sem ser convidado, sendo assim todos devem respeitar e ninguém deve se meter na vida de ninguém. 

O que mais é intrigante é ver quem prega o amor, a inclusão, o perdão, fazendo exatamente o contrário, quem segue o amar ao próximo como a ti mesmo, sendo o primeiro a apontar o dedo e julgar, ou então, aquele que vive exigindo respeito, desrespeitando a todos o tempo inteiro.

Agir com respeito não interfere o direito de se expressar, de ser quem se quer ser, de defender argumentos; pelo contrário, não ultrapassando o limite do preconceito, da ignorância e, principalmente, da imposição de regras, esse direito é estendido a todos.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Frases... [157]


"O mundo precisa de atitudes, não de opiniões. Opinião nenhuma mata fome ou cura doença." [Angelina Jolie]