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segunda-feira, 4 de julho de 2016

Amor sem ardor

Hoje, eu prefiro a paz de um romance tranquilo à uma paixão avassaladora. Sabe aquela relação sem medos, sem cobranças, sem expectativas irreais? Não? Você não sabe o que está perdendo. 

Melhor do que ter alguém a qual você não vive sem, é ter uma pessoa que você viveria sem ela, mas você escolheu para ficar ao seu lado. Não porque seu mundo acabaria se ela partisse e sim porque melhora seus dias por estar ali com você.

Quando você passa por mais de uma paixão daquelas que te faz perder as noites, que te faz quebrar a cabeça, chorar, e pensar que relacionamentos são assim mesmo, turbulentos, cheio de brigas e desafios, e que não existe pessoa perfeita e é por isso que vocês, feitos um pro outro, precisam superar todos esses problemas juntos; é difícil até de perceber que amor não precisa de tantas indas e vindas, de tantos tropeços e quedas para mostrar que é forte.

Pessoa perfeita, realmente, não vai surgir. No entanto, acredite: há amor, onde existe paz. 

Você não precisa perder horas de sono, você não precisa provar que seu amor é forte e supera tudo, você não precisa chorar litros e mais litros e se desculpar o tempo todo por não ser forte o suficiente, por pensar em desistir.

Só quando você se permitir desfrutar de um romance tranquilo você entenderá. Isso é possível, esse amor existe. E você verá que não fazia sentido todas as salivas perdidas em discussões, nem mesmo tanta lágrima derramada tentando entender o que você faz de errado. O que você fez? 

Você descobrirá que medo de perder não significa se importar e que se importar não vem do medo de perder. Você poderá trocar todas aquelas borboletas no estômago e pulgas atrás da orelha, por sorrisos que vem quando você menos espera, sozinha, aqui e ali, e te aquecem a alma por te fazer perceber que algo está mudando dentro de você.

Paixão não precisa ser furacão. Pode ser chuva mansa ou abonança quando o tormento se vai. Paixão pode ser aquele gostinho doce, sem pimenta, aquele compromisso despreocupado, que não cobra, só aparece quando quer, mas que sempre quer estar ali, e está, somente por isso.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Nem sempre nós ficamos com os amores das nossas vidas

Eu acredito em grandes amores.

Mas falo e namoro como se não acreditasse.

Eu não tenho expectativas fúteis para o romance. Eu não estou à espera de sentir aquela sensação estranha de estar a flutuar. Eu sou um daqueles indivíduos raros, talvez um pouco cansados, que realmente gosta deste ambiente atual de conexão entre as pessoas e é feliz por viver numa época em que a monogamia não é necessariamente a norma.

Mas eu acredito em grandes amores, porque já tive um.

Eu tive esse amor que tudo consome. O amor do tipo “eu não posso acreditar que isto existe no mundo físico”.

O tipo de amor que irrompe como um incêndio incontrolável e então se torna brasa que queima em silêncio, confortavelmente, durante amor. O tipo de amor que escreve romances e sinfonias. O tipo de amor que ensina mais do que tu pensaste que poderias aprender, e dá de volta infinitamente mais do que recebe.

É amor do tipo “amor da tua vida”.

E eu acredito que funciona assim:

Se tu tiveres sorte, conhecerás o amor da tua vida. Tu estarás com ele, darás tudo de ti a ele e permitirás que sua influência te mude em medidas insondáveis. É uma experiência como nenhuma outra.


Mas aqui está o que os contos de fadas não te vão dizer - às vezes, encontramos os amores das nossas vidas, mas não conseguimos mantê-los.


Nós não chegamos a casar-nos com eles, nem passamos anos ao lado deles, nem seguraremos as suas mãos nos seus leitos de morte depois de uma vida bem vivida juntos.

Nós nem sempre conseguimos ficar com os amores da nossa vida, porque no mundo real, o amor não conquista tudo. Ele não resolve as diferenças irreparáveis, não triunfa sobre a doença, ele não preenche fendas religiosas e nem nos salva de nós mesmos quando estamos perdidos.

Nós nem sempre chegamos a ficar com os amores das nossas vidas, porque às vezes o amor não é tudo o que existe. Às vezes tu queres uma casa num pequeno país com três filhos e ele quer uma carreira movimentada na cidade. Às vezes tu tens um mundo inteiro para explorar e ele tem medo de se aventurar fora do seu quintal. Às vezes tu tens sonhos maiores do que os do outro.

Às vezes, a maior atitude de amor que tu podes ter é simplesmente deixar o outro ir.

Outras vezes, tu não tens escolha.

Mas aqui está outra coisa que não vão contar sobre encontrar o amor da tua vida: não viveres toda a tua vida ao lado dele não desqualifica o seu significado.

Algumas pessoas podem amar-te mais em um ano do que outras poderiam te amar em cinquenta anos. Algumas pessoas podem ensinar-te mais em um único dia do que outras durante toda a sua vida.

Algumas pessoas entram nas nossas vidas apenas por um determinado período de tempo, mas causam um impacto que mais ninguém pode igualar ou substituir.

E quem somos nós para chamas essas pessoas de algo que não seja “amores das nossas vidas”?

Quem somos nós para minimizar a sua importância, para reescrever as suas memórias, para alterar as formas em que nos mudaram para melhor, simplesmente porque os nossos caminhos divergiram? Quem somos nós para decidir que precisamos desesperadamente substituí-los – encontrar um amor maior, melhor, mais forte, mais apaixonado que pode durar por toda a vida?

Talvez nós devêssemos simplesmente ser gratos por termos encontrado essas pessoas.

Por termos chegado a amá-las. Por termos aprendido com elas. Pelas nossas vidas se terem expandido e florescido como resultado de tê-las conhecido.

Encontrar e deixar o amor da tua vida não tem que ser a tragédia da tua vida.

Deixá-lo pode ser tua maior bênção.


Afinal, algumas pessoas nunca chegam sequer a encontrá-lo.

Heidi Priebe (tradução)

~ Retirado de http://jafoste.net/nem-sempre-nos-ficamos-com-os-amores-das-nossas-vidas/

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Explicando o que não precisa ser explicado

Quando você encontra a pessoa certa, você não quer mais saber de comparar, repensar, imaginar como seria uma vida de viagens e festas à solteira. Você não tem mais porquê ler textos com títulos "Ele é o cara certo pra você?" ou "Vale à pena investir no gato?", porque eles não fazem mais sentido e você nem quer saber se eles fazem sentido, você está nem aí para a opinião alheia, ainda mais opinião baseada no geral, nas regras. Pois quando somos fisgados pelo amor não é por suas regras, e sim pelas exceções que ele traz,  pelos defeitos, pelas imperfeições, por tudo que você nunca imaginou que podia gostar em alguém. Como nem só de amor ou da pessoa certa vive um relacionamento, existem os combinamos. Estes, quando se ama, também não precisam ser comuns, nem mesmo precisam ser combinados explicitamente,  ou conversados detalhadamente; a única assinatura que há nos termos destes combinados é a cumplicidade,  o companheirismo. O que vale é o que os dois querem, ou os três...  Não existe regras, nem receitas prontas, muito menos testes em revista ou combinação de signos da internet, que digam quem é a pessoa certa. A pessoa certa pode até ser a pessoa errada que se encaixou em você, e "deu certo". E tudo isso só fará sentido quando você ler esse texto e só conseguir pensar em uma pessoa, em uma história, cheia dos detalhes que só a história de vocês pode ter, que só faz sentido à vocês, que tem às suas exceções, os seus "não é bem assim", mas que faz bem ao coração, e faz bem à vocês, e não é preciso mais nada.

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Ampliarei a felicidade

Farei viagens longas, curtas, do outro lado do oceano, do lado de cá da fronteira, de todos os tipos e tamanhos, conhecendo cada pedacinho de mundo que foi criado e construído, para depois voltar correndo para casa, aquele único lugar do planeta que cada um  chama, verdadeiramente, de lar. Terei uma vida agitada, com dias de semana cheios, cheios de movimento, de satisfação, de resultados, e finais de semana tranquilos, com um ou vários sorrisos por perto e, também ao contrário, dias de semanas tranquilos e finais agitados. Apreciarei um pouco de tudo, um pouco de sossego, um pouco de distância, um pouco de apego, e também de muito, muito de momentos, muito de pessoas, muito de felicidade. Serei sempre de querer tudo que já tenho em tamanho ampliado. Pois, já não preciso de mais nada, nada de mais... a não ser tempo e dinheiro. Mas isso, quem não quer? Há quem queira também um amor, daqueles do jeitinho que se sonha, mas este eu já tenho, com quem farei viagens longas e curtas e voltarei correndo para o nosso lar de vida tranquila e agitada.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Gravidez adotiva

Realmente não é a mesma coisa ter um filho biológico e um adotivo. Um filho biológico, dificilmente, vai ter sexo ou uma doença, transtorno ou coisa assim, escolhidos. Um filho adotivo não tem como vir sem querer, não tem como abortar e nunca é fruto de um descuido. Não se toma pílula do dia seguinte para impedir uma gravidez adotiva. Em quase todos os casos, os filhos são doados ou abandonados por mães biológicas, e são as mães adotivas que doam a atenção, cuidado e amor. Nem sempre uma mãe ama o filho que saiu da sua barriga, no entanto, dificilmente, uma mãe adotiva não vai amar seu filho com todas as suas forças. Numa gravidez adotiva não há dor, contrações, enjoos, não há como não desejá-la, ou ficar se perguntando o porquê dela ter acontecido naquele momento. Também não se tem a sensação de carregar uma vida no ventre, contudo a de dar uma nova vida à um serzinho que agora é carregado no coração. E apesar de opiniões contrárias, existem coisas em comum. Como um filho biológico, um filho adotivo não nasce amando sua mãe, ele tem um vínculo de necessidade. O amor é cultural, se aprende. Filhos dão trabalho, ficam doentes, sorriem lindamente, dizem eu te amo, brigam, desobedecem, dizem que odeiam os pais, pedem desculpas, batem a porta do quarto, tiram notas boas, fazem cartinhas nas datas comemorativas, ficam de recuperação, são ingratos, dão orgulho, pedem irmãos, dizem que não queriam ter irmãos, fazem as mães ficarem com vontade de mordê-los, quando são bebês, por fofura e de raiva, quando adolescentes, sendo eles biológicos ou adotivos. Eu não sou mãe, sou, apenas, filha. E pretendo ter filhos, apenas, filhos; já que biológicos e adotivos são adjetivos que não deviam ser utilizados para caracterizar a única coisa que importa na construção de uma família: o amor.

sábado, 18 de janeiro de 2014

Baby, volto logo


Recuar, dar dois passos pra trás. Voltar, deixar, tão associados à covardia e que precisam tanto de determinação para serem escolhidos na hora necessária. Amar, também tem disso de deixar ir e de deixar e ir, o que é ainda mais difícil. Partir, deixar de acompanhar de perto, dar o passo que se precisa para a direção que não se quer não é tão simples, não é isento de dor. Largar não é algo que se faz com prazer depois de se apegar, de se acostumar, depois de se apaixonar. Não é o que se quer, nem mesmo o que se escolhe, não é tão fácil quanto parece. Mas amar também tem disso.

sábado, 11 de janeiro de 2014

Modo de usar

Case-se com alguém que adore te escutar contando algo banal como o preço abusivo dostomates, ou que entenda quando você precisar filosofar sobre os desamores de Nietzsche.

Case-se com alguém que você também adore ouvir. É fácil reconhecer uma voz com quem se deve casar; ela te tranquiliza e ao mesmo tempo te deixa eufórico como em sua infância, quando se ouvia o som do portão abrindo, dos pais finalmente chegando. Observe se não há desespero ou  insegurança no silêncio mútuo, assim sendo, case-se.

Se aquela pessoa não te faz rir, também não serve para casar. Vai chegar a hora em que tudo o que vocês poderão fazer, é rir de si mesmos. E não há nada mais cruel do que estar em apuros com alguém sem espontaneidade, sem vida nos olhos.

Case-se com alguém cheio de defeitos, irritante que seja, mas desconfie dos perfeitinhos que não se despenteiam. Fuja de quem conta pequenas mentiras durante o dia. Observe o caráter, antes de perceber as caspas.

Case-se com alguém por quem tenha tesão. Principalmente tesão de vida. Alguém que não lhe peça para melhorar, que não o critique gratuitamente, alguém que simplesmente seja tão gracioso e admirável que impregne em você a vontade de ser melhor e maior, para si mesmo.

Para se casar, bastam pequenas habilidades. Certifique-se de que um dos dois sabe cumpri-las. É preciso ter quem troque lâmpadas e quem siga uma receita sem atear fogo na cozinha; é preciso ter alguém que saiba fazer massagem nos pés e alguém que saiba escolher verduras no mercado. E assim segue-se: um faz bolinho de chuva, o outro escolhe bons filmes; um pendura o quadro e o outro cuida para que não fique torto. Tem aquele que escolhe os presentes para as festas de criança e aquele que sabe furar uma parede, e só a parede por ora. Essa é uma das grandes graças da coisa toda, ter uma boa equipe de dois.

Passamos tanto tempo observando se nos encaixamos na cama, se sentimos estalinhos no beijo, se nossos signos se complementam no zodíaco, que deixamos de prestar atenção no que realmente importa; os valores. Essa palavra antiga e, hoje assustadora, nunca deveria sair de moda.

Os lábios se buscam, os corpos encontram espaços, mas quando duas pessoas olham em direções diferentes, simplesmente não podem caminhar juntas. É duro, mas é a verdade. Sabendo que caminho quer trilhar, relaxe! A pessoa certa para casar certamente já o anda trilhando. Como reconhecê-la? Vocês estarão rindo. Rindo-se.

Diego Engenho Novo

~Retirado de palavracronica.com/2012/04/02/casamento-modo-de-usar/

sábado, 20 de julho de 2013

Mulherada, senta aqui, vamos ser realistas

Em uma coisa homens e mulheres concordam: homens só pensam em sexo. Para as mulheres isso pode ser ruim, mas o problema vai ser todo delas, porque isso é aquele tipo de coisa que não vai mudar. 

Um homem nunca vai ficar na cozinha, enquanto sua mulher prepara o jantar, lhe fazendo companhia, jogando conversa fora. Ou ele vai estar no celular, ou no computador, ou fumando, ou vendo televisão, ou fazendo alguma coisa que o distraia, pois se ele ficar prestando atenção única e exclusivamente nela, ele vai querer agarrá-la e ela não quer que a comida queime e os dois fiquem sem janta. 

Isso explica porque seres do sexo masculino não suportam discutir relação. Se ela estiver de cara fechada, ele vai querer que ela fale de uma vez, desemburre para que possam partir para reconciliação. Eles querem resolver logo a situação porque uma mulher chorando ou irritada não vai querer nada com ele, enquanto elas, por algum motivo ainda não tão fácil de se explicar, querem falar, falar e falar.

Por isso, também, que mesmo que ela diga que está com saudades dele de uma maneira diferente que não seja querer o seu corpo nu, ele vai entender isso com segundas intenções que, no caso, são as primeiras dele.

E é para isso que existem as amigas, para ficar fazendo nada, conversando, pintando as unhas, comendo brigadeiro, e fazendo mais todas essas coisas que mulheres gostam, e principalmente conversar, conversar, conversar, mesmo que nada precise ser resolvido, pelo fato de que mulheres, apesar de gostarem de sexo, não pensam só nisso e gostam muito de dar e ganhar atenção. 

Portanto, mulheres, entendam que eles sempre vão estar tentando comer vocês (mesmo que vocês não sejam comidas, é assim que eles falam), esse é o jeito deles demonstrarem também carinho e atenção. E homens entendam, que elas às vezes não vão querer o que vocês têm a oferecer e reclamar que vocês não estão dando atenção suficiente, vocês vão ficar confusos, já que estavam tentando dar atenção do jeito de vocês e tudo que ela queria era conversar.

P.S: dica para os homens (que são mais objetivos e menos dramáticos para mudar uma atitude que as mulheres): se vocês fizerem mais o que elas querem, vão ganhar mais o que vocês querem ;)

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Se o disco de vinil tocasse ao contrário

Se eu morasse sozinha, provavelmente, a casa ficaria por mais tempo arrumada, não gastaria com cigarros, e menos com comida e sobraria mais espaço no guarda-roupa. Se eu morasse sozinha, certamente, não teria quem me abraçasse a noite para me ajudar a fugir do frio, minha lista de tentativas culinárias seria bem menor,  não teria com quem dividir a pipoca doce um pouco queimada no meio da noite, não teria a quem cuidar e nem quem cuidasse de mim quando estivesse com dor. Os domingos, em casa, fazendo absolutamente nada voltariam a ser um tédio, secar o cabelo a noite não passaria de mais uma obrigação e teria que tirar o pijama para ir a padaria. Eu não teria quem fizesse o incrível ato romântico de se propor a me ajudar com a limpeza da casa e nem com quem dividir a grande conquista da primeira costela cozida na panela de pressão. Também ganharia menos da metade da metade de beijos e notas musicais. Além disso, se eu morasse sozinha não teria quem subornar para lavar a louça e, ainda por cima, não teria em quem colocar a minha parcela de culpa da bagunça e da sujeira.

sábado, 23 de março de 2013

Obrigada, meu amor

A mesma asinha de três peças, acompanhada dos mesmos braços que me recebem todas as noites, quando eu desço da condução. Eu chegaria e cozinharia alguma coisa, depois tomaria um banho e dormiria. Antes uma conversa sobre a vida, o dia ou a teoria da evolução. A louça estava limpa, como sempre, mas a cozinha um pouco mais arrumada. As cobertas estavam estendidas sobre a cama e tudo estava em seu devido lugar (duas coisas bem fora do comum) e em cima do cobertor lisinho havia uma embalagenzinha transparente. Dentro dois bolinhos lindos e ao lado um pedacinho de papel com palavras tão doces quanto o que lhe acompanhava, com um pequeno coração desenhado e colorido de vermelho. Ao invés de uma janta, um lanche - hambúrguer e chocolate quente. Banho e risadas. Poderia ser apenas mais uma noite comum, mas foi a melhor noite da semana!

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Even 93 Million Miles

Sozinha. Ta aí uma coisa que eu não me sinto. Uma imensidão de concreto e máquinas, uma multidão de desconhecidos, milhares de pessoas e, tecnicamente, nenhum amigo. Muita responsabilidade, pouco dinheiro, muitas tarefas, pouco tempo. Conforto e proteção quase nulos. Solidão. Esse deveria ser o resumo para todas essas palavras, mas não. Não é preciso mais de uma ligação com aquela voz para saber que a proteção que vem dela não diminui  com a distância. Basta uma troca palavras para sentir que o tamanho de uma amizade atravessa oceanos. Ver um único rosto se aproximando já é o suficiente para saber que os próximos quinze minutos valerão o dia inteiro. É verdade que meus amigos e família estão longe, e é verdade que uma pessoa não substitui todas elas, mas também é verdade que não é preciso que estejam todos perto e nem que uma pessoa substitua todos os outros. Sei que para os sonhos não há barreiras, para a felicidade não há limites, e para o amor nada é impossível, e solidão... Solidão é a última coisa que poderia sentir agora. Sozinha. Tá aí uma coisa que eu não me sinto.

Frases... [190]


“Se as duas pessoas se amam uma à outra, não pode haver final feliz.”
[Ernest Hemingway]

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Stand by me [2]

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Uma meia roxa com listras brancas... foi o suficiente para eu perceber que não queria estar em nenhum outro lugar. As curvas que só eu sei reconhecer e o comprimento do exato do seu cabelo. Eu poderia ter dormido no carro, não ter gostado da sua playlist, mas isso não aconteceu. Eu poderia deitar e não levantar mais se você estivesse ali. Eu decorei o número de linhas da sua carta, li cada letra como se fosse um pedaço de mim. Eu numero coisas o tempo inteiro, mas eu me perco tentando te entender. Eu sinto seu cheiro e fecho os olhos tentando acreditar que você está perto (e no fim vejo que sempre esteve).
A felicidade da gente contando quantas faltam, a parede, as cores das músicas. Almoço, dividir a salada e a pizza. Não me estresso nas filas, não me importo com o ar condicionado dos lugares e milagrosamente acordo de bom humor. É meu lado que fica desativado quando te encontro que está falando, talvez o lado que eu sempre tentei te esconder. Mas de quê importa? O passado é só um amontoado de textos ruins que não se comparam com a mudança que você fez. Um lado novo, um lado que sente. Me pega pela mão e vamos sumir daqui. O mundo agora é nosso, já que você me ensinou como ver as coisas.
Eu sou um canalha, o melhor.
O seu canalha apaixonado. 


~ Retirado de peleossosetinta.blogspot.com.br ;

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Enquanto não escrevo um livro

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Abri as portas do guarda-roupa e senti aquele cheiro bom, de blusa verde musgo, de cabelo bagunçado, olhar castanho. Percebi que mesmo sozinha não estava sem você, que bastava olhar para a dupla de cordas encostada no canto da parede ou para aquela bagunxinha particular ao lado da cama ou em cima do rack e você estava ali. 

Fechei os olhos e ouvi alguém repetir que eu não tinha nem ideia de que ia ficar contifo e que isso deveria ser muito legal. Sorri, pois, sim, isso é muito legal. Abri os olhos e já estava escuro. Agora seus olhos fitavam os meus, correspondendo ao sentimento de que me lembrava a pouco, quando ainda estava de olhos cerrados. Desta vez, fui eu quem repeti o quanto o inesperado é bom e como falar isso de pois de tanto tempo é melhor ainda. 

Por isso, ainda fico relembrando todas as cenas desde a primeira de que minha memória tem registro, voltando e avançando as imagens da forma mais vela possível, como em um filme. No entanto, já que, como você mesmo disse, livros são sempre melhores que filmes. Sendo assim, aqui estão estas palavras, o mais próximo de um livro que eu posso, no momento, te oferecer.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Reticências

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Tenho vários problemas e nenhum, ou alguns, que juntos dão um só. Possuo sonhos e um amor. Um amor que vale por muitos e muitos amigos que valem mais que um amor. Faço planos e eles me fazem ser quem eu sou. Mudo, gosto de mudança, de que mudem, que me mudem, de que mudem o mundo. Mudei, me mudei e vou mudar tudo de novo, não porque está ruim, mas porque mudar é muito bom. Quero ir, quero voltar, conhecer, explorar. Assim como todos, estou em um jogo que não poupa ninguém do game over, então o melhor é passar de fases no melhor estilo possível.

domingo, 25 de novembro de 2012

Frases... [176]


“Tão bom morrer de amor e continuar vivendo.” [Mário Quintana]


segunda-feira, 5 de novembro de 2012

O nome que tem o amor

E se me perguntassem o que é o amor, a primeira coisa que viria a minha cabeça, seriam seus olhos, em especial quando sorriem pra mim, pois ficam ainda mais lindos assim. Depois provavelmente resgataria todas aquelas pequenas frases que você me disse tentando explicar porque estava ali e porque se sentia daquele jeito, as quais guardei uma a uma para ficarem rodando na minha mente sempre que sentisse saudades de ouvi-las. Lembraria da forma como você mexe no meu cabelo enquanto fala comigo e como pede para que eu arrume o seu, e logo depois bagunça de novo, em como você me oferece o meu colo favorito quando estou cansada e como sorri quando tem uma ideia. Pensaria nas vezes em que você acenou do portão, as que vi você atravessar a faixa de pedestres indo embora e todas as outras despedidas, as quais, em todas, fiquei com saudades antes mesmo de te perder de vista. Lembraria do seu abraço, do toque da sua mão na minha e da maneira com que seus lábios encostam nos meus. Lembraria também do seu sofá e de você largado nele enquanto acende mais um cigarro. Provavelmente, ainda passaria um flash rápido com as cenas que eu mais gosto desde o momento em que te conheci até a última vez que falei com você, e ainda todas as vezes que disse que me amava, com ou sem palavras. Por último, pensaria nas vezes que tentei explicar pra mim mesma o que era tudo isso, e no fim, a única coisa que conseguiria responder para a pergunta de o que é o amor, seria seu nome.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Frases... [163]


“Não existem amores perfeitos, mas amantes acomodados.“ [Fernando Pessoa]

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Do tamanho de dois universos


Eu queria escrever um belo texto, daqueles que arrancam suspiros e sorrisos, mas a verdade é que ele não diria nem a metade de tudo que está se passando agora aqui dentro. Você sabe o que eu quero dizer... De uns tempos pra cá as palavras tem feito muito mais sentido quando não estão organizadas em parágrafos. Pelo menos quando se trata do que eu estou tentando explicar agora. Aquilo que estava no meio das ervilhas de ontem, do alvo na parede, do contraste do verde com o salmão. Aquilo que eu só consegui entender a partir do momento que não consegui mais explicar. Aquilo que sempre esteve escondido por trás daquelas três palavrinhas que demorei tanto a dizer. Isso tudo, que só só faz sentido porque é mais do que um texto. E que vai me fazer deixar essas palavras soltas aqui, sem um final, pois eu odeio ter que me despedir de você.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Vítima do destino

Certa vez, ouvi uma amiga dizer que era muito difícil se amar com as pressões que o mundo exercia sobre ela, sempre a cobrando para que fosse magra, profissional, encontrasse o homem certo e coisas do gênero. Ela costumava dizer que não há receita mágica para o amor próprio. Ela estava certa. Não tem nada a ver com mágica, é uma questão de assumir a responsabilidade sobre a sua vida. Você já ouviu alguém se perguntar “por que eu sempre me envolvo com os caras errados”? Vejamos, nos envolvemos com os homens pensando nas possibilidades. Se ele fosse mais bonito, menos ciumento, mais comunicativo ou se o emprego dele fosse melhor, ele seria o cara perfeito pra você. E seguimos nos enganando mesmo nos detalhes mais ínfimos a respeito de quem ele é de fato. Namoramos a imagem de alguém e quando enxergamos a pessoa com clareza, nos decepcionamos e nos colocamos a reclamar do nosso “dedo podre” pra homens. Pare de jogar a culpa nos homens, no emprego, na vida e no destino. Seu estilo de vida depende de você. Das decisões que você toma. Não existe mágica implícita nas suas atitudes. Se você tem relacionamentos ruins com os homens, você caminhou para isso. Príncipes não existem, existem homens. E eles não são bons ou ruins, simplesmente alguns servem e outros não servem pra você. Selecionar e deixar na sua vida apenas aquilo que lhe faz bem é um exercício de amor próprio. Somos os seres mais complexos do planeta Terra, somos magníficas, profundas e intensas. Da próxima vez em que sair com alguém não fique preocupada com pressão nenhuma, você não tem obrigações com o ego de ninguém. Você é irresistível sem precisar de truques, manipulação, homens ou mágica. Aproveite-se disso e pare de agir como se fosse uma vítima do destino: assuma o controle.