Buscar aqui...

Mostrando postagens com marcador casa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador casa. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Alegria rotineira


Acorda, toma um banho para despertar, acorda as crianças, passa o café, põe à mesa, come, retira a mesa, leva as crianças para a escola, vai para o trabalho, pega as crianças na escola, almoça, lembra as crianças do dever e da aula de línguas, volta para o trabalho, no caminho passa no caixa eletrônico pagar uma conta, manda um sms confirmando se as crianças foram para a aula de línguas e fizeram o dever, na volta pra casa uma passada rápida no mercado, jantar, louça, atenção para as crianças, atenção para o cachorro, atenção para a internet, e... ufa, fim do dia, cama!

Acorda, se espreguiça com vontade, "hm, que dia gostoso"! Liga o chuveiro, aproveita a água quentinha, apesar de rápida, que cai no rosto, e o cheiro gostoso do perfume do sabonete e da colônia, que vem logo em seguida. Escolhe a cor da sombra, passa uma máscara para os cílios e a cor do batom que escolheu pra o dia. Se olha no espelho, "como sou bonita". Chama as crianças, passa um café saboroso, refeição com a família, juntos para a escola, e trabalho. Almoço gostoso com as crianças, beijo e abraço aconchegantes. Continha pra pagar no caixa eletrônico, trabalho, sms confirmando se os pequenos estão fazendo tudo direitinho, resposta carinhosa para a mãe "chata". Passadinha no mercado, jantar com todos reunidos, novamente. Aproveita as crianças e o cachorro, conversa, descontração, risadas, uma olhadinha na internet, e... ufa, fim do dia, travesseiro cheiroso, edredom quentinho, sono gostoso, "como sou sortuda"!

Independente de qual seja sua rotina, aproveite cada momento bom do dia, reserve um tempo pra você, seja no banho, no almoço, em cinco minutos do almoço, troque sorrisos, abrace, ouça uma música, faça o que gosta no meio do que não gosta. Olhar o mundo de uma forma diferente pode tornar tudo mais leve. Independente de qual seja sua rotina, viva!


segunda-feira, 27 de maio de 2013

Se o disco de vinil tocasse ao contrário

Se eu morasse sozinha, provavelmente, a casa ficaria por mais tempo arrumada, não gastaria com cigarros, e menos com comida e sobraria mais espaço no guarda-roupa. Se eu morasse sozinha, certamente, não teria quem me abraçasse a noite para me ajudar a fugir do frio, minha lista de tentativas culinárias seria bem menor,  não teria com quem dividir a pipoca doce um pouco queimada no meio da noite, não teria a quem cuidar e nem quem cuidasse de mim quando estivesse com dor. Os domingos, em casa, fazendo absolutamente nada voltariam a ser um tédio, secar o cabelo a noite não passaria de mais uma obrigação e teria que tirar o pijama para ir a padaria. Eu não teria quem fizesse o incrível ato romântico de se propor a me ajudar com a limpeza da casa e nem com quem dividir a grande conquista da primeira costela cozida na panela de pressão. Também ganharia menos da metade da metade de beijos e notas musicais. Além disso, se eu morasse sozinha não teria quem subornar para lavar a louça e, ainda por cima, não teria em quem colocar a minha parcela de culpa da bagunça e da sujeira.

domingo, 26 de maio de 2013

Histórias para uma visita

Quem vier nos visitar, hoje, vai encontrar uma kitinete de três peças, com um violão e um skate no canto de uma parede colorida cheia de desenhos e mensagens, uma guitarra no sofá, junto de uma cozinha não das mais arrumadas. Se quiser conhecer o banheiro e o quarto vão encontrar peças maiores do que geralmente as kitinetes costumam ter, um pouco arrumados, um pouco bagunçados, mas ótimos para um casal, praticamente, recém instalados em uma cidade nova.

Se quiser conversar e saber um pouco mais de como viemos parar aqui, vai saber que se viesse há pouco mais de dois meses atrás, iria encontrar duas peças que, juntas, são do tamanho da atual cozinha e com um banheiro três vezes menor do que o que acabara de ver. Vai descobrir também que se viesse há um pouco menos de seis meses, não teríamos onde o receber, mas poderíamos nos encontrar embaixo de alguma árvore de qualquer um dos parques lindos que esta cidade tem o prazer de oferecer.

Aquele que vier almoçar ou jantar conosco, provavelmente, não saberá que já trocamos a comida de mãe (que saudade!) por bolacha, salgados e sanduíches e outras refeições suspeitas. Quem entrar na nossa casa hoje, mal poderá imaginar que já passamos quase um mês vivendo dentro de um quarto, em qual os únicos móveis eram duas cadeiras que improvisávamos como cabides e prateleiras, um colchão no qual fugíamos do cansaço de andar pra cima e pra baixo procurando emprego, e onde, vez em quando, depois de uma boa chuva, encontrávamos um suave alagamento (e só temos a agradecer a estes que nos acolheram, pois sabemos que fizeram o melhor para nos abrigar, e sem sua ajuda ainda estaríamos apenas sonhando com a mudança). 


E tudo, foi bem mais fácil do que se imaginava, tudo passou mais rápido do que se contava. O sofrimento parece bem maior, hoje, olhando para trás, do que no tempo em que ele era presente, pois a felicidade de estar vivendo o nosso sonho, por mais estranho que fosse ele, nos tirava a atenção das dores e dos choros. E para quem vier nos visitar, hoje, contaria tudo isso não para mostrar a nossa conquista, mas para incentivá-lo a conquistar também o seu próprio mundo.