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terça-feira, 10 de junho de 2014

Pobreza é não conhecer sua própria força

Infeliz daquele que se sente inferior, que desconfia de sua capacidade e que culpa as circunstâncias pelos seus fracassos. Nada pior que se apoiar no passado para justificar o não alcance dos objetivos, ou a incapacidade de construir um caminho de sucesso a partir do presente. Invejar a provável facilidade com que alguém conseguiu alguma coisa ou acreditar que este alguém só conseguiu o que tem porque a vida foi melhor pra ele, além de inútil, é rebaixar-se. A resposta para o motivo de que alguns conseguirem alcançar suas metas e outros não, se chama força de vontade. Há quem não tenha um membro, possua uma doença rara, uma síndrome ou déficit e, ainda assim, se destaca por seus talentos, inteligência e destreza. Será que a vida foi melhor pra eles? Da mesma forma, aqueles que nasceram sem nenhuma barreira física ou psicológica, também lutam para alcançar o que querem. Como diz o ditado, nada cai do céu. Estudar em uma escola pública ou particular não determina a formação ou não em um curso superior, de uma universidade estadual ou federal. Nascer em uma família com mais poder econômico, pode permitir que se tenha acesso a mais cursos, mas também não é isso que determina que aquela pessoa saberá aproveitar o dinheiro aplicado. O que faz uma pessoa vencer é ela mesma, sua vontade de chegar aonde quer, sua perseverança, sua confiança em si mesma, é aquele olhar pra si e pra frente, é saber que inveja não serve de degrau, não leva a lugar nenhum, é olhar pro lado para usar exemplos, buscar ajuda, aproveitar o que os outros tem a oferecer, é trocar conhecimento e jamais deixar de persistir.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Diga sim ao amor

Há mais ou menos uma semana li um texto sobre a "lei da palmada", como era chamada até então, e o assunto ficou girando na minha cabeça e me fez refletir em como, um dia, eu mesma pude acreditar que um tapinha, às vezes, poderia ser necessário na educação de uma criança e chegar à conclusões sobre porque as pessoas usam a violência para fazer com que seus filhos as obedeçam.

Os animais só atacam quando se sentem ameaçados, e os humanos, quando deixam seu racional de lado, agem da mesma forma. Os pais têm medo de que seus filhos não sigam suas regras e se machuquem, risquem a parede, não queiram se alimentar direito, tomar banho, entre outras coisas, e têm medo, principalmente, de falharem na formação destes serzinhos que eles tem o dever de transformar em homens e mulheres "de bem". Quando, os adultos sentem sua autoridade ameaçada, por não conseguirem "ensinar" seus pequenos humanos, acabam usando da força para amedrontá-los e forçá-los a seguirem o que estão querendo que façam. O que estes não percebem, infelizmente, é que esta atitude, não educa e não traz crescimento nenhum, e sim faz com que as crianças obedeçam (isso quando obedecem), por medo e não por aprendizado ou respeito. 

No entanto, a medida que o tempo passa, elas aprendem que podem fazer coisas às escondidas, para não apanhar, ou até mesmo cometem os erros sabendo que vão levar uns tapas, por perderem o medo da dor ou não se importarem com ela, até chegar à idade em que não tenham mais tamanho para apanhar, e então, não se tornam mais controláveis e passam a ter atitudes prejudiciais a si mesmos, por vontade ou por não terem aprendido que determinadas ações trazem consequências que não são boas para quem as comete.

Sendo assim, chegamos a três importantes levantamentos. O primeiro é que os pais ao agirem assim, estão tentando controlar seus pequenos e, como o texto que eu li dizia, os filhos não são propriedades dos pais, os pais devem cuidar e educar suas crianças para se tornarem adultos inteligentes, conscientes e que busquem o melhor caminho para si próprios. O segundo, o qual também era explanado no texto em que me inspirei, é que até agora este tipo de educação não deu certo, as "palmadinhas" só criaram adultos que quando se sentem acoados, sem argumentos, partem para a violência física, chegando ao ponto de matar alguém por não terem conseguido o que queriam.  E o terceiro, o qual eu considero mais importante, é que crianças são esponjas, que absorvem informações de todos os cantos, todavia, principalmente, das ações que os cercam. Como alguém pode esperar que seu filho não seja histérico e agressivo, quando está diante de gritos o tempo todo ou recebendo correções físicas por atos que, apesar de saberem que são errados, não tem conhecimento da real gravidade de a terem cometido?

Não sou mãe, mas observo a educação das crianças que conheço, pois acho importante encontrar pontos positivos e negativos de uma criação, para evoluir meu pensamento antes de colocar um novo ser, no mundo, e no meu último emprego, trabalhando de recepcionista, em uma clínica, me deparei com exemplos muito nítidos de como o exemplo dos pais e a forma que eles usam as palavras refletem nas crianças, assim como o estresse e falta de paciência dos mesmos. 

Por um tempo, acreditei que as crianças eram uns verdadeiros monstrinhos, que não sabiam se comportar, gritavam, choravam, rasgavam revistas e batiam coisas o tempo, por serem criaturas que não conseguiam controlar sua energia e não tinham maturidade para ficarem esperando com educação em uma recepção. Contudo, ao observar melhor, comecei a perceber que a maior parte da culpa era de quem os acompanhava, adultos que falavam alto, gritavam com as crianças, as seguravam e as chacolhavam com força para tentar causar obediência. 

Foi durante essa observação, que eu conheci o maior exemplo de que os filhos são espelhos dos seus educadores, uma menina de aproximadamente três anos, que eu nem percebi que estava na sala, e seu irmão, que com dezoito anos não se parece nada com os outros adolescentes que entram por aquela porta, pois os dois são serenos e educados, realmente, diferente do que eu estou acostumada a lidar. Seus pais são dois professores que, ao meu ver, são exemplos de como os pais deveriam tratar seus filhos, conversando, explicando o porquê cada ação deve ser tomada. Quando a pequena de três anos deixou seu guarda-chuva na cadeira da recepção e um papel no chão, seu pai a pediu que pegasse seu objeto e também que juntasse o papel, explicando o lugar de cada coisa. A menina obedeceu e, certamente aprendeu uma lição. Outra vez, ela chegou cansada e braba, no colo da mãe, porém não estava agressiva, como a maioria dos bebês que eu vejo, se debatendo, querendo dar tapas e gritar, ela só ficou acolhida nos braços da mãe, sem vontade de conversar, mas sem desrespeitar ninguém.

Conhecer esta família, foi um grande passo para minha noção de aprendizado e educação. Me fez perceber, de vez, que nada é mais forte que o exemplo e o discurso. Ter uma rotina das refeições com sua família, tornar a criança acostumada com os alimentos certos e ensinar porque ela não pode comer certas comidas em certos horários, surte mais efeito que obrigá-la a se alimentar com brigas e pressão. Um filho ver os pais lendo, compartilhando de leituras e estudos desde sempre e instigado a ser curioso em aprender coisas novas, não precisará ser obrigado a ler e fazer as tarefas da escola. Da mesma forma, se uma pessoa é criada desde que nasce, em um ambiente em que as pessoas resolvem seus problemas com diálogo, no qual pode contar com conselhos e discussões inteligentes quando está com um problema e no qual ao invés de receber castigos, recebe ajuda para perceber que atos trazem consequências e auxílio para mudar suas atitudes, não vai querer tomar um rumo que lhe traga uma vida ruim e nem precisará usar de meios inadequados para conseguir o que quer, pois tem o que necessita: sabedoria.

Logicamente, criar um filho não é só isso, tem muitos poréns, várias exceções e situações diferentes, reações diversas. Obviamente, nenhum pai ou mãe será perfeito na criação de uma criança, pois no ser humano existem as virtudes, mas também os vícios, o erro é inerente a quem vive e não há quem não os cometerá. Também, em nenhum momento, afirmei que é fácil usar de argumentos, até porque para isso é preciso tê-los, é necessários ter sabedoria para transmiti-la, não há como doar o que não se possui. E não é fácil, educar um filho, não é nada fácil, e nunca vi alguém dizer isso. Educar, no sentido mais verdadeiro da palavra, exige dos pais que os mesmos aprendam, estudem, encontrem seus próprios erros e os corrijam o mais rápido possível, reclama energia, esforço, zelo cuidado, obriga entrega total. 

Portanto, se o que se quer é chegar ao dia em que o mundo será povoado de pessoas íntegras e sábias, o método "mais fácil", não vai resolver. Se o que se quer é um mundo melhor, é preciso sim, o quanto antes, substituir a elevação das mão e da voz na criação dos nossos pequenos seres, pelo aumento de diálogo e conhecimento nestes contidos.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Littles Einsteins

Os pais olham para seu bebezinho, babando com aquele rostinho lindo, e só pensam em apertá-lo, beijá-lo, protegê-lo de todo mal e toda a informação, pois, aquele cerebrozinho não está preparado para receber aprendizado antes da idade escolar, o que ele precisa é entretenimento com rabiscos e televisão, para ser uma criança feliz. 

Mas de repente, aparece um "geniosinho" de dois anos que acerta todas as bolas nas cestas de basquete, e um de três que toca bateria incrivelmente bem ou um outro que com apenas quatro resolve o cubo mágico em pouco mais de um minuto. Prodígios! Contudo quem merece os aplausos não são as crianças (tudo bem, essas fofuras também merecem) mas seus pais, eles foram os reais moldadores de tanto talento, os que, ao invés de subestimarem seus filhos e lhe oferecerem apenas vídeos e brincadeiras para distração, entregaram aos pequenos doses de conhecimento junto das brincadeiras para serem empolgadamente saboreados a cada aprendizado. 

Uma criança pequena não tem a mesma concentração de um adulto, se distrai e se entedia rápido, e não deve ser sobrecarregada de informação. Contudo, ela está instintivamente em busca de conhecimento que a leve a sobreviver e interagir, precisa apurar seus sentidos e se "especializar" nos sinais que a fará parte da sociedade.

Sendo assim, qualquer criança pode, se estimulada da maneira certa, surpreender com um potencial de aprendizado enorme, sem deixar de ser criança, já que aprender não significa deixar de brincar, se sujar, dormir, se lambuzar, pelo contrário, essas pequenas criaturas, conhecem e descobrem o mundo, exatamente dessa maneira, leve e gostosa, cheia de emoção, cheiros e gostos, que é ser criança.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Frases... [196]

“Conhecimento é saber que um tomate é fruta, sabedoria é saber que não se deve usar um tomate em uma salada de frutas.” [Charliton Albert]