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segunda-feira, 2 de junho de 2014

Diga sim ao amor

Há mais ou menos uma semana li um texto sobre a "lei da palmada", como era chamada até então, e o assunto ficou girando na minha cabeça e me fez refletir em como, um dia, eu mesma pude acreditar que um tapinha, às vezes, poderia ser necessário na educação de uma criança e chegar à conclusões sobre porque as pessoas usam a violência para fazer com que seus filhos as obedeçam.

Os animais só atacam quando se sentem ameaçados, e os humanos, quando deixam seu racional de lado, agem da mesma forma. Os pais têm medo de que seus filhos não sigam suas regras e se machuquem, risquem a parede, não queiram se alimentar direito, tomar banho, entre outras coisas, e têm medo, principalmente, de falharem na formação destes serzinhos que eles tem o dever de transformar em homens e mulheres "de bem". Quando, os adultos sentem sua autoridade ameaçada, por não conseguirem "ensinar" seus pequenos humanos, acabam usando da força para amedrontá-los e forçá-los a seguirem o que estão querendo que façam. O que estes não percebem, infelizmente, é que esta atitude, não educa e não traz crescimento nenhum, e sim faz com que as crianças obedeçam (isso quando obedecem), por medo e não por aprendizado ou respeito. 

No entanto, a medida que o tempo passa, elas aprendem que podem fazer coisas às escondidas, para não apanhar, ou até mesmo cometem os erros sabendo que vão levar uns tapas, por perderem o medo da dor ou não se importarem com ela, até chegar à idade em que não tenham mais tamanho para apanhar, e então, não se tornam mais controláveis e passam a ter atitudes prejudiciais a si mesmos, por vontade ou por não terem aprendido que determinadas ações trazem consequências que não são boas para quem as comete.

Sendo assim, chegamos a três importantes levantamentos. O primeiro é que os pais ao agirem assim, estão tentando controlar seus pequenos e, como o texto que eu li dizia, os filhos não são propriedades dos pais, os pais devem cuidar e educar suas crianças para se tornarem adultos inteligentes, conscientes e que busquem o melhor caminho para si próprios. O segundo, o qual também era explanado no texto em que me inspirei, é que até agora este tipo de educação não deu certo, as "palmadinhas" só criaram adultos que quando se sentem acoados, sem argumentos, partem para a violência física, chegando ao ponto de matar alguém por não terem conseguido o que queriam.  E o terceiro, o qual eu considero mais importante, é que crianças são esponjas, que absorvem informações de todos os cantos, todavia, principalmente, das ações que os cercam. Como alguém pode esperar que seu filho não seja histérico e agressivo, quando está diante de gritos o tempo todo ou recebendo correções físicas por atos que, apesar de saberem que são errados, não tem conhecimento da real gravidade de a terem cometido?

Não sou mãe, mas observo a educação das crianças que conheço, pois acho importante encontrar pontos positivos e negativos de uma criação, para evoluir meu pensamento antes de colocar um novo ser, no mundo, e no meu último emprego, trabalhando de recepcionista, em uma clínica, me deparei com exemplos muito nítidos de como o exemplo dos pais e a forma que eles usam as palavras refletem nas crianças, assim como o estresse e falta de paciência dos mesmos. 

Por um tempo, acreditei que as crianças eram uns verdadeiros monstrinhos, que não sabiam se comportar, gritavam, choravam, rasgavam revistas e batiam coisas o tempo, por serem criaturas que não conseguiam controlar sua energia e não tinham maturidade para ficarem esperando com educação em uma recepção. Contudo, ao observar melhor, comecei a perceber que a maior parte da culpa era de quem os acompanhava, adultos que falavam alto, gritavam com as crianças, as seguravam e as chacolhavam com força para tentar causar obediência. 

Foi durante essa observação, que eu conheci o maior exemplo de que os filhos são espelhos dos seus educadores, uma menina de aproximadamente três anos, que eu nem percebi que estava na sala, e seu irmão, que com dezoito anos não se parece nada com os outros adolescentes que entram por aquela porta, pois os dois são serenos e educados, realmente, diferente do que eu estou acostumada a lidar. Seus pais são dois professores que, ao meu ver, são exemplos de como os pais deveriam tratar seus filhos, conversando, explicando o porquê cada ação deve ser tomada. Quando a pequena de três anos deixou seu guarda-chuva na cadeira da recepção e um papel no chão, seu pai a pediu que pegasse seu objeto e também que juntasse o papel, explicando o lugar de cada coisa. A menina obedeceu e, certamente aprendeu uma lição. Outra vez, ela chegou cansada e braba, no colo da mãe, porém não estava agressiva, como a maioria dos bebês que eu vejo, se debatendo, querendo dar tapas e gritar, ela só ficou acolhida nos braços da mãe, sem vontade de conversar, mas sem desrespeitar ninguém.

Conhecer esta família, foi um grande passo para minha noção de aprendizado e educação. Me fez perceber, de vez, que nada é mais forte que o exemplo e o discurso. Ter uma rotina das refeições com sua família, tornar a criança acostumada com os alimentos certos e ensinar porque ela não pode comer certas comidas em certos horários, surte mais efeito que obrigá-la a se alimentar com brigas e pressão. Um filho ver os pais lendo, compartilhando de leituras e estudos desde sempre e instigado a ser curioso em aprender coisas novas, não precisará ser obrigado a ler e fazer as tarefas da escola. Da mesma forma, se uma pessoa é criada desde que nasce, em um ambiente em que as pessoas resolvem seus problemas com diálogo, no qual pode contar com conselhos e discussões inteligentes quando está com um problema e no qual ao invés de receber castigos, recebe ajuda para perceber que atos trazem consequências e auxílio para mudar suas atitudes, não vai querer tomar um rumo que lhe traga uma vida ruim e nem precisará usar de meios inadequados para conseguir o que quer, pois tem o que necessita: sabedoria.

Logicamente, criar um filho não é só isso, tem muitos poréns, várias exceções e situações diferentes, reações diversas. Obviamente, nenhum pai ou mãe será perfeito na criação de uma criança, pois no ser humano existem as virtudes, mas também os vícios, o erro é inerente a quem vive e não há quem não os cometerá. Também, em nenhum momento, afirmei que é fácil usar de argumentos, até porque para isso é preciso tê-los, é necessários ter sabedoria para transmiti-la, não há como doar o que não se possui. E não é fácil, educar um filho, não é nada fácil, e nunca vi alguém dizer isso. Educar, no sentido mais verdadeiro da palavra, exige dos pais que os mesmos aprendam, estudem, encontrem seus próprios erros e os corrijam o mais rápido possível, reclama energia, esforço, zelo cuidado, obriga entrega total. 

Portanto, se o que se quer é chegar ao dia em que o mundo será povoado de pessoas íntegras e sábias, o método "mais fácil", não vai resolver. Se o que se quer é um mundo melhor, é preciso sim, o quanto antes, substituir a elevação das mão e da voz na criação dos nossos pequenos seres, pelo aumento de diálogo e conhecimento nestes contidos.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Papo que dá pano pra manga

Aprende-se em física que a matéria é energia condensada, sendo assim, o corpo humano, que é matéria, é uma massa densa de energia e que vibra numa determinada frequência. Seres vivos e inanimados possuem uma emanação de energia que os envolve e atrai ou repele outras freqüências. Essa frequência, faz com que coisas negativas ou positivas sejam atraídas, assim como exerce influência no funcionamento, inclusive de objetos e eletrônicos, que também são matéria e vibram (coisas que estragam, caem, em que se esbarra, sem motivo aparente). 

Desta forma, ao contrário do que se considera, felicidade e sofrimento não dependem das circunstâncias exteriores, mas da nossa própria energia, tal qual controlada pela mente. É a mente de atitude positiva ou negativa que produz felicidade ou sofrimento. Para uma analogia simples, tenha-se como exemplo olhar com o rosto sujo para um espelho e tentar esfregar o objeto para tentar tirar a sujeira. O que se vê no espelho é um reflexo da realidade, o rosto é real, o que se vê é uma projeção da realidade. Pode-se tentar limpar com toda a força, com todo empenho, pelo maior tempo possível, a mancha não vai sair dele, já que está no rosto.  

É importante que se leve em conta ainda, que mente e energia não são o mesmo que humor. O humor é variável, podendo passar por muitos níveis ao longo do dia. Acordar feliz e disposto não significa, necessariamente, que sua energia esteja em uma freqüência energética positiva, apesar de ajudar para que sua energia fique mais estável e o dia flua melhor. No entanto, uma mente de energia positiva é, e não está. Uma pessoa pode ficar chateada, decepcionada, comovida com fatos tristes e ter variações de humor por causa disso, e mesmo assim sua energia estar equilibrada no centro positivo. 

Como exterior afetará sua energia vai depender do controle que se tem sobre a sua matéria física, sobre sua energia condensada. Para ganhar maior controle sobre isso são usadas diversas técnicas de respiração, meditação, dentre outras aplicadas por diversas doutrinas, as quais, muitas vezes são confundidas com religião, e, talvez, por esse motivo tendo como fim desprezo e/ou descrença por parte dos céticos, que poderiam conseguir uma vida menos estressante e mais feliz se enxergassem tais fatos como ciência.



P.S.: ciência - palavra que, infelizmente, ainda coloca determinados segmentos em status mais elevados que outros.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Mais

Me sinto sozinha em meio à multidão. Ter pessoas por perto não significa que se tenha companhia. Sinto falta da alegria da infância e da diversão da adolescência. E esta falta me preenche. Poderia usar esse buraco, que aqui parece existir, para fazer assovios ao vento. Carinho. Afeto. Amizades. Como um autêntico ser humano, sempre procuro mais. 

O problema, quem sabe, não esteja em como a vida se apresenta a mim, mas como eu me apresento à vida. Sei que estou farta deste mundo cinza e já não suporto esta mesma rotina. Quero experimentar outras... e outras mais. Não estou reclamando do que eu tenho, não. Não quero parecer ingrata. Não é nada disso. O que tenho me serve muito bem. Mas como um autêntico ser humano, sempre quero mais.

E também, não estou tentando arranjar problemas. Estes ficam bem à vontade para sentar, mesmo que eu não os convide para entrar.Já estou cansada do "nada como um dia após o outro." E cadê todo o colorido? Aonde está a graça? Quero uma vida menos sistemática.
Quantidade? Qualidade...?! Como um autêntico ser humano, sempre busco mais.

Talvez o que eu deseje agora é um alguém para dividir comigo esse refrigerante. E o que eu precise sejam umas horas a mais nas minhas noites de sono e um pouco mais da sua companhia. Porém, como um autêntico ser humano, sempre desejo mais.