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quinta-feira, 31 de julho de 2014

Baile com a vida

Seja mais humilde e gentil consigo mesmo e se permita ver o quanto a vida é bela. Mas bela mesmo, bela de verdade, que caminha com tanta graciosidade que mal se pode acreditar. Aceite o que você tem em mãos, seja um problema difícil para solucionar ou uma pilha de trabalhos para fazer. Não se descabele, os dias vão passar, a vida vai correr. Faça uma coisa de cada vez, vida um minuto de cada vez. Não guarde tudo na cabeça, pegue uma agenda, uma folha de papel, um pedaço de guardanapo, seja o que for, e anote o que você vai fazer, hoje. Lembre-se de que você precisa comer, tomar banho, descansar um pouco (sim, descansar um pouco), e então escreva ali o que você pode cumprir, e o faça. Então no próximo dia, faça, novamente. Perceba que aquele problema enorme, virou vários pedacinhos de problema que você pode resolver em um dia, e que a pilha de trabalhos virou um trabalho de cada vez. E assim, os dias passarão, e a vida fará sua tarefa de ser natural e leve. Todavia, não deixe que a vida só passe. Olhe para ela, a aprecie, a abrace também e até dê um cheiro, se for possível. Tenha também um dia gostoso, todos os dias. Se um dia sair errado, tudo bem, aproveite o próximo. Contudo não queira que tudo passe rápido e termine logo, pois a vida faz isso, naturalmente, e uma hora ou outra, tudo vai acabar para todos. E de que adianta que os tempos ruins terminem logo, se terminarem com eles todos os momentos bons que estavam escondidos no meio? Não se deixe cegar. Deixe-se enxergar. Faça a sua parte, um dia de cada vez, sem ambição de mais, nem de menos, e vá caminhando, graciosamente, junto com a vida, e perceba mais uma vez o quanto ela é bela, e como abre caminhos com a força e a leveza de uma bailarina. Baile com ela, e se permita, mais uma vez, ser gentil com você mesmo, como uma xícara de chocolate quente, que é doce e aquece, num frio de doer que faz congelar todos os dedos do pé.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Insanidade

Mente criativa, que sente fome de imaginar e sede de criar, alimentada por tudo que tem ritmo, cor e movimento. Desenhada por traços leves, riscos fortes e curvas imperfeitas. Movida por notas coloridas e motivada por melodias macias. Com cheiro de grama molhada e sabor de tinta fresca. Respira palavras, engole fotos e devora lápis de cor. Corre o tempo todo para dentro de si para buscar algo novo e depois traz para fora. Mente inquieta que observa através de sentidos misturados, que não para um minuto, e nem consegue ficar calada. Mente que estranha o mundo mecânico, sufoca-se com o cômodo, reprova a simetria e evita a lógica. Que quer fugir, que precisa de liberdade, que implora para mudar a direção, que enfraquece-se por não conseguir. Que tem energia acumulada, que não aguenta mais ficar presa, longe do que faz bem, amarrada à obrigação.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Como o caos se organizou

Um indivíduo cansado dos problemas e incômodos provocados pela bagunça das suas coisas resolveu nomear as coisas. E assim o fez, nomeou todos os objetos. Pronto! Agora tudo estava etiquetado. Perfeito! Ninguém mais se confundiria, não haveriam mais erros nas comunicações, ele não teria mais com o que se preocupar. Foi uma ideia brilhante, tudo ficara mais fácil daquele jeito. Mas ele ainda não estava totalmente contente. Novas coisas podiam ser criadas e atrapalhar tudo. O que podia ser feito para melhorar? Dividir as coisas em grupos. Era isso! Coisas boas ficam para um lado, coisas ruins para outro, as bonitas separadas das feias, o errado longe do certo. Agora sim. Tudo organizado. Tudo no seu devido lugar. Agora ele estava satisfeito. Como a felicidade atrai curiosidade alheia, o vizinho do lado não resistiu em dar uma olhada no que estava acontecendo, e percebendo como a organização deixara o seu conhecido longe de problemas, resolveu fazer o mesmo com os animais. O próximo com as plantas. O outro com as pessoas, raças, sentimentos... E assim tudo foi nomeado. E ai de quem não souber denominar seus sentimentos, enumerar suas qualidades e defeitos, ou não quiser ficar paradinho dentro do seu grupo. Aonde já se viu querer ser de mais de um grupo ao mesmo tempo? Pra quê? Pra bagunçar as coisas de novo? Nada disso. Pra jogar tanto trabalho fora? Nem pensar. Vamos deixar o caos assim, organizado, controlado. Cada coisa no seu lugar. Livre de problemas. Não?!

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

A forma de deus

A água é a melhor representação que se pode ter de deus
Pensemos em deus como aquilo que dá ânimo às pessoas
Aquele ser, aquele espírito, aquela força
O que quer que seja que lhe faça viver, que faça de você algo mais que um corpo...


Vou explicar:
Ninguém. Nenhum ser vivo pode viver sem água
Somos formados envolto por ela
E não podemos sobreviver um dia se quer sem esse líquido
Dependemos dela para realizar todas nossas funções vitais e tarefas diárias
Precisamos de água para beber e para comer
Não existiria fonte de comida sem água, certo?!


A água não tem cor, cheiro ou gosto
Mesmo incolor ela é exuberante
Quem não se encanta com uma cachoeira ou com o mar?
Mesmo inodora ela é apaixonante
Quantos não adoram o cheiro da chuva?
Mesmo insípida ela é deliciosa
Pra que gosto melhor para quem está com muita sede?
Além disso, a água não tem forma própria
Mas ela adquire a forma de onde a colocarem


Essa substância tem ainda suas particularidades químicas
É a fórmula mais conhecida no mundo
Não se encaixa nem nos ácidos, nem nas bases
É a única que expande ao sofrer solidificação
E é o solvente universal


Porém, há um pequeno detalhe que não podemos deixar escapar
A água não é especial por si só!
A nossa necessidade é que a faz indispensável
E é a mistura dela com os outros elementos que a dá forma, cheiro e cor...
A água com toda sua majestade, não seria nada sem o valor que nós damos a ela.


Pense nisso!