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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Amizade

Ainda não entendi a concepção de "amizade verdadeira". 
Desde quando pode existir uma "amizade falsa"? 
Pra mim é assim: ou é amizade, ou não é!

Frases... [22]



"Quando os ventos de mudança sopram, umas pessoas levantam barreiras, outras constroem moinhos de vento." [Érico Veríssimo]

A pessoa errada



Pensando bem em tudo o que a gente vê e vivencia
e ouve e pensa, não existe uma pessoa certa pra gente.
Existe uma pessoa que se você for parar pra pensar é, na verdade, a pessoa errada.
Porque a pessoa certa faz tudo certinho!
Chega na hora certa, fala as coisas certas,
faz as coisas certas, mas nem sempre a gente tá precisando das coisas certas.
Aí é a hora de procurar a pessoa errada.
A pessoa errada te faz perder a cabeça, perder a hora, morrer de amor...
A pessoa errada vai ficar um dia sem te procurar
que é pra na hora que vocês se encontrarem
a entrega ser muito mais verdadeira.
A pessoa errada, é na verdade, aquilo que a gente chama de pessoa certa.
Essa pessoa vai te fazer chorar, mas uma hora depois vai estar enxugando suas lágrimas.
Essa pessoa vai tirar seu sono.
Essa pessoa talvez te magoe e depois te enche de mimos pedindo seu perdão.
Essa pessoa pode não estar 100% do tempo ao seu lado, mas vai estar 100% da vida dela esperando você.
Vai estar o tempo todo pensando em você.
A pessoa errada tem que aparecer pra todo mundo,
porque a vida não é certa.
Nada aqui é certo!
O que é certo mesmo, é que temos que viver cada momento, cada segundo, amando, sorrindo, chorando, emocionando, pensando, agindo,
querendo,conseguindo...
E só assim, é possível chegar àquele momento do dia em que a gente diz: "Graças à Deus deu tudo certo"
Quando na verdade, tudo o que Ele quer é que a gente encontre a pessoa errada pra que as coisas comecem a realmente funcionar direito pra
gente...



Luís Fernando Veríssimo

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Frases... [21]



"Quando se ama não é preciso entender o que se passa lá fora, pois tudo passa a acontecer dentro de nós." [Clarice Lispector]

Quando me amei de verdade...

Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato. E então, pude relaxar.Hoje sei que isso tem nome... Auto-estima.
Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.Hoje sei que isso é...Autenticidade. 
Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.Hoje chamo isso de... Amadurecimento.
Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.Hoje sei que o nome disso é... Respeito.
Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável... Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.Hoje sei que se chama... Amor-próprio.
Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.Hoje sei que isso é... Simplicidade.
Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei muitas menos vezes.Hoje descobri a... Humildade.
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é... Plenitude.Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.Tudo isso é... Saber viver!!!


Charles Chaplin

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Frases... [20]



"Uma mulher precisa de apenas duas coisas na vida: um vestido preto e um homem que a ame." [Coco Chanel]

Saudade


Saudade é uma palavra interessante...
É uma palavra bonita;
Uma palavra que consegue guardar tanto em apenas sete letras.
E a única no mundo que consegue expressar este sentimento em apenas uma palavra...
Saudade pode ser boa, pode ser ruim, pode ser das alegrias, pode ser uma tristeza
Guarda lembranças lindas e pode trazer mágoas profundas
A saudade, às vezes, é perturbadora e outras tantas é saborosa...
Resgata da lembrança um turbilhão de recordações em apenas três sílabas.
Risadas, piadas, brincadeiras
Cartas, segredos, conselhos
Abraços, declarações e beijos...
Pessoas... Ah, as pessoas!
Pessoas lindas, pessoas maravilhosas, pessoas apaixonantes
Amigos, amores, família...
São esses seres, talvez, que deixam a saudade tão instigante.
Certamente, você já chorou algumas vezes, e também já sorriu outras tantas
Mas não são de todas as lágrimas e de todos os sorrisos que você sente saudades
Na verdade, o que nos faz falta não são os momentos, 
Mas o que as pessoas representaram para nós
Amigos de infância ou das férias de verão,
Amores platônicos e paixões que duraram uma semana
Pessoas que ficaram anos e anos ao seu lado, e aquelas que só lhe disseram duas ou três palavras
O importante é que algum sentimento existiu. E permaneceu.
Um sentimento que ficou, que se guardou, que se conservou....
Que foi tratado, cultivado e que se solidificou naquelas três consoantes e quatro vogais.
É, realmente... Saudade é uma palavra interessante...
Mas, mais interessante que ela são as pessoas!





Frases... [19]



"Todo mundo é capaz de dominar uma dor, exceto quem a sente." [William Shakespeare]

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

A aliança


Eu adoro as crônicas de Luís Fernando Veríssimo, e essa é, talvez, a que eu mais goste! Ela está no livro "As mentiras que os homens contam", que conta diversas situações diárias, que, segundo o autor, fazem com que os homens precisem mentir. Espero que gostem!



Esta é uma história exemplar, só não está muito claro qual é o exemplo. De qualquer jeito, mantenha-a longe das crianças. Também não tem nada a ver com a crise brasileira, o apartheid, a situação na América Central ou no Oriente Médio ou a grande aventura do homem sobre a Terra. Situa-se no terreno mais baixo das pequenas aflições da classe média. Enfim. Aconteceu com um amigo meu. Fictício, claro.
Ele estava voltando para casa como fazia, com fidelidade rotineira, todos os dias à mesma hora. Um homem dos seus 40 anos, naquela idade em que já sabe que nunca será o dono de um cassino em Samarkand, com diamantes nos dentes, mas ainda pode esperar algumas surpresas da vida, como ganhar na loto ou furar-lhe um pneu. Furou-lhe um pneu. Com dificuldade ele encostou o carro no meio-fio e preparou-se para a batalha contra o macaco, não um dos grandes macacos que o desafiavam no jângal dos seus sonhos de infância, mas o macaco do seu carro tamanho médio, que provavelmente não funcionaria, resignação e reticências... Conseguiu fazer o macaco funcionar, ergueu o carro, trocou o pneu e já estava fechando o porta-malas quando a sua aliança escorregou pelo dedo sujo de óleo e caiu no chão. Ele deu um passo para pegar a aliança do asfalto, mas sem querer a chutou. A aliança bateu na roda de um carro que passava e voou para um bueiro. Onde desapareceu diante dos seus olhos, nos quais ele custou a acreditar. Limpou as mãos o melhor que pôde, entrou no carro e seguiu para casa. Começou a pensar no que diria para a mulher. Imaginou a cena. Ele entrando em casa e respondendo às perguntas da mulher antes de ela fazê-las.
— Você não sabe o que me aconteceu!
— O quê?
— Uma coisa incrível.
— O quê?
— Contando ninguém acredita.
— Conta!
— Você não nota nada de diferente em mim? Não está faltando nada?
— Não.
— Olhe.
E ele mostraria o dedo da aliança, sem a aliança.
— O que aconteceu?
E ele contaria. Tudo, exatamente como acontecera. O macaco. O óleo. A aliança no asfalto. O chute involuntário. E a aliança voando para o bueiro e desaparecendo.
— Que coisa - diria a mulher, calmamente.
— Não é difícil de acreditar?
— Não. É perfeitamente possível.
— Pois é. Eu...
— SEU CRETINO!
— Meu bem...
— Está me achando com cara de boba? De palhaça? Eu sei o que aconteceu com essa aliança. Você tirou do dedo para namorar. É ou não é? Para fazer um programa. Chega em casa a esta hora e ainda tem a cara-de-pau de inventar uma história em que só um imbecil acreditaria.
— Mas, meu bem...
— Eu sei onde está essa aliança. Perdida no tapete felpudo de algum motel. Dentro do ralo de alguma banheira redonda. Seu sem-vergonha!
E ela sairia de casa, com as crianças, sem querer ouvir explicações. Ele chegou em casa sem dizer nada. Por que o atraso? Muito trânsito. Por que essa cara? Nada, nada. E, finalmente:
— Que fim levou a sua aliança? E ele disse:
— Tirei para namorar. Para fazer um programa. E perdi no motel. Pronto. Não tenho desculpas. Se você quiser encerrar nosso casamento agora, eu compreenderei.
Ela fez cara de choro. Depois correu para o quarto e bateu com a porta. Dez minutos depois reapareceu. Disse que aquilo significava uma crise no casamento deles, mas que eles, com bom-senso, a venceriam.
— O mais importante é que você não mentiu pra mim.
E foi tratar do jantar.


( Retirado de: http://www.releituras.com/lfverissimo_alianca.asp. Acesso em: 26 de setembro de 2011.)

Frases... [18]



"Nada é permanente nesse mundo cruel. Nem mesmo os nossos problemas." [Charles Chaplin]